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Data de lançamento
15 Maio 2004Duração
Após se casar com a Princesa Fiona (Cameron Diaz), Shrek (Mike Myers) vive feliz em seu pântano. Ao retornar de sua lua-de-mel Fiona recebe uma carta de seus pais, que não sabem que ela agora é um ogro, convidando-a para um jantar juntamente com seu grande amor, na intenção de conhecê-lo. A muito custo Fiona consegue convencer Shrek a ir visitá-los, tendo ainda a companhia do Burro (Eddie Murphy). Porém os problemas começam quando os pais de Fiona descobrem que ela não se casou com o Príncipe (Rupert Everett), a quem havia sido prometida, e enviam o Gato de Botas (Antonio Banderas) para separá-los.
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Obra prima!
Há um momento em Shrek 2 que resume bem os limites e as virtudes da sequência: o ogro verde chega ao reino de Tão Tão Distante vestido como um príncipe, tentando parecer algo que não é para agradar aos sogros. O filme inteiro opera nesse registro, uma comédia que quer, a todo custo, ser aceita por um público maior do que o original conquistou, e que às vezes trai sua própria alma para isso.
O primeiro Shrek era subversivo porque zombava dos contos de fadas de dentro para fora; esta continuação é mais um produto desses mesmos contos de fadas, só que com piadas melhores. Mike Myers, Eddie Murphy e Cameron Diaz retomam suas vozes com o conforto de quem sabe que o público já ama esses personagens, e é justamente esse conforto que empresta ao filme sua maior fraqueza: menos risco, mais fórmula. Antonio Banderas, como o Gato de Botas, é a injeção de energia que a trama precisa. Seus olhos de gato pidão tornaram-se, com razão, o momento mais citado do filme, e é revelador que o melhor personagem novo seja também o mais consciente de estar performando um clichê.
Dito isso, seria injusto não reconhecer a inteligência da produção. As paródias de Hollywood e da cultura pop de 2004 ainda funcionam, e a Fada Madrinha como vilã corporativa, cantando um número musical inteiro sobre controle e aparência, é uma ideia genuinamente inspirada. O filme entende que crescer é, em parte, negociar quem você é com quem os outros esperam que você seja, e há sinceridade genuína nisso, mesmo emoldurada em referências que já soam datadas.
Shrek 2 não erra por ser ruim; erra por ser satisfeito demais consigo mesmo, um filme que prefere agradar a arriscar. É competente, engraçado, às vezes brilhante, mas falta a ele a irreverência desajeitada que fez do original algo memorável. Três estrelas: entretenimento sólido que sabe exatamente o que é, nem mais, nem menos.
esse que é o do "faz o urro"? nunca sei
Achei muito bom, mas ainda prefiro o 1º.
(06/11/25)
O que eu quero
É um herói do meu lado quando a noite cair
Com uma força de Deus, que batalha por mim
E me mostre o caminho a seguir
O que eu quero (quero)
É um herói que me leve onde eu queira ir (onde eu queira)
Que chegue assim, sorrindo pra mim
E que venha pra me conduzir, me conduzir