Um humilde bancário tem sua vida virada do avesso após a visita de uma sedutora madame italiana à sua agência. Cansado da sua rotina monótona e injusta, ele resolve roubar uma fortuna do banco e fugir, mas é atormentado pela própria consciência. Baseado na peça teatral de Georg Kaiser.
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Visualmente é um espetáculo sem precedentes inclusive em seu movimento, o Expressionismo Alemão. Certamente o enredo é simplório, mas a construção de cenários é das mais inventivas da história do cinema. Como não tem relevância para o cinema, eis a questão ?
Karl Heinz Martin leva ao extremo a estética de O Gabinete do Dr. Caligari. Aqui não apenas os cenários são tortuosos mas também os figurinos, objetos e até os personagens! Com uma maquiagem bizarra, parece que estamos assistindo um desenho animado em live-action. Incrível que esse filme quase não seja lembrado como outros clássicos do Expressionismo Alemão. A história como era comum no movimento é sobre pessoas atormentadas e que se deixam arrastar por desejos e paixões como luxúria, ganância e vingança.
Uma pequena (e injustamente pouco conhecida) obra-prima. Ouro puro.
É um filme que requer muita paciência e não é fácil de gostar de primeira. Essa é a segunda vez que o vejo. O filme é curto, mas isso não significa que seja ágil. Às vezes dá a sensação de andar em círculos. O que realmente o faz ser valorizado é a estética: os cenários, a maquiagem e os figurinos. Os cenários desenhados são praticamente um trabalho artesanal e nem por isso deixam de ser apaixonantes. Os figurinos todos descaracterizados como exige o bom Expressionismo também fascinam. A maquiagem então, nem se fala. Outro ponto a favor do filme é o tom da filmagem ser quase que um teatro filmado. Esse é um daqueles filmes que ficam maiores após sofrer uma revisão.
este expressionismo será o da realidade deformada pela aproximação da morte
Os cenários são maravilhosos!