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É 1840 e o cirurgião britânico, Dr. Bolton (Boris Karloff) faz experimentos com gases anestésicos em um esforço para criar uma cirurgia sem dor. Enquanto isso, sua demonstração perante um painel de colegas de profissão, termina em um acidente terrível. Ele é forçado a deixar sua posição em desgraça. Para complicar as coisas, ele torna-se viciado em drogas e acaba envolvido com uma gangue de criminosos.
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>Maratona Christopher Lee - Assistido em 05 de Julho de 2024
Boris Karloff e Christopher Lee contracenando juntos? claro que só poderia sair algo excelente.
Co-produção anglo-americana que é uma mistura de drama com suspense policial, tendo dois ícones do horror, o então veterano Boris Karloff (1887-1969), e o coadjuvante Christopher Lee (1922-2015), que aparece pouco (não mais do que 10 minutos em cena) e não acrescenta muita coisa.
O título de trabalho era para ser "Doutor dos Sete Mostradores", mas a MGM se opôs. Eles pensaram que o público estrangeiro não estaria familiarizado com essa área de Londres. O elenco presenteou Boris Karloff com uma vassoura assinada quando a produção terminou (imaginem a alegria que ele deve ter ficado).
Os censores fizeram lobby para que três cenas fossem omitidas: (1) O close-up da amputação da perna; (2) Sir Christopher Lee apunhalando o vigia noturno pelas costas; (3) o ácido de Boris Karloff jogando no rosto de Lee. Na minha opinião, são as 3 melhores cenas do filme. Não fosse por isso, teria dado uma nota mais baixa.
Com Boris Karloff e Christopher Lee no elenco, podemos imaginar um filme de terror, mas este "Corredores de sangue", cujo título busca mesmo uma associação ao terror, para nossa surpresa, é um ótimo drama.
Um obcecado médico (Karloff) buscando encontrar a fórmula para cirurgias sem dor, começa a realizar experimentos em si mesmo, acabando por se tornar viciado. Na cena final vemos que os esforços e o triste destino do médico, não foram em vão.
O filme lembra muito outro drama, que também é "vendido" como terror, o igualmente ótimo "O monstro da morgue sinistra" de 1960, no qual o terror explorado não é o sobrenatural, mas o da miséria humana, tanto material quanto de caráter.
Sou fã desses filmes em que as figuras míticas contracenam. Neste temos Christopher Lee e Boris Karloff, e a presença deles engrandece o filme. Karloff está ótimo como o, por assim dizer, cientista louco.