Últimas opiniões enviadas
Esperei por um terror muito menos tangível (a julgar pelo título... é, me perdoem) tal qual o filme de fato expressa: essa temível possesão do outro derivada do nosso desejo mor de controle. E sobre controle, pode-se puxar um fio sobre liberdade - outro grande terror que assola a vida contidiana de qualquer um, ambos retratados com extremos ascendendo à loucura, degradação, e o meu elemento preferido: a diligência da fé.
O suprassumo, para mim, foi o grande despencar da razão (entre tais diversos momentos, você sabe do qual eu me refiro). Divisor de águas, eu diria. A atuação da Adjani é gloriosa em cada grito, em cada discurso atropelado antes pela muito mais palpável intenção que a realização das palavras ditas, o que certa digníssima autora diria enquanto uma "tensão pré-verbal animalesca".
Interpretamos papeis tão menores que nós em nossa vida cotidiana mesmo conscientizados das nossas terceiras possibilidades que a vontade é de fato despedaçar a realidade como Anna fez tão gloriosamente.
Atemporal como nunca em minha compreensão. Sempre o pesar agônico, sempre o desespero da condição humana, sempre à sombra do mais sincero riso, a morte. Atmosfera excelentissimamente palpável, diálogos pra lá de gloriosos. Bergman fortalece o rolê de maneiras desmedidas.
É a minha tríplice bergmaniana: Persona, The Seventh Seal e Scenes from a Marriage.
Últimos recados
Tudo certo, João?
Escrevendo pra saber se você teria interesse de participar de um grupo de whatsapp sobre cinema.
Se sim, me dá um toque e a gente conversa.
Acredito que hão de concordar que, nesta relação disfuncional tão sórdida e tão abjeta entre Marty e Wendy, há conteúdo suficiente para um remake de Cenas de Um Casamento. Tem traição, raiva, desrespeito e hipocrisia... Quer mais o quê?