caraca, aquela cena do elevador é uma das coisas mais assustadoras que já vi, talvez uma das maiores cenas da história do cinema. Ainda assim, prefiro Vitalina Varela, que consegue ser um filme ainda mais sensível.
Confesso que não suporto o ritmo dos filmes de Pedro Costa e tive uma experiência mal sucedida com Ossos, onde o que corresponde ao meu desgosto é o que as pessoas apreciam: a mise en scène arrastada onde a decadência dos personagens contamina a direção, as escolhas, a direção de arte e a fotografia viscosa.
Mas neste,aqueles princípios costianos impressionistas, onde é impossível separar a concepção estética adotada no filme do estado mental e das situações dos personagens deram absurdamente certo, mesmo com o sofrimento e o esforço de seguir o ritmo viscoso de sua narrativa.
Foi uma surpresa descobrir Os Tubarões - "Alto Cutelo" e as fotografias de Jacob Riis (e redescobrir a profundidade de cada plano magnificamente escuro e suas composições de cor).
Não só é, pra mim, o melhor filme da década junto com "The Turin Horse", mas também continua de maneira excelente a série de filmes mais interessantes do cinema atualmente. E que venha "Vitalina Varela" esse ano!
Conceito radical de cinema, onde nem tudo é claro ou escancarado. Não há passado, presente e futuro, apenas o limbo da condição humana, entre a liberdade e a repressão e o trauma eterno que o povo português e emigrante sofre, das mazelas da ditadura e colonização.
caraca, aquela cena do elevador é uma das coisas mais assustadoras que já vi, talvez uma das maiores cenas da história do cinema. Ainda assim, prefiro Vitalina Varela, que consegue ser um filme ainda mais sensível.
Não é um filme, é um soco na cara.
Confesso que não suporto o ritmo dos filmes de Pedro Costa e tive uma experiência mal sucedida com Ossos, onde o que corresponde ao meu desgosto é o que as pessoas apreciam: a mise en scène arrastada onde a decadência dos personagens contamina a direção, as escolhas, a direção de arte e a fotografia viscosa.
Mas neste,aqueles princípios costianos impressionistas, onde é impossível separar a concepção estética adotada no filme do estado mental e das situações dos personagens deram absurdamente certo, mesmo com o sofrimento e o esforço de seguir o ritmo viscoso de sua narrativa.
Foi uma surpresa descobrir Os Tubarões - "Alto Cutelo" e as fotografias de Jacob Riis (e redescobrir a profundidade de cada plano magnificamente escuro e suas composições de cor).
Não só é, pra mim, o melhor filme da década junto com "The Turin Horse", mas também continua de maneira excelente a série de filmes mais interessantes do cinema atualmente. E que venha "Vitalina Varela" esse ano!
Conceito radical de cinema, onde nem tudo é claro ou escancarado. Não há passado, presente e futuro, apenas o limbo da condição humana, entre a liberdade e a repressão e o trauma eterno que o povo português e emigrante sofre, das mazelas da ditadura e colonização.