Rodado em cinco anos e em duas etapas, "Ciao Manhattan" conta a história de Susan, alter ego de Edie, que vive numa tenda armada na piscina vazia da mansão de sua família na Califórnia e adornada por pôsteres, revistas e outros souvenirs do tempo em que havia conquistado o demi monde novaiorquino. Susam/Edie surge no filme andando de topless numa estrada à beira do Oceano Pacífico. Ela é resgatada por um surfista, para quem depois reconstitui sua história de sucesso.
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"Assisti Ciao! Manhattan de John Palmer e não sei o que dizer sobre. Eu discordo dos críticos que disseram que o filme é um insulto a Edie Sedgwick. Acho que não e eu adorava ela. Achei o filme muito mais sútil e muito mais complexo do que parece superficialmente. Esta é a minha primeira impressão. É o filme mais interessante sobre a cultura das drogas que eu já vi e é também um filme misterioso. Ciao! Manhattan é o Cidadão Kane dos drogados; tem até mesmo o seu próprio Rosebud. Claro, o filme não é tão importante nem tão bom quanto Cidadão Kane, é um filme menor. E eu talvez ainda possa desgostar dele quando revê-lo. Mas a primeira visualização deixou algumas boas notas e sentimentos misteriosos em mim."
- Jonas Mekas, The Village Voice, 1973
Trate-se de um retrato decadente, franco e visceral de uma subcultura que assim como Edie, não sobreviveu aos anos 70, no que certa vez um crítico afirmou ser “o Cidadão Kane dos drogados”. Um olhar melancólico sobre uma geração perdida, contado por um de seus principais ícones e fundadores. A real origem aristocrática de Edith Segdwick Minturn moldou sua história trágica numa ilustração perfeita do sonho americano destroçado.
Edie é perfeita!
A Edie é estranha, mas essa mulher me seduz