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Data de lançamento
30 Nov. 1989Duração
Neste período de férias, Clark Griswold prometeu ao seu clã que iria curtir o mais tradicional e divertido Natal de todos os tempos. Antes que possam cantar Noite Feliz, há 25 mil luzes no teto, um peru explosivo na mesa de jantar, além de uma equipe da SWAT cercando o local....
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Férias Frustradas de Natal (1989), é bom, tem qualidades bem evidentes e entende exatamente o que quer ser. O clima natalino é um dos seus pontos mais fortes e está presente do começo ao fim, seja na decoração exagerada, nas luzes piscando pela casa inteira, na trilha sonora típica da época ou nos rituais familiares que tentam sustentar a ideia de um Natal perfeito. Tudo ali respira esse Natal idealizado, quase artificial, que o filme usa tanto como charme quanto como fonte de conflito.
A obsessão de Clark Griswold (Chevy Chase) com a casa impecavelmente decorada, especialmente as luzes de Natal, é um símbolo claro dessa busca desesperada pela perfeição.
A escolha da árvore gigante, arrancada da floresta e levada para dentro de casa, reforça esse exagero e antecipa o caos. A ceia de Natal, carregada de expectativa, acaba se tornando mais um momento de tensão e frustração, enquanto a troca de presentes e, principalmente, a espera pelo bônus de fim de ano funcionam como motor dramático da narrativa. Até a neve, o frio constante e o ambiente doméstico fechado ajudam a intensificar essa sensação de convivência forçada típica das festas de fim de ano.
As atuações seguram muito bem esse conjunto. Chevy Chase, como Clark, entrega um personagem exagerado, insistente e muitas vezes irritante, mas ainda assim reconhecível. Ele é o pai de família que acredita cegamente que, se fizer tudo “certo”, o Natal será perfeito, mesmo quando todos os sinais apontam o contrário. Beverly D’Angelo, como Ellen Griswold, é essencial como contraponto. Ellen é mais centrada, prática e claramente cansada das loucuras do marido, mas ainda tenta manter a família unida e preservar algum espírito natalino em meio ao desastre.
Os filhos, Rusty Griswold (Johnny Galecki) e Audrey Griswold (Juliette Lewis), funcionam bem como adolescentes deslocados, reagindo com sarcasmo, vergonha alheia e desconforto a cada situação absurda criada pelos adultos. Eles ajudam a dar uma camada a mais de realismo ao retrato dessas reuniões familiares grandes, onde ninguém parece totalmente à vontade.
Entre os coadjuvantes, Cousin Eddie (Randy Quaid) é um dos personagens mais marcantes. Ele representa o completo oposto da visão idealizada de Natal que Clark tenta impor: é inconveniente, desleixado e totalmente fora de lugar. Sua presença só amplia o caos e expõe ainda mais o quanto essa busca pela perfeição é ilusória.
Ainda assim, eu confesso que esse tipo de humor nem sempre me agrada. É aquele modelo de comédia em que tudo dá errado para o protagonista o tempo todo, acumulando frustrações e humilhações em sequência.
Mesmo sabendo que no final existe uma lição e que as coisas acabam se ajeitando, ver alguém passar por tanta dificuldade constantemente não é algo que me diverte tanto.
Assistido em 28/12/2025
Não é tão bom quanto o primeiro, mas um pouco melhor do que o segundo. Começa não tão divertido, apelando para um humor físico do Chase, quando o forte da franquia está mais nas situações constrangedoras/limites que os personagens passam. O filme melhora com a reintrodução do divertido primo Eddie e tem um ótimo final. 6,5/10
Muito desinteressante, só ri da cena de todos parados do final.
08.01.1997
Nitidamente é uma produção mais bem estruturada que os dois anteriores, principalmente em relação ao tenebroso filme gravado na Europa. Além disso desta vez mudaram o estilo de "viagem em família", que foram a base dos demais filmes da franquia.
Outro acerto é que mesmo se tratando de uma comédia natalina o filme não abre mão das piadas politicamente incorretas como a do gato eletrocutado, o sequestro do chefe safado e do tradicional sonho erótico do Clark. Temos também a volta do picareta primo Eddie, que se torna o melhor personagem do filme.
O filme também apresenta a cena clássica da iluminação da casa. A cena ficou tão famosa que o termo "Griswold House" se tornou parte da gíria americana para descrever uma casa extravagantemente decorada para o Natal.
Outra cena que se tornou icônica foi quando o Clark fica pendurado na calha depois que a escada cai. Um recorte de papelão desta cena pode ser comprado online e pendurado nas calhas. Em muitas cidades a polícia já foi chamada para resgate por pensarem que são pessoas reais penduradas.
Mesmo melhorando em comparação aos anteriores e tendo alguns bons momentos, ainda não é uma comédia das mais inspiradas. A maioria das piadas são bobas e as cenas de humor pastelão são mais constrangedores do que engraçadas. Mas tem quem goste...