Um cego e uma índia viajam o sertão nordestino projetando velhos filmes. Um dia conhecem um velho português que trabalha como vendedor de CDs e DVDs piratas.
Gosto de pensar Rosemberg Cariry como nosso Jodorowsky cearense. Ele tem uma grande habilidade pra fazer essas colagens surreais pra falar de cultura e, mais que isso, pensar sobre cultura. Além de tantas referências interessantes (a festa do pau de Santo Antônio, o reisado, as filmagens do bando de Lampião, etc) e belas imagens poéticas (a projeção nas velas de jangada, as crianças brincando de cinema de lata, etc), há também reflexões por meio de alegorias interessantes, como o português que chega tentando trocar bugigangas pela confiança dos nativos e depois "se modernizando" ao se aliar com políticos locais.
Assisti ontem no Cine Brasil TV. Tem seu valor por mostrar um pouco da história e da cultura cearense, e alguns dos fragmentos de filmes mostrados são bem curiosos. Mas no geral, a narrativa é maçante e o filme pouco interessante.
Uma bela homenagem do cineasta Rosemberg Cariry ao cinema e à cultura popular cearense, destacando diversas personalidades históricas, festejos populares e os trovadores locais. Entre os quais o escritor José de Alencar (1829-1877), o poeta popular Cego Aderaldo (1878-1967), a tauaense voluntária na Guerra do Paraguai Jovita Feitosa e a Festa do Pau da Bandeira em Barbalha.
Entretanto, o filme carece de uma história própria, enquanto obra de ficção, assumindo um tom excessivamente documental.
Cego Aderaldo, Valdemar dos Passarinhos e Jovita Feitosa recebem homenagem de Rosemberg Cariry neste belo filme sobre o amor ao cinema e aos aspectos culturais de um povo.
Gosto de pensar Rosemberg Cariry como nosso Jodorowsky cearense. Ele tem uma grande habilidade pra fazer essas colagens surreais pra falar de cultura e, mais que isso, pensar sobre cultura. Além de tantas referências interessantes (a festa do pau de Santo Antônio, o reisado, as filmagens do bando de Lampião, etc) e belas imagens poéticas (a projeção nas velas de jangada, as crianças brincando de cinema de lata, etc), há também reflexões por meio de alegorias interessantes, como o português que chega tentando trocar bugigangas pela confiança dos nativos e depois "se modernizando" ao se aliar com políticos locais.
Assisti ontem no Cine Brasil TV. Tem seu valor por mostrar um pouco da história e da cultura cearense, e alguns dos fragmentos de filmes mostrados são bem curiosos. Mas no geral, a narrativa é maçante e o filme pouco interessante.
Uma bela homenagem do cineasta Rosemberg Cariry ao cinema e à cultura popular cearense, destacando diversas personalidades históricas, festejos populares e os trovadores locais. Entre os quais o escritor José de Alencar (1829-1877), o poeta popular Cego Aderaldo (1878-1967), a tauaense voluntária na Guerra do Paraguai Jovita Feitosa e a Festa do Pau da Bandeira em Barbalha.
Entretanto, o filme carece de uma história própria, enquanto obra de ficção, assumindo um tom excessivamente documental.
lindo, lindo
Cego Aderaldo, Valdemar dos Passarinhos e Jovita Feitosa recebem homenagem de Rosemberg Cariry neste belo filme sobre o amor ao cinema e aos aspectos culturais de um povo.