Sete cidadãos de Teerã têm mais em comum do que apenas a cidade em que vivem: todos eles passam por situações como falta de dinheiro, desemprego, desentendimentos familiares e frustrações. O amor é o que lhes dá força e esperança para seguir adiante.
Filme que necessito ver e rever sempre.
Rakhshan mais uma vez me emociona retratando o drama do cidadão comum do Irã. A diretora apresenta um recorte interessante e elucidativo da sociedade iraniana, à mercê do descaso e da burocracia ignorante do estado, e envolta por seus dramas cotidianos.
As estórias são retratadas com simplicidade que dá à narrativa um aspecto de algo corriqueiro, cotidiano.
Duas passagens me emocionam imensamente, sobretudo por fazerem referência à filmes anteriores da mesma diretora, Véu Azul e Mainline. A primeira, a carta recebida com emoção. A segunda, o doloroso diálogo final.
Sensível e verdadeiro.
O filme é uma critica social daquelas e é o retrato de um país que enfrenta uma forte inflação, o vício (cigarro e drogas ilícitas) e uma cultura de inferiorização da mulher, com personagens que combatem cada uma dessas três coisas da maneira que podem. Achei massa.
A cena mais triste é a do homem que trabalhou por 30 anos e 8 meses e foi humilhado na repartição pública por pessoas que se recusavam a ouvi-lo e o tratavam como um ninguém.
Gostei do estilo da narrativa, com elos entre os contos. Muito fiel com o que vemos e sabemos das histórias das pessoas que nos cercam. Só vemos pequenos fragmentos, mas que às vezes nos dizem muito. No caso do filme, o conto final no taxi foi muito bem escrito, um primor narrativo.
Interessante drama iraniano fragmentado em diversas histórias de pessoas comuns em seus atribulados cotidianos. Se por um lado, é interessante poder acompanhar por pouco tempo alguns dos momentos das vidas delas, por outro, a maioria das histórias ficaram pelo meio do caminho (incompletas), dando a impressão que se poderia ter algo mais a ser dito. Mas não há como negar, a dramaturgia do cinema iraniano é de alto nível.
Muito bom! Rakhshan Bani-Etemad entrelaça histórias cotidianas da luta das mulheres que forma o Irã. Com um roteiro excelente, ela nos mostra uma visão critica do momento politico, econômico e social do país. Retorna tbm com a personagem Sara, do filme anterior Mainline, e como sua vida está após vencer o vício. Filme excelente!