Poético, experimental e diferente, o conteúdo é descrito por Lukas Moodysson como "um filme silencioso preto e branco com som" e com as seguintes palavras: "Uma mulher no corpo de um homem. Um homem no corpo de uma mulher. Jesus no estômago de Mary. As rupturas da água. Inundam em mim. Eu não posso fechar a tampa. Meu coração está cheio."
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"God transform this prayer into fire. I just want to dance."
Contaier é inegavelmente um experimento de cinema, de aura extremamente pessoal e radical em seu formato narrativo. Se trata de uma espécie de um filme-diário, com narrações em-off de uma suposta adolescente trans ou pode ser de uma menina que engravidou. Talvez haja um excesso de tom choroso no discurso ou talvez o texto não seja lá dos melhores , o que acaba transformando o filme em um passatempo muito pouco empolgante e irritante é verdade, todavia, há de se enaltecer a proposta e a coragem de Moodysson em retratar um pouco do cinema underground nova iorquino "sessentistas" nos anos 2000.
achei especial
Se visto de modo universalista e totalizante esse filme é extremamente problematico(vide a patologizaçao da vivencia trans ubiqua no nosso mundo ne),agora como estudo de personagem ele é lindo d++ poesia purinha tudo que sempre quis fazer no cinema
Fúria lírica e estilhaçada. Um sofá. Um forno de microondas. Maria virgem e sexy. Pornstar. Flash e paparazzi. Vômito em meu coração. Escombros. Catástrofe nuclear. Explosão do eu. Fascínio em preto e branco. Cutucar a ferida. Rasgos da alma. Gozo estético e sombrio. Apocalipse Jesus e Brad Pitt. Fragmentos. Cacos. Vertigem.