Dirigido por
Duração
Abalado pelo fracasso de sua última peça e por sonhos recorrentes com a mãe que se suicidou, o diretor teatral Rodrigo Ferreira contrata um jovem estudante de cinema, Yves, para ajudá-lo a descobrir o filme a que sua mãe teria assistido pouco antes de morrer. A missão os leva à Cinemateca da Universidade do México, onde vêem melodramas produzidos entre as décadas de 30 e 50.
O filme integra o projeto “O Centenário do Cinema”, com 18 produções internacionais coordenadas pelo British Film Institute; o filme exibe alguns trechos de 18 filmes latino-americanos, produzidos entre 1931 e 1954; a pesquisadora Sílvia Oroz assistiu a cerca de 500 filmes para escrever o livro, publicado em 1992, que inspirou o roteiro.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
- o vacilo do nelson nesse foi colocar cenas de filmes mexicanos no lugar de brasileiros
- se tivesse usado os filmes que passam os cartazes quando o raul anda pela cinemateca do mam era 10/10 fácil!
- mil vivas a cosme alves netto!
- o final com deus e o diabo na terra do sol passando na tela é de arrepiar. por isso fiquei pensando, se fosse com nossos filmes, aqueles que mostram os posters, obra magnificas do nosso cinema que infelizmente hoje são pouco conhecidos, seria sensacional!
Nelson presta uma singela e bela homenagem ao cinema, sobretudo aos clássicos melodramas mexicanos.
Na revisão, fiquei absolutamente encantado: estava cercado de amigos, revendo os filmes do diretor em ordem cronológica, integralmente. E como foi mágico: tudo aquilo que tinha soado artificial no início manteve-se, mas sob outro prisma: o da sobrevivência de quem ama o cinema e por quem ama o cinema. Nelson não desejava a burocratização espectatorial, mas a suma paixão cinefílica, e apresenta este ponto de vista no viés aguardadamente melodramático. Admito que ARMINHO NEGRO surge repentinamente, mas este é um pretexto também passional, um chiste de dor, um pedido de perdão erótico. Admito que a composição do personagem de André Barros segue rasteiro, mas intuo que isto realmente se deva à diminuição do tempo original do filme. Raul Cortez, por sua vez, como está digno, que presença incrível em cena. Na revisão, amei! <3 (WPC>)
Que pesquisão, amores.
Tenho de admitir: a proposta é excelente! Porém, a execução é um tanto canhestra, principalmente por conta da má interpretação de André Barros, bem como da composição chinfrim de seu personagem, que vai de encontro ao rigor avaliativo do fenômeno melodramático na América Latina. Achei despropositada a escolha de ARMINHO NEGRO como sendo o filme-chave na saga pessoal do protagonista (faltaram indícios que justificassem a escolha deste filme em particular: pareceu uma adivinhação tola o acerto de Yves ao deixar a fita de vídeo para o seu protetor negado), mas o desfecho que presta homenagem ao teor melodramático de DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL é absolutamente soberbo!
Observação: vi o filme numa versão comprimida, mas tudo indica que os problemas relatados se conservarão na versão estendida, infelizmente! (WPC>)