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Data de lançamento
10 Ago. 1983Duração
O cachorro, é o animal de estimação de um garoto chamado Brett Camber, que vive em um sítio nas proximidades de uma pequena cidade do interior no norte dos Estados Unidos, em Castle Rock, no Estado do Maine. O garoto mora com sua mãe, Charity, uma mulher infeliz no casamento com Joe, um mecânico de automóveis egoísta que só está preocupado com seus interesses pessoais, deixando a família para segundo plano. Ao perseguir um coelho pelo mato, Cujo, acaba entrando com a cabeça em uma caverna infestada de morcegos doentes, onde um deles morde seu focinho e lhe transmite a terrível raiva. Aos poucos, o anteriormente, dócil cachorro, vai se transformando em um monstro assassino, com aspecto extremamente ameaçador.
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É impressionante que, na época em que escreveu e lançou o livro homônimo, em 1981, Stephen King passava pelo pior momento de sua vida, quando estava viciado em álcool e cocaína. Por causa disso, o autor não se lembrava de ter escrito Cujo. Em sua autobiografia, ele revelou sentir um profundo sentimento de tristeza por não se lembrar de ter trabalhado em uma história da qual gostava muito.
A inspiração para criar Cujo veio da vida real. Em 1977, a Harley-Davidson de King quebrou em uma estrada de terra no Maine. Ele levou a motocicleta até o mecânico local, que ficava em uma área isolada. Ao chegar lá, King se surpreendeu ao ver o que considerou o maior cão da raça São Bernardo que já vira na vida. Além de rosnar de maneira agressiva para King, o animal ainda tentou avançar sobre ele. Felizmente, o mecânico apareceu e acalmou o animal, que viria a ser a principal fonte de inspiração para a obra Cujo.
A adaptação cinematográfica foi lançada em 1983. Dee Wallace interpreta Donna Trenton, a mãe; Danny Pintauro, Tad Trenton, o filho de cinco anos; e Daniel Hugh Kelly, Vic Trenton, o pai. O maior destaque é a performance visceral de Denise Crosby ao lado do pequeno Danny Pintauro. Destaco também o excelente trabalho com os cães utilizados para interpretar Cujo, o personagem responsável por todo o terror da história, publicada originalmente em 1981.
Em "Cujo", o espectador acompanha uma história de drama sobre traição, até que o terror e o suspense tomam conta da trama. O espectador fica apreensivo e imerso no desfecho daquela mãe desesperada, que luta pela própria sobrevivência e, principalmente, pela do filho. A sensação de desespero aumenta com cada aparição do enorme cão raivoso, nojento e implacável, que continua a atacar mesmo em estado de putrefação, devido à raiva transmitida pela mordida de um morcego. Assim, o espectador experimenta um pouco do desespero da mãe e do filho diante de um cenário caótico e isolado, no qual o interior do carro é a única proteção disponível.
Acredito que, devido aos seus vícios na época em que escreveu o romance de terror Cujo, King tornou a história mais sombria ao dar um final trágico para a vida do pequeno Tad Trenton. Para "consertar" esse desfecho cruel, o estúdio optou por manter o menino vivo, considerando a morte da criança uma cena muito pesada. Essa mudança foi aprovada pelo próprio King, que admitiu se arrepender de ter matado a criança na história original.
Se você está procurando um filme de terror repleto de suspense, que o prenda do início ao fim, o diretor Lewis Teague oferece exatamente isso em uma adaptação cinematográfica que merece ser vista — e até mesmo revisitada. Foi o que fiz antes de escrever esta resenha.
03.08.2009
Muito bom
Como muitos, suponho, cheguei aqui por causa de "Friends" e "Gilmore Girls".
Agora entendo por que esse filme é tão lembrado. Imagino o trauma coletivo que ele provocou nas crianças dos anos 1980 (inclusive, não duvido que "Beethoven" tenha sido produzido na década seguinte para estimular as famílias a adotarem filhotes São Bernardo novamente, rs).
"Cujo" segue o receituário do terror oitentista que assistíamos na televisão nos anos 90/2000: adaptação de um romance de Stephen King, trilha sonora de Charles Bernstein, fotografia em tons pastéis e terrosos, famílias suburbanas de classe média e, claro, um conteúdo misógino e moralista (a violência traumática como expressão de uma perturbação familiar a ser superada, gerada pela relação extraconjugal da esposa).
É problemático? Sim. Mas, para quem cresceu vendo esse tipo de filme, tem um saborzinho nostálgico. Valeu muito a pena!
Quem fala mal desse filme sequer se lembra de que ele foi feito nos anos 80? Caras, esse cachorro atua mais que muito astro de Hollywood!