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Duração
Liliom, um agitador de um parque de diversão, de temperamento difícil e agressivo, decide viver junto com uma ingênua jovem. O convívio dos dois torna-se insuportável pelas constantes agressões. Quando Julie engravida, Liliom decide dar uma melhor condição de vida para ela. Para isso, mesmo sem experiência, entra no crime. A partir daí sua vida é traçada por tragédias, aonde ele terá a chance de reavaliar sua personalidade e seus atos grosseiros com a ajuda celestial.
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Este filme tem importância por ter sido o primeiro que Fritz Lang fez no exílio, fugindo do nazismo. Mas assim como no posterior Carrossel (1956) não consegui me conectar com a história. Pra mim é impossível se importar com um sujeito tão bruto e egoísta quanto Liliom. O pior é que não há nenhum arco dramático, nada que realmente redima o protagonista. A direção de Lang é eficiente mas nada que se compare a seus trabalhos anteriores na Alemanha. A direção de arte que cria um "céu" dominado pela burocracia é a parte mais divertida.
P.S.: Se eu fosse espírita diria que Oscar Isaac é a reencarnação de Charles Boyer. A semelhança é muito grande.
Não tenho noção do porquê não consegui me conectar a este filme de Lang que demonstra uma bela condução de câmera e uma trama bastante criativa quase antecipando o que A felicidade não se Compra seria na década de 40. Talvez fosse um dia de desatenção e Liliom mereça uma revisita em breve.
Aonde consigo o filme? Alguém sabe?
Depois de fugir da Alemanha nazista em 1933, Fritz Lang foi para a França e lá dirigiu esta versão da famosa peça de fantasia de Ferenc Molnár, filmada anteriormente na Hungria em 1919 por Kertész Mihály (Michael Curtiz), nos U.S.A. em 1930 por Frank Borzage e posteriormente musicalizada por Rodgers & Hammerstein na Broadway como CARROSSEL (1945), realizada no cinema em 1956 por Henry King. Aqui, Charles Boyer estrela como o animador de parque de diversões, um sujeito arredio que se suicida durante a fuga de uma frustrada tentativa de assalto, deixa a namorada grávida e retorna à Terra anos mais tarde para visitar sua filha já crescida. Sonhadoramente romântico, ainda que adequadamente escuro, com sets e fotografia soberbamente elegantes, particularmente nas seqüências imaginativas que descrevem o paraíso celestial.
Que filme encantador! Infelizmente pelo que pude notar, pouco conhecido por aqui (assim como tantos outros filmes maravilhosos), ter tido a oportunidade de assistir ele no cinema com certeza foi uma experiência única. Foi o primeiro filme de Fritz Lang que assisti, com certeza não será o último.