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Data de lançamento
4 Abril 1997Duração
Holden McNeil e Banky Edwards, criadores de uma famosa revista em quadrinhos em Nova Jérsia, vivem tranquilos, até Holden conhecer a bela roteirista Alyssa Jones. Apaixonado pela garota, sente-se traído ao descobrir suas preferências românticas. Decidem ser só bons amigos. Depois de uma proposta inusitada, Alyssa e Holden se separam e só se reencontram um ano depois...
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1 ano depois... Aquele seria um bom momento pra se conhecerem, se isso já não tivesse acontecido. Um homem mais consciente e uma mulher mais firme. As pessoas melhoram com o tempo e com a distância, mas melhor não arriscar. Né?
Acho foda como a HQ do final representa um tipo de legado da relação deles, pois o significado daquela arte poderia fazer a diferença no leitor mais atento. Ali, ele está tentando mostar ao público a escolha de não passar o que eles passaram, pra que assim possam amadurecer sem o erro. A HQ solo tem paixão, mas também tem politica e vontade de ser e fazer a diferença, coisa que não existia ao criar com o amigo (um símbolo do apego ao ser idiota da 5a série).
Todo filme é um retrato de uma época... Os preconceitos são muito anos 90... É interessante ver como o mundo mudou alguma coisa em pouco mais de 20 anos... Imagine um cara jovem e meio descolado de cidade grande hoje em dia e um jovem desse perfil mas nos anos 90 (holden) .. sim, mudou bastante. O jovem descolado de hoje nunca teria os preconceitos e as tantas Dúvidas e curiosidades do Holden..é um filme sincero, fala o que acha que deve falar mesmo podendo falar besteira...e ao contrário de muitos filmes atuais, não tenta forçar uma barra de politicamente correto ou defensor de alguma causa.. ...mas o kevin smith tem um pé na pieguice, ele consegue disfarçar com um lado 'underground dos anos 90' dos filmes dele
Procura-se Amy é o terceiro filme da chamada "Trilogia de Nova Jersey" de Smith, assim chamada porque a maior parte da ação se passa no Garden State. Como em O Balconista, mas ao contrário de Barrados no Shopping, a fotografia principal ocorreu na cidade natal de Smith, bem como do outro lado do rio em Manhattan.
Procura-se Amy se encaixa perfeitamente nos dois filmes anteriores do realizador. Existem inúmeras referências à cultura pop (os onipresentes filmes de Star Wars, histórias em quadrinhos, a história em quadrinhos de Archie, Star Trek, e até mesmo algumas piadas internas relacionadas a O Balconista). O tipo de humor obsceno de Smith também está muito em evidência, embora deva ser notado que Procura-se Amy não é tão hilário quanto O Balconista.
É fácil antecipar um certo grau de humor inventivo em Procura-se Amy, mas o que é um pouco inesperado é o drama sólido, o romance eficaz e os personagens fortes. O Balconista funcionou porque o diálogo brilhava, mas Smith aperfeiçoou suas habilidades de roteirista e cineasta desde então. Enquanto Procura-se Amy possui a mesma interação aguçada, essa qualidade, juntamente com o desenvolvimento de personagens de primeira linha, atua como um complemento para o enredo inteligente e surpreendentemente original. Este filme é sobre algo, e quanto mais nos aprofundamos nisso, mais percebemos o quão dramático o roteiro é.
Smith claramente tem a mão no pulso de sua geração. Suas observações sobre histórias em quadrinhos, videogames e outros aspectos da vida nos anos 90 são tão perspicazes quanto mordazes. O que é diferente aqui é que Smith criou um romance tocante e cheio de nuances. Existem sentimentos e problemas humanos reais envolvidos no relacionamento de Holden e Alyssa e, toda vez que o enredo ameaça se transformar em um clichê, de alguma forma evita a armadilha. Há também um rico subtexto referente à dificuldade que muitos indivíduos enfrentam em atingir um nível de conforto com sua identidade sexual.
Em última análise, Procura-se Amy é entretenimento leve de boa qualidade. Por quase duas horas, o filme pode manter o público em êxtase. Comovente, engraçado, leve e, o mais importante de tudo, real. Você não pode pedir mais do que isso de qualquer filme, e será difícil encontrar um filme nos cinemas hoje em dia que ofereça algo mais sutil, revelador ou divertido do que o terceiro longa de Kevin Smith.
Ótimo filme, o filme anda mesmo do meio para frente e explora bem essa faceta de como nos relacionamentos e como amadurecemos sem muita firula.
E assim, outra época nada. Tudo sempre foi distante e com poucas informações, o Banky representa isso muito bem.
Um característico indie anos 90. Não sou chegado aos filmes de Kevin Smith. Esse tem bons diálogos que lembram vagamente Woody Allen.