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Data de lançamento
13 Maio 2005Duração
1910. O português Vasco (Ruy Guerra) leva sua esposa grávida Áurea (Fernanda Torres) e a mãe dela, Dona Maria (Fernanda Montenegro), em busca de um sonho: viver em terras prósperas, recentemente compradas por ele. O sonho se transforma em pesadelo quando, após uma longa e cansativa viagem junto a uma caravana, o trio descobre que as terras estão em um lugar totalmente inóspito, rodeado de areia por todos os lados e sem nenhum indício de civilização por perto. Áurea quer retornar ao lugar de onde vieram, mas Vasco insiste em ficar e constrói uma casa de madeira para que lá possam viver. Após serem abandonados pelos demais integrantes da caravana, um acidente mata Vasco e deixa Áurea e Dona Maria completamente sozinhas. Elas partem em busca de ajuda e terminam por encontrar Massu (Seu Jorge), um homem que nunca deixou o local. Massu passa a ajudá-las, levando comida e sal para que Áurea e Dona Maria possam sobreviver na casa recém-construída. Apesar da estabilidade, Áurea deseja deixar o local de qualquer maneira mas decide apenas fazer isto quando sua filha nascer e poder deixar o local com ela. Enquanto isso Áurea e Dona Maria precisam lidar também com a instabilidade do local em que vivem, já que a areia pode soterrar a casa em que vivem a qualquer momento.
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Fico tão feliz quando descubro um clássico
QUE FILMAAAAASSO
E daqueles filmes que quando acaba a gente pergunta: Pq demorei tanto pra assistir??? Fascinante!!! Viva o cinema nacional!!
Olha, se você ainda não viu esse filme, eu te dou uma dica: não desista porque o início “parece” lento. Eu tenho certeza que você vai gostar da história.
Eu decidi assistir esse filme porque uma pessoa aqui disse que era um FILMAÇO.
E, pra ser sincero, é um puta filmaço.
Foque nos detalhes, deixe sua imaginação fluir e boa sessão.
Entrou no meu top 5 nacional sem sombra de dúvidas!! Que fotografia, que atuações, que classe.
Exemplo claro de como o cenário é, aqui, personagem também, sendo, a princípio, um determinante fatalista do destino das personagens para depois, inescapável, tornar-se o lar daquelas mulheres. Em que momento o desespero de Áurea em escapar dali se tornar resignação, conformidade? Até que ponto tudo virou areia dentro dela também? Assim como a areia, as esperanças sempre escapam da mão.
A questão geracional e a relação avô - mãe - filha também são bem interessantes. É a avô quem busca a ajuda que permitirá àquela família sobreviver naquele lugar; é a mãe que luta e persiste em bolar planos para escapar daquela areia movediça que engole seus anos de vida;
[/spoiler]é a filha, já cria daquele espaço, que consegue finalmente oportunidade de novas perspectivas.[spoiler]