Dirigido por
Data de lançamento
23 Julho 2010Duração
Após anos sob o regime comunista, as coisas parecem ter se aquietado em uma cidadezinha ao sul de Herzegovina, onde Lucija e seu filho Martin vivem uma vida pacata. Isso até Divko, seu marido sumido por vinte anos, reaparecer na cidade com um brilhante Mercedes, uma namorada jovem e sexy, muito dinheiro e um gato preto asqueroso chamado Bonny. Após ir para a Alemanha, Divko está de volta e procura marcar alguns pontos neste satírico jogo dos sexos. Analisando o fim de um casamento e o começo de uma nova era nos Bálcãs, o filme mostra o crescimento do nacionalismo e do fascismo e o surgimento do amor e do perdão.
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Um filme sobre guerra e família, dois assuntos complicados que poucos diretores conseguiram juntar muito bem como Danis Tanovic aqui. O filme não parece tudo isso em uma primeira impressão, mas o desfecho é uma das coisas mais lindas que eu me lembro de ter visto no cinema. Tudo muito amarrado, a carga emocional trabalhada durante todo o filme fica nas entrelinhas para o telespectador montar a história, entender os personagens. Lindo! Mira Furlan, atriz mais conhecida pela carreira americana em séries como Babylon 5 e Lost (e que infelizmente nos deixou no começo deste ano de 2021), emociona na interpretação assim como todo o elenco. Há carisma, há um "quê" humano de gente como a gente completamente afundados em seus mundinhos que não conseguem ver os sinais da guerra eminente que está porvir... guerra que foi e sempre será um dos episódios mais lamentáveis da recente história humana.
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Foi o candidato da Bósnia ao Óscar de 2011. Dirigido por Denis Tanovic, é uma obra que procura abordar o ambiente na Bósnia ( ainda integrada na Jugoslávia) antes do início do conflito armado que levou à separação e independência. É uma abordagem suave, porém, excessivamente redonda e superficial, com algumas situações de frágil sustentação. Nota:2,5(0-5)
O filme é muito interessante porque mostra uma família dividida pela ideologia, de um lado o comunismo e do outro o nacionalismo liberal e a questão do "machismo" quase patriarcal próprio da região. É uma pena que o filme cita Tito "en passant" o grande ditador iugoslavo que conseguiu manter unificadas, sob mão-de-ferro, todas as etnias dos Bálcãs, um "saco-de-gatos" que após sua morte e a queda do comunismo a Iugoslávia foi fragmentada e seus diversos povos quase se auto exterminaram.
Filmaço. Belo, singelo e arrebatador. Sem mais palavras.
Simples e surpreendente!