No primeiro momento, fiquei surpreendida pelo fato de ninguém da comunidade saber a fórmula do cristal, porque rompe com a ideia de saberes que são perpetuados ao longo de gerações pelas pessoas das comunidades e vilarejos. A composição das cenas parecem terem sidos inspiradas nas pinturas de Caravaggio, sobretudo, quando elas ocorrem na taverna. O jogo de luz e sombras é fantástico! Aqui o Herzog introduz aquilo que eu chamo de elementos que compõe a sua assinatura no cinema: a pata. Em outros filmes do diretor observei que há sempre um animal de, preferencia, silvestre em meio as cenas. Talvez, seja a forma dele nos lembrar que a natureza convive entre nós, apesar dos nossos dilemas e da sua exclusão para com ela.
Meu primeiro Herzog. Frio, melancólico, e de uma extrema sensibilidade.
Estaria mentindo se dissesse que não o achei monótono em alguns momentos. Mas de todo: me agradou bastante. A penumbra dos ambientes nesse filme é algo louvável demais.
Herzog é um cara que admiro ao mesmo passo que dificilmente o compreendo. Cinematografia belíssima em termos fotográficos mas de uma frieza congelante que confesso costuma me afastar. Simplesmente me deixei levar pelo poder das imagens mas com a cabeça sinceramente, no mundo da lua.
A fotografia de "Coração de Cristal" é primorosa, e é o que há de melhor nesse filme, já que sua trama se perde por sua excessiva vagueza, falta de conexão e contemplações meio rasas. A trama gira em torno da loucura que toma conta de uma cidadezinha depois que o último detentor do segredo que fazia a economia da cidade se movimentar falece. O problema é que os personagens insossos e as cenas desconexas - apesar de conseguirem passar uma sensação ruim de perturbação - não são interessantes o suficiente para cativar o interesse. Por outro lado, Herzog filma utilizando um jogo de luz e sombras que é soberbo, e faz do filme praticamente uma sequências de pinturas vivas.
No primeiro momento, fiquei surpreendida pelo fato de ninguém da comunidade saber a fórmula do cristal, porque rompe com a ideia de saberes que são perpetuados ao longo de gerações pelas pessoas das comunidades e vilarejos.
A composição das cenas parecem terem sidos inspiradas nas pinturas de Caravaggio, sobretudo, quando elas ocorrem na taverna. O jogo de luz e sombras é fantástico!
Aqui o Herzog introduz aquilo que eu chamo de elementos que compõe a sua assinatura no cinema: a pata. Em outros filmes do diretor observei que há sempre um animal de, preferencia, silvestre em meio as cenas. Talvez, seja a forma dele nos lembrar que a natureza convive entre nós, apesar dos nossos dilemas e da sua exclusão para com ela.
Meu primeiro Herzog.
Frio, melancólico, e de uma extrema sensibilidade.
Estaria mentindo se dissesse que não o achei monótono em alguns momentos. Mas de todo: me agradou bastante. A penumbra dos ambientes nesse filme é algo louvável demais.
Com certeza não será o último.
Herzog é um cara que admiro ao mesmo passo que dificilmente o compreendo. Cinematografia belíssima em termos fotográficos mas de uma frieza congelante que confesso costuma me afastar. Simplesmente me deixei levar pelo poder das imagens mas com a cabeça sinceramente, no mundo da lua.
A fotografia de "Coração de Cristal" é primorosa, e é o que há de melhor nesse filme, já que sua trama se perde por sua excessiva vagueza, falta de conexão e contemplações meio rasas. A trama gira em torno da loucura que toma conta de uma cidadezinha depois que o último detentor do segredo que fazia a economia da cidade se movimentar falece. O problema é que os personagens insossos e as cenas desconexas - apesar de conseguirem passar uma sensação ruim de perturbação - não são interessantes o suficiente para cativar o interesse. Por outro lado, Herzog filma utilizando um jogo de luz e sombras que é soberbo, e faz do filme praticamente uma sequências de pinturas vivas.
https://www.youtube.com/watch?v=880PoCdi-EA