Um rico casal tem, cada um, um amante, com quem sempre vão, alternadamente, em um chateau da família nos finais-de-semana. Quando ambos encontram-se, por coincidência, em um desses períodos, resolvem brincar com a situação, e passam os quatro o dia juntos. Até que chega de surpresa Angela, filha adolescente do casal, para dormir lá também. Ela então propõe, para matar o tédio, que todos brinquem de seu jogo favorito, Roleta Chinesa, onde um grupo tenta adivinhar uma pessoa escolhida do outro grupo, apenas por perguntas. As perguntas ficam cada vez mais ásperas e defensivas, e a fina máscara de todos cai.
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Provavelmente minha cena favorita do filme é quando todos se encontram e, passado o choque, se dão bem.
Acho que tem uma coisa pra além da culpa e miséria que pais são colocados em determinadas situações, que é: a alta sociedade gosta de fazer suas brincadeirinhas, viver suas emoções, mas às custas de quem? Quem toma o tiro? Quem é humilhado? Como os amantes são tratados?
Pra quem gostou, recomendo O mundo por um fio, também do Fassbinder, mas em um gênero totalmente distinto.
Na ciranda amorosa de um rico casal e seus amantes Fassbinder coloca a filha doente como a "pedra no sapato" que fica no caminho da fuleiragem dos pais em um filme belamente fotografado por Michael Ballhaus. O achado do filme é fazer da menina quase a vilã da história ,que por sinal é plena de ambiguidades e desejos não confessados. Trabalho inspirado.
Conflitos internos que Fassbinder realizava bem na carreira.É bem menos impactante que "As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant'' que segue a mesma linhagem,por exemplo,mas nada impediu de ter sido um dos grandes dramas do diretor.O elenco é belíssimo,destaque para Anna Karina,como sempre.
A bela cinematografia de Michale Balhaus valoriza muita essa narrativa de um casal e seus amantes que se encontram, por uma artimanha de sua filha, em um final de semana no campo. Claro que o acerto de contas virá. Brigitte Mira está fantástica como a caseira, com seu olhar duro e observador. E Anna Karina, dos filmes do Godard, sempre é uma presença marcante. Mas o filme é um pouco frio e os conflitos não chegam a criar identificação.
nunca vi tanta gente sentindo rancor e tensão sexual por metro quadrado. todos os personagens parecem se amar e odiar ao mesmo tempo, mas agindo sempre com um mistério muito grande que permeia as trocas de olhares e o sorriso sutil que evidencia o sarcasmo de toda a situação.
p.s.: kraftwerk é muito bom! não esperava ouvir num filme do fassbinder.