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Data de lançamento
18 Jan. 2008Duração
Rob Hawkins mora em Nova York e está prestes a se mudar para o Japão. Ele reúne os amigos em uma festa de despedida, na qual pretende revelar sentimentos mal resolvidos. Entretanto um forte solavanco assusta os convidados. Todos buscam notícias sobre o ocorrido na TV, que diz que a cidade sofreu um terremoto. Ao chegar ao terraço para ver os estragos o grupo nota uma bola de fogo gigante, seguida pela queda de luz na cidade. O pânico toma conta de todos, o que aumenta ainda mais quando eles enfim conseguem chegar à rua.
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⚠️ Aviso de Spoilers: Se você ainda não assistiu a esse filme, corra daqui.
"Cloverfield: Monstro" foi um evento. Título escondido, Estátua da Liberdade voando em Manhattan e algo monstruoso andando pela cidade viraram a internet dos acessos. J.J. Abrams e Matt Reeves venderam um mistério perfeito: ninguém sabia o que era o monstro, de onde ele vinha, a gente tinha que descobrir no cinema. Quando o filme estreou, foi um soco na boca do estômago. Era o found footage — a famosa câmera na mão estilo "A Bruxa de Blair" — elevado ao nível máximo de Hollywood.
Visto na época, o filme era pura adrenalina. Curto, direto e extremamente frenético (são 85 minutos que passam voando), ele jogou o público no chão de Nova York. A escala de destruição era foda, vista por baixo, no nível da rua, e impressionava demais: o exército trocando tiro com uma criatura gigante no meio dos prédios, pontes caindo, fuga no metrô iluminada por visão noturna e parasitas carrapatos tocando o terror nas sombras, nas botas dos personagens que fugiam como o diabo. O pavor de não saber o que estava acontecendo funcionou perfeitamente.
O problema é que o tempo passa, a poeira baixa e o cinema evolui. E assistido hoje, "Cloverfield" envelheceu como garrafa de vinho aberta. O grande trunfo do filme acabou virando o seu maior pesadelo. Para o estilo de câmera na mão funcionar, ele precisa de clima, estilo e bom senso. Ninguém no meio de um ataque de monstro alienígena, com o exército mandando bomba na cidade, continua filmando como se estivesse gravando um vlog de viagem. E, para piorar, o cara segurando a câmera é o Hud (T.J. Miller), um dos personagens mais insuportáveis que eu já vi na época. O cara é um mala que faz piadinha enquanto as pessoas morrem ao seu lado. A narrativa fica refém de um babaca e a câmera sacode tanto que a gente precisa de dois Dramins só pra chegar ao final.
Somando isso à motivação absurda dos protagonistas — baixar o Rambo no meio do apocalipse pra resgatar uma ex-namorada num prédio caindo aos pedaços (se fosse eu, dava um "Jesus te ama" pelo telefone) —, o resultado é uma experiência que hoje cansa mais do que impressiona.
Enfim, "Cloverfield" foi um marco de época, uma aula de marketing e um experimento de tensão muito válido pra quem tinha visto pouco ou não conhece esse estilo de câmera num filme. Mas hoje, esse filme do Matt Reeves é o testemunho de como certas modas do cinema envelhecem mal.
"Cloverfield", teve seu valor, impressionou muito, mas assistir agora é um teste de paciência monstro.
03.07.2006
O filme tem uma vibe bem interessante, naquele estilo "Godzilla". A proposta de mostrar toda a história do ponto de vista de uma câmera em primeira pessoa é legal, embora, depois de um tempo, acabe enjoando um pouco por manter apenas esse ângulo. Obviamente, imagino que tomaram essa decisão por se tratar de uma produção de baixo orçamento, mas, ainda assim, os efeitos especiais entregaram uma boa qualidade.
A tensão do filme também funciona bem. Claro que senti falta de ver mais detalhes das criaturas, mas, como essa não era a proposta principal, dá para passar pano. Além disso, as atuações são ok e o filme executa bem o que se propõe a fazer dentro das suas limitações.
Se você gosta dessa vibe com Kaijus, provavelmente vai curtir, mas vá sabendo que o foco maior não é no monstrão em si.
Percebendo que o gênero Found Footage não é o meu forte. Não curti muito!
10.02.2008