Em Nova York, Schatze Page (Lauren Bacall), Pola Debevoise (Marilyn Monroe) e Loco Dempsey (Betty Grable), três modelos cansadas de namorados sem dinheiro, alugam em Manhattan um elegante apartamento com o objetivo de arrumarem maridos ricos. Mas a situação se complica quando o dinheiro vai acabando e elas começam a se interessar por homens sem dinheiro.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
"Como Agarrar um Milionário" é uma daquelas comédias românticas clássicas que funcionam muito mais pelo carisma do elenco e pelo charme da época do que pela história em si. Vista hoje, a trama é obviamente ingênua em vários momentos, mas estamos falando de um filme lançado há mais de 70 anos, então é preciso contextualizar. O trio formado por Marilyn Monroe, Lauren Bacall e Betty Grable tem ótima química, enquanto os diálogos, o humor leve e a bela fotografia de Nova York ajudam a manter o interesse do início ao fim.
E assistindo ao filme fica fácil entender por que Marilyn Monroe permanece tão presente no imaginário popular. Não é apenas uma questão de beleza. Ela tinha um carisma natural, um magnetismo difícil de explicar e uma presença de tela que fazia os olhos de que assiste gravitarem para ela sempre que aparecia em cena.
O mais interessante, porém, é perceber como o filme funciona como uma verdadeira cápsula do tempo. Os costumes, as relações, a moda, os diálogos e até a própria visão de mundo retratada na tela pertencem a uma era completamente diferente. É o tipo de experiência que só o cinema consegue proporcionar: viajar para outra época e enxergar, por algumas horas, como as pessoas pensavam, se comportavam e sonhavam. Não é um clássico pela complexidade, mas pelo seu valor como entretenimento e registro de uma Hollywood que já não existe mais.
Great gowns, beautiful gowns.
04.07.1999
O mais bizarro é que diferente do filme, as três protagonistas, na vida real, acabaram se casando com homens muito mais velhos e que eram ricos, porém nenhuma delas teve sucesso no casamento.
Bom filme, sem encheção de linguiça característica dos filmes da época, apesar do inicio e encerramento com orquestra (totalmente desnecessário). O trio funciona bem junto e muito melhor separado, momento onde cada uma das personagens tem sua chance de brilhar.
Betty Grable levemente blasé mas totalmente compreensível, afinal, divide a tela com a inocência cativante de Monroe e a acidez irresistível de Bacall.