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Data de lançamento
13 Maio 2022Duração
Durante seus anos de faculdade, Andy havia participado de um experimento da Loja que lidava com o "Lote 6", uma droga com efeitos alucinógenos semelhantes ao LSD. A droga deu a sua futura esposa, Victoria Tomlinson, habilidades telecinéticas e a ele forma telepática de controle mental que ele chama de "empurrão". Ambos também desenvolveram habilidades telepáticas. Após se casarem e terem uma vida aparentemente normal, sua filha Charlie acaba desenvolvendo uma capacidade pirocinética assustadoramente forte. Tendo uma infância normal e a família McGee vivendo entre pessoas normais, A Loja acaba sabendo sobre os poderes absurdos de Charlie, querendo pegá-la para maiores estudos. O longa acompanha a dupla de pai e filha fugindo da Loja, após um plano falho de tirar Charlie de seus pais e levando a morte de Vicky.
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FIRESTARTER
Direção: Keith Thomas
Ano: 2022
Assistido em: 03/10/2026
Tendo Stephen King como o meu autor favorito, o anúncio de uma adaptação de uma obra sua, para mim, é sempre um misto de sentimentos conflitantes. Um lado sempre vai querer ver as páginas serem transportadas para a tela, ver aquela história que antes estava restrita ao papel tomar forma, ver a forma dos personagens que até então existiam apenas na minha cabeça serem materializados na minha frente. Entretanto, sendo ele um dos autores mais adaptados de todos os tempos, o segundo, se não me falha a memória, é óbvio que tem muita, muita, mas muita adaptação ruim de seus trabalhos. Particularmente, eu nunca li A Incendiária, até porque não é um dos títulos mais famosos do autor, apesar de já tê-lo na coleção. Mas suas adaptações não estão entre aquelas com a melhor fama e, honestamente, é fácil de entender o porquê.
Andy e Vicky vivem escondidos com a filha Charlie, tentando protegê-la de uma agência governamental que pretende transformar seus poderes em uma arma. Charlie possui a capacidade de provocar incêndios com a mente, uma habilidade cada vez mais difícil de controlar conforme ela cresce. Quando a localização da família é descoberta, eles precisam fugir enquanto agentes tentam capturar a menina e tomar controle de seu poder.
Assistindo a esse filme, eu entrei em estado de negação, porque até mesmo as histórias mais simples do King têm personagens bem escritos, bem desenvolvidos e com dramas extremamente interessantes. Então, eu não consegui reconhecer o que eu estava vendo como algo pertencente ao universo dele. Essa família é a mais completa ausência de carisma que eu já presenciei em uma história. E, se tem uma coisa que o King sabe trabalhar muito bem, são famílias. É a dinâmica entre as figuras paterna, materna e filial. Então, eu só podia imaginar que o roteirista aqui estava fazendo um péssimo trabalho, porque é inadmissível isso ser tratado como um trabalho de Stephen King.
Eu me recordo que, em 2023, no ano posterior ao lançamento desse filme, houve uma polêmica imensa junto ao Framboesa de Ouro por eles terem indicado a menina, Ryan Kiera Armstrong, ao prêmio de pior atriz. Na época, foi um burburinho dizendo que isso poderia traumatizar a garota, que seria algo muito cruel e todo esse blá-blá-blá. Mas, assistindo, algumas coisas ficam bem claras. Primeiro, a menina é uma nepo baby. Ela não está aí porque foi a melhor da seleção; ela está ali por ser filha de um ator conhecido. E ela mereceu a saraivada de críticas, porque a atuação dela, sim, foi horrível, passou o filme inteiro fazendo careta, fazendo força para simular uma mínima emoção. Melhor receber críticas agora do que crescer em um mundo difícil achando que pode atuar, e destruindo outras personagens e história. É claro que ela não merece ser ofendida, isso não, mas a verdade precisa ser exposta, doa a quem doer. E digo mais: ela não é a única que merecia críticas pelos trabalhos aqui. Zac Efron esta particularmente horrível. Não que ele seja um ator de primeira linha, não é, mas, com texto e direção corretos, ele entrega, e aqui não tem nada disso, só um homem sem personalidade e sem energia.
E, aliás, a direção merece uma nota de repúdio, porque é tudo feito de uma forma tão porca. O filme não tem ritmo, não tem cadência e não tem tensão. Essa é uma história que, por obrigação, tinha que nos deixar aflitos e ansiosos. A maior prova disso é a trilha sonora, aqui assinada pelo mestre John Carpenter, que nos entrega um trabalho com uma pegada oitentista, com sintetizadores, que cria um clima de tensão, algo muito próximo do que ele fez na trilogia Halloween do David Gordon Green. Mas é aquele negócio: não adianta nada a trilha criar uma situação e a imagem não corresponder, a trilha ser intensa, e o roteiro raso, não casa. E, por consequência, fica uma droga.
Firestarter é ruim. Mas ruim com gosto, ruim com força, tão ruim que eu preciso tirar da minha mente imediatamente essa imagem que ficou. Para isso, o livro, que estava parado na minha prateleira, pulou todos os outros títulos que estavam na frente, e é uma leitura que começa amanhã mesmo, porque é simplesmente inaceitável para mim acreditar que Stephen King criou personagens tão sem graça, com uma dinâmica tão ruim e com uma profundidade de uma poça d'água. Eu tenho certeza absoluta de que, quando eu terminar de ler o livro, esse filme, que para mim já é ruim, vai piorar muito.
Pow gostei, menininha é o tocha humana hehehe
Poderia ser bem melhor.
Um remake sem inspiração do filme de 1984.
Todo o contexto do DSI e as experiências envolvendo o lote 6 são muito mal exploradas. Deixando o roteiro superficial e com uma estrutura bem diferente do livro.
O desfecho com a menina matando o pai sem remorso e se ligando ao assassino da mãe é bizarra e não tem nenhuma coerência. Devem ter inventado essa bobagem às pressas só para tentar deixar brecha para alguma continuação...
O filme anterior não é grande coisa e merecia mesmo uma nova versão tecnicamente mais bem produzida, principalmente com relação aos efeitos especiais que eram precários na época.
Mas com exceção de aprimorar alguns efeitos visuais relacionados à pirocinese da protagonista, este remake decepcionou e conseguiu a façanha de ser ainda pior que o original em todos os aspectos.
Olha eu até teria gostado mais se não fosse a cena desnecessária
dela queimando o gato
E no final
ela deixa vivo o cara responsavel pela morte da mãe e captura do pai
Ou seja... bem sem noção