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Data de lançamento
30 Ago. 1991Duração
Oito anos após aparentemente destruir o boneco assassino, Andy Barclay faz 16 anos e entra para a escola militar. Enquanto isso, o ganancioso presidente da fábrica de brinquedos Play Pals decide ressuscitar a popular linha de brinquedos Good Guys, confiante de que toda a má publicidade caiu no esquecimento. Como a linha de montagem recria o primeiro boneco do plástico derretido, o espírito de Chucky retorna para renovar sua sina de vingança contra Andy. Mais uma vez cabe a Andy fazer de tudo para acabar com o incansável brinquedo assassino.
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IMPRIMATUR - visto no VHS em 1995:
As aventuras de Chucky no exército... acaba tendo mais sentido que o anterior, mas isso não significa grande coisa dentro do absurdo em que se encontra kkkkk
Avaliação em nota: 3.0
[review de 24 de outubro de 2021]
É definitivamente uma continuação muito interessante pro chucky 2, muito mais desprendido de lógica no bom sentido, ele não se preocupa com as falhas lógicas pq sabe que isso não importa aqui, afinal, po, é um filme do chucky...
A primeira metade é muito boa MESMO, o filme constrói todo um cenário que a história vai se desenrolar e MEU DEUS como ela tem potencial. Critica a masculinidade inerente ao ambiente militar e todos seus símbolos vazios e normas a serem seguidas que tão lá pra padronizar, tirar as individualidades e oprimir. Toda essa primeira metade é simplesmente boa demais e o filme desperdiça MUITO do que poderia ser. Seta todo esse cenário e um caminho interessante pelo qual a história poderia ir, mas simplesmente não desenvolve nada no resto do filme e é como se tivessem só jogado lá um monte de subtexto na primeira metade e deixado lá como se eles dissessem algo por si só. Eu sinto quase como se tivessem demitido os roteiristas e contratado outros só pra tapar buraco e concluir o enredo. Uma história mais bem amarrada aqui faria toda a diferença.
Mesmo assim, acho esse muito subestimado, 2,5 é uma nota média baixíssima, acho que ele merecia mais amor só por ter tentado fazer algo diferente e mais interessante, definitivamente é bem mais legal que o segundo filme que tem uma nota bem maior. Sendo assim:
Nota: 6.0
“Brinquedo Assassino 3” dá continuidade à franquia ao deslocar a história para a rígida Kent Military Academy, um cenário que rejuvenesce a estrutura narrativa ao colocar Andy (Justin Whalin), agora adolescente, em um ambiente sufocante marcado por disciplina e descrença. Jack Bender utiliza bem essa mudança, explorando a fragilidade acumulada do protagonista após anos de perseguição. Mesmo com um tom mais duro e certinho, o filme encontra seus momentos mais interessantes justamente quando deixa essa rigidez rachar, revelando como Andy ainda precisa enfrentar sozinho um sistema que não reconhece seu trauma, e muito menos acredita na ameaça de Chucky (Brad Dourif).
A escolha de Chucky em mirar Tyler (Jeremy Sylvers) como novo hospedeiro espiritual introduz uma dinâmica mais incômoda e engenhosa, tornando Andy não apenas alvo, mas protetor. Enquanto o humor ácido do vilão continua firme graças ao trabalho vocal de Dourif, o roteiro oscila entre boas ideias e repetições temáticas que já estavam mais afiadas nos filmes anteriores. Ainda assim, a ambientação militar funciona bem como arena dramática, com Bender recuperando o suspense dos primeiros capítulos ao revelar o boneco de forma parcimoniosa. O problema surge quando o filme se torna previsível, repetindo variações de situações já exploradas antes e perdendo o equilíbrio entre humor e horror que marcou “Brinquedo Assassino 2”.
Do ponto de vista técnico, o filme mantém a qualidade característica da franquia, especialmente nos animatrônicos, com expressões e movimentos de Chucky entre os melhores da série. Mas essa competência convive com inconsistências visuais entre diferentes modelos usados nas filmagens, algo perceptível para quem acompanha os detalhes. As cenas de violência, por outro lado, preservam o impacto: o ataque a Sullivan (Peter Haskell), a sequência do caminhão de lixo e, sobretudo, o caos dos exercícios militares onde munições reais substituem balas de tinta, momento que mistura tensão, crítica institucional e um senso de espetáculo bastante eficaz.
O elenco ajuda o filme a se sustentar mesmo quando o roteiro falha: Justin Whalin entrega um Andy emocionalmente quebrado, Jeremy Sylvers traz leveza autêntica a Tyler, Perrey Reeves marca presença como De Silva, e Travis Fine faz de Shelton um antagonista militar eficiente. O clímax no parque de diversões abraça um terror mais fantasioso e exagerado, garantindo um encerramento digno mesmo sem atingir a força do segundo filme. No fim, “Brinquedo Assassino 3” é irregular, acelerado e previsível em partes, mas ainda assim suficientemente criativo, violento e estiloso para justificar seu lugar na trilogia original não como seu auge, mas como uma transição curiosa que mantém viva a energia caótica da franquia.
Perdeu força neste e achei bem mais cansativo, algumas suspeitas e investigações passando em branco são um grande furo.
04.04.1992