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Data de lançamento
11 Abril 1986Duração
Um pequeno grupo de terríveis criaturas escapa de um asteróide de segurança máxima e parte rumo à liberdade em um outro planeta - a Terra. Sua nave pousa numa pequena cidade do interior dos Estados Unidos, onde os insaciáveis monstrinhos começam a devorar tudo (e todos) que encontram pela frente. Mas as criaturas são seguidas de perto por caçadores de recompensa intergalácticos.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Critters, de 1986, conhecido no Brasil como Criaturas, é um filme simples, aquele terror familiar de verdade.
Não tem mortes, pelo menos do elenco principal, apenas ferimentos e aquele perigo que você sabe que não vai dar em nada.
O visual das criaturas é legal, ainda mais se considerar a época. Acho que faltou mais desenvolvimento na história delas e dos caçadores também, mas como fiquei sabendo que é uma quadrilogia, acho que terão tempo de sobra pra fazer isso.
Gostei do personagem Brad e da sua relação com Charlie, acho que são os melhores do filme. Legal também
a "relação" (se é que podemos chamar assim) que Brad desenvolve com os caçadores, em especial com Johnny Steele/Ug (Terrence Mann).
O roteiro é bastante simples e o filme se concentra quase inteiramente na casa da família Brown.
Há poucas cenas externas e praticamente nenhuma mudança significativa de cenário.
Diferente de outros filmes do gênero, não há aquela jornada em que os personagens fogem e passam por diversos ambientes.
Ponto positivo também pra reconstrução da casa que ficou toda destruída, obviamente também sem explicação. Adiantaria nada eles se salvarem, porém perderem tudo e terem que se foder pra consertar tudo de novo.
Assistido em 17/04/2026
Nota 3 pela "vingança final" dos Critters na casa uhaushauhsas aquilo foi muito sádico ... a música Power of the Night é puro suco do Glam oitentista
"Criaturas (1986)" é uma clara tentativa de embarcar no sucesso de "Gremlins (1984)", com um pouco mais de gore, mas ainda mantendo o bom humor e o clima despretensioso. E foi a escolha perfeita para o que eu precisava no dia, apenas algo leve e divertido, pra assistir enquanto eu tomava meu sorvete. A ambientação de uma casa afastada no campo é bem efetiva e, por ter poucos personagens, o ataque das criaturas acaba sendo mais enxuto, o que muito me agradou (embora tenha poucas mortes, mas pelo menos, os personagens se machucam e o senso de perigo é bem estabelecido). Achei engraçado que a interferência dos alienígenas caçadores só serve pra alguns alívios cômicos e pra fazer referência ao estilo dos roqueiros da época, porque eles não ajudaram em nada, pelo contrário, só destruíram tudo.
Assisti no dia 23/04/25
De todos os lugares que os alienígenas podiam invadir — bases militares, cidades futuristas, metrópoles hiperiluminadas — Critters escolhe o interior dos EUA, com seu celeiro, sua estação de polícia minúscula e seu morador considerado maluco que sempre falou sobre visitantes do espaço. É uma escolha simples, quase ingênua, mas funciona justamente por isso. Em vez de grandiosidade, o filme aposta na escala doméstica, onde a ameaça cabe no porão e a resistência parte de um garoto com fogos de artifício.
Os tais Critters não têm nada de simpáticos. Pequenos, redondos, rolantes e com dentes que fariam inveja a qualquer piranha, eles parecem aqueles tufos de feno que saem voando em cenas de faroeste, só que com apetite por carne e senso de humor duvidoso. Nada de cabeçudos esguios ou paz intergaláctica: aqui o ataque é rasteiro, literal e recheado de olhos vermelhos. E o melhor? A câmera nos dá o ponto de vista deles, como se estivéssemos num carrinho de rolimã assassino.
O coração do filme é a família do interior, com direito a pai e mãe preocupados, filha adolescente namorando um rapaz que claramente não vai durar, e um menino arteiro que parece ter saído direto de Esqueceram de Mim – Versão Caipira. E tem também o “maluco da cidade”, aquele sujeito que grita sobre ETs e que, claro, estava certo o tempo todo. É esse grupinho que tenta sobreviver ao cerco das criaturinhas enquanto dois caçadores intergalácticos — que mudam de rosto como quem troca de camiseta — vão atrás dos monstros. Eles passam por igrejas e pistas de boliche, com a delicadeza de um caminhão desgovernado.
Critters não tem um orçamento gordo, nem efeitos de ponta, mas é competente até o último tiro de espingarda. Os efeitos práticos funcionam, o humor é peculiar (tem até um momento em que o ET do Spielberg leva um sacode simbólico) e o caos é bem distribuído. Mas dá pra sentir que o roteiro poderia ter sido mais ousado. A casa vira campo de batalha, mas o roteiro, embora divertido, podia ter explorado melhor esse cenário — havia mais cantos, cômodos e quinquilharias esperando para virar armadilhas. A cidade é pouco explorada, os ataques são contidos, faltou ousadia, sobrou contenção — talvez por medo de rolar ladeira abaixo.
Ainda assim, Critters entrega uma diversão modesta, mas carismática. Ele quer que você ria de um porco-espinho do inferno rolando no carpete da sua sala. E consegue. É pipoca das boas, servida com sangue falso. Às vezes, tudo o que um filme precisa é de fome — e dentes.
26.12.1986