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Sinopse
No início do século, no nordeste brasileiro, pioneiro da indústria nacional é perseguido por se recusar a vender sua fábrica para industriais britânicos.
O depoimento emocionado do sertanejo fascinado pelo personagem-título, logo na abertura, deixa claro que o diretor não abandonaria as suas marcas registradas documentais neste experimento ficcional: é um filme em que o biografado tem uma presença quase fantasmática, fugaz. Interessa muito mais o seu legado e o que o circunda (os rituais festivos, as celebrações, as rotinas de trabalho). O ritmo parece lento porque a narrativa é difícil de ser compreendida, já que é permeada por memórias sobrepostas e contextualizações históricas vagas. A perspectiva directiva chega a emular uma obra-prima de Luchino Visconti no terço final (quando envelhecido, Rubens de Falco parece o Burt Lancaster!), mas o filme decepciona quem esperava descobrir quem fôra este personagem real. Ao invés disso, o diretor prefere idealizar um mito nordestino ainda hoje muito celebrado. Vi com minha mãe: foi muito oportuno, desenterrou inúmeros episódios da juventude dela, que trabalhou numa fábrica têxtil. Só por isso, valeu muito a pena: Geraldo Sarno é mestre - verbo no presente! (WPC>)
Extremamente iconográfico (e comunista), a gente era pra agradecer no ano em que tá ainda poder esperar por novidade do Geraldo Sarno, que inclusive nunca abre mão do documentário mesmo em suas ficções. Menos que Sertânia, mas FODA.
A via colonial, caminho que vai determinar o caráter social do capitalismo brasileiro, será marcada por um mercado subalterno aos grande mercados internacionais, além da insuficiência do capital nacional em gerar desenvolvimento, é bom lembrar da transnordestina que depois de 10 anos e 7 bilhões de reais que a iniciativa privada pegou do BNDES não foi concluída, se hoje o capitalismo hipertadio que temos não consegue ser forte para tocar grande empreendimentos, ser burguês em país de latifundiários escravagistas e servis ao mercado exterior era um crime.
Quanto a qualidade técnica do filme é muito boa, uma pena o viralatismo, outra herança da via colonial, estar imbuído no seio de nossa gente até aquelas que detém um certo capital cultural....
um pequeno tesouro desconhecido do cinema nacional, trazendo nomes como Geraldo Sarno (direção e roteiro), Orlando Senna (roteiro), Thomas Farkas (produtor associado) e os atores Rubens de Falco, Jofre Soares, José Dumont, Nildo Parente e Harildo Deda. O cenário: Cachoeira, Riachão do Jacuípe e Pé de Serra – municípios do interior baiano.
O depoimento emocionado do sertanejo fascinado pelo personagem-título, logo na abertura, deixa claro que o diretor não abandonaria as suas marcas registradas documentais neste experimento ficcional: é um filme em que o biografado tem uma presença quase fantasmática, fugaz. Interessa muito mais o seu legado e o que o circunda (os rituais festivos, as celebrações, as rotinas de trabalho). O ritmo parece lento porque a narrativa é difícil de ser compreendida, já que é permeada por memórias sobrepostas e contextualizações históricas vagas. A perspectiva directiva chega a emular uma obra-prima de Luchino Visconti no terço final (quando envelhecido, Rubens de Falco parece o Burt Lancaster!), mas o filme decepciona quem esperava descobrir quem fôra este personagem real. Ao invés disso, o diretor prefere idealizar um mito nordestino ainda hoje muito celebrado. Vi com minha mãe: foi muito oportuno, desenterrou inúmeros episódios da juventude dela, que trabalhou numa fábrica têxtil. Só por isso, valeu muito a pena: Geraldo Sarno é mestre - verbo no presente! (WPC>)
Extremamente iconográfico (e comunista), a gente era pra agradecer no ano em que tá ainda poder esperar por novidade do Geraldo Sarno, que inclusive nunca abre mão do documentário mesmo em suas ficções. Menos que Sertânia, mas FODA.
A via colonial, caminho que vai determinar o caráter social do capitalismo brasileiro, será marcada por um mercado subalterno aos grande mercados internacionais, além da insuficiência do capital nacional em gerar desenvolvimento, é bom lembrar da transnordestina que depois de 10 anos e 7 bilhões de reais que a iniciativa privada pegou do BNDES não foi concluída, se hoje o capitalismo hipertadio que temos não consegue ser forte para tocar grande empreendimentos, ser burguês em país de latifundiários escravagistas e servis ao mercado exterior era um crime.
Quanto a qualidade técnica do filme é muito boa, uma pena o viralatismo, outra herança da via colonial, estar imbuído no seio de nossa gente até aquelas que detém um certo capital cultural....
um pequeno tesouro desconhecido do cinema nacional, trazendo nomes como Geraldo Sarno (direção e roteiro), Orlando Senna (roteiro), Thomas Farkas (produtor associado) e os atores Rubens de Falco, Jofre Soares, José Dumont, Nildo Parente e Harildo Deda. O cenário: Cachoeira, Riachão do Jacuípe e Pé de Serra – municípios do interior baiano.
ótimo retrato da atuação das empresas estrangeiras para inibir concorrentes locais.