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O bronco e submisso Maguila mata, sem querer, o chefe do tráfico do morro Dona Marta, no Rio de Janeiro. Perseguido pelos soldados do tráfico, é obrigado a fugir da favela com Branquinha, menina de 13 anos que, apesar da diferença de idade, diz ser mulher de Maguila. Na confusão, acabam levando Japa, outra criança, fiel amigo de Branquinha. No meio da fuga, o trio pára na porta da garagem de uma mansão no bairro da Joatinga, onde encontram William, um cidadão americano, saindo para o trabalho. Maguila pede para usar o banheiro, pois, segundo Branquinha, "ele foi tão bem educado pela mãe que não consegue urinar na rua".
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- vindo dos escassos anos 90, esse filme meio que foi um dos pontapés iniciais do que o cinema brasileiro de retomada a partir dos anos 2000 viria a ser
- um cinema mais cru, virado para nossas próprias mazelas, com muita critica social e bastante inventividade nos roteiros
- claro, soa caricato e força em vários momentos, é como se aqui estivesse gatinhando para que pudessem correr em cidade de deus
- pesado, o titulo já é um spoiler do final, não surpreende ninguem o que iria acontecer na situaçao que se meteram
- o que destroi mesmo é vermos que são apenas crianças, tempos lampejos de qual eram seus sonhos e desejos e como foram prejudicados pela realidade em que habitavam
Mais atual que nunca!
>Assistido em 13 de Maio de 2025
pqp, caralho, vai se fudê, sistema de merdaaaa
ufa, desabafei. Que porrada!
* O preconceito do Sistema é a chama no coração do povo. A violência é como Esperança, pra alguns.
* A criança também me remeteu a Esperança: Sempre querendo paz, e apresentando resoluções (que poderiam ou não darem certo). Afinal, tudo q ele queria era sair daquela situação, por qualquer caminho que fosse, pra curtir um som e tentar algum esporte.
* No inicio do filme, vemos irmão subestimando irmão, pra quase no final um aprovar o talento do outro. O Sistema ressignifacaria esse sentimento de graça para o entretenimento das massas, transformando a consideração mútua das crianças em competição e inveja.
Fiquei meio cismado com a fuga fácil do Maguila da favela. Depois esse "detalhe" acabou por se tornar irrelevante pra mim.
O remaster 4K é necessário pra tirar esse filme do fundo do baú do cinema nacional. De brasileiro pra brasileiro, é uma das obras mais necessárias e impactantes que já assisti!
Um retrato trágico,sobre a realidade das pessoas da periferia do nosso país.
Nos primeiros anos da década de 1990, a produção cinematográfica brasileira sofreu um declínio que a levou à beira da completa estagnação. Durante o governo de Fernando Collor, a Embrafilme – estatal brasileira dedicada ao fomento da produção e distribuição de filmes no Brasil – encerrou suas atividades, determinando-se, dessa forma, a extinção das verbas destinadas à produção cinematográfica no país. A partir do Impeachment de Collor, contudo, e da criação da Secretaria para o Desenvolvimento do Audiovisual, o mercado e a projeção do cinema brasileiro começaram a ser reestruturados. Os filmes lançados no esteio desse processo fazem parte de um movimento chamado de Retomada do Cinema Brasileiro. As produções da Retomada, imbuídas de pluralidade temática e narrativa, geralmente trazem enredos críticos que dialogam diretamente com a realidade social e política do país.
“Como Nascem os Anjos” é um desses filmes. Dirigido por Murilo Salles e lançado em 1996, trata de uma temática incômoda: das perspectivas da infância no Brasil e a interdição imposta pela violência. Na trama, Branquinha (Priscilla Assum) e Japa (Silvio Guindane) têm aproximadamente treze anos. Vivem numa favela. Japa sonha em tornar-se jogador de basquete, enquanto Branquinha – que apesar da pouca idade diz ser casada com Maguila (André Mattos), um subordinado do tráfico muito mais velho que a garota e que acabou de assassinar o chefe da boca – sonha em tornar-se mandante na favela. Devido a circunstâncias exógenas, os três – Maguila, Branquinha e Japa – acabam mantendo em cativeiro William (Larry Pine), um advogado americano, e sua filha Julie (Ryan Massey). Ricaços, os americanos são patrões de Conceição (Maria Sílvia) e vivem numa mansão em São Conrado, bairro nobre e vizinho à favela da Rocinha. Embora a intenção inicial dos invasores não seja a de cometer qualquer crime, a situação sai do controle e, pouco a pouco, as duas crianças vão sendo consumidas pela atmosfera de violência que se instaura.
⭐ 3.8 / 5.0