Um homem, Alan, aceita o desafio de passar a noite em uma mansão abandonada que tem a fama de ser mal-assombrada, habitada por almas atormentadas. Ele faz uma aposta e parte para seu desafio.
É tétrico ao mesmo tempo que as suas sombras exalam um erotismo arrebatador. Eu não saberia explicar a surpresa que tive na cena do quadrilátero amoroso composto por Steele, o marido, o amante e a irmã lésbica.
Talvez seja essa energia italiana do Antonio Margheriti ou aqueles olhos gigantes da Barbara Steele. O fato é que o filme é um triunfo de narrativa visual.
A certa altura, Dança Macabra se revela um híbrido de filme A e B. Há uma sugestão de nudez aqui e acolá. Também tem uma tentativa de vampirismo meio deslocada no terceiro ato. Não deveria surpreender, já que o Margheriti e o Corbucci eram especialistas em produções de baixo orçamento.
Mas Dança Macabra acaba sendo uma obra-prima improvável porque seus elementos de exploração B combinam perfeitamente com essa aparência de alta produção que resultou da fotografia monocromática do Riccardo Pallottini. Perfeito para uma dobradinha com Black Sunday.
Essa produção tem um trabalho notável de ambientação que garante um clima sinistro e sobrenatural com cenários assombrosos e um uso eficiente da iluminação e da trilha sonora. A história, porém, não atinge todo o potencial que tinha no início devido a algumas questões mal explicadas como
Um clássico do Horror gótico com a eterna musa Barbara Steele, Antonio Margheriti dirigiu a maior parte do filme após Corbucci ser desligado no início do projeto.
A cena incial me lembrou a obra "Noite na taverna" de Alvares de Azevedo, quando amigos se reúnem em uma taverna para contar casos sobrenaturais e misteriosos.
SPOILERS:
Alan Foster (Georges Rivière) entra em um pub londrino, e encontra um homem contando um caso sobrenatural, é ninguém menos que Edgar Allan Poe. Alan, um jornalista, pretende entrevistar o escritor, mas é desafiado pelo outro homem da mesa, Lord Thomas, a passar uma noite no castelo de sua família, todos que haviam tentado, não conseguiram e terminaram mortos.
Chegando lá encontra a bela Elizabeth (Barbara Steele, que com sua beleza enigmática e grandes olhos negros, nasceu para ser musa do cinema gótico), assim como outra bela mulher Julia (Margarete Robsahm). Alan acaba se apaixoando por Elizabeth e aparentemente é correspondido, mas lá também encontra o misterioso Dr, Camus (Arturo Dominici), que lhe conta os segredos do castelo.
Em flashbacks vemos os acontecimentos que ocorreram na fabulosa residência, e a esta altura é fácil prever que todos ali, com exceção de Alan, estavam mortos. Não entendi exatamente como Elizabeth morreu, pois a vemos sendo esfaqueada pelo jardineiro, seu amante no passado, no momento que está com Alan mas no flashback ela é atacada pelo amante sendo salva por Julia que mata o agressor, porém Elizabeth, mal agradecida, assassina sua salvadora, aparentemente não correspondendo aos avanços apaixonados de Julia. Não vemos Elizabeth morrendo. Fica o mistério.
Ao final, Alan é atacado por todos os fantasmas da casa, que querem seu sangue para reviver, pelo menos na chamada "noite dos mortos" e é ajudado por Elizabeth, a quem ele arrasta para fora do castelo, até perceber que ela estava realmente morta pois a bela vira um esqueleto diante de seus olhos, mas quando já quase no portão da propriedade, supostamente salvo, uma lança do portão atinge seu pescoço e ele morre, se tornando mais uma vitima do castelo.
Termina com a voz de Elizabeth perguntando se Alan vai ficar com ela e ele responde "sim". Só vai ter que aguentar a ciumenta Julia por toda a eternidade.
Uma narrativa envolvente, que encanta com sua atmosfera sinistra, bela fotografia em preto e branco em ambientação macabra e perfeita, que dá o tom sombrio ao enredo, além das boas atuações de todo o elenco. Realmente a produção é um dos expoentes do cinema gótico italiano.
Como curiosidade, o filme tem muito a morbidez da obra de Poe, e nos créditos iniciais até vemos que foi inspirado no conto "Dança Macabra" do escritor americano, tendo até o escritor entre seus personagens, mas dizem que tal conto não existe. Eu pesquisei e realmente não achei tal narrativa. Alguns afirmarm que para serem levados a sério, roteiristas italianos lançavam mão de pseudônimos em inglês, assim como vários atores. Neste caso, a história e o roteiro foi criado pelo diretor Antonio Margheriti com a colaboração de Sergio Corbucci (criador do personagem Django, aqui não creditado) e Gianni Grimaldi, todos usando pseudônimos e visando o mercado internacional.
Que beleza de filme, vide BS, a direção de arte, a história, roteiro, direção, etc!
É tétrico ao mesmo tempo que as suas sombras exalam um erotismo arrebatador. Eu não saberia explicar a surpresa que tive na cena do quadrilátero amoroso composto por Steele, o marido, o amante e a irmã lésbica.
Talvez seja essa energia italiana do Antonio Margheriti ou aqueles olhos gigantes da Barbara Steele. O fato é que o filme é um triunfo de narrativa visual.
A certa altura, Dança Macabra se revela um híbrido de filme A e B. Há uma sugestão de nudez aqui e acolá. Também tem uma tentativa de vampirismo meio deslocada no terceiro ato. Não deveria surpreender, já que o Margheriti e o Corbucci eram especialistas em produções de baixo orçamento.
Mas Dança Macabra acaba sendo uma obra-prima improvável porque seus elementos de exploração B combinam perfeitamente com essa aparência de alta produção que resultou da fotografia monocromática do Riccardo Pallottini. Perfeito para uma dobradinha com Black Sunday.
Essa produção tem um trabalho notável de ambientação que garante um clima sinistro e sobrenatural com cenários assombrosos e um uso eficiente da iluminação e da trilha sonora. A história, porém, não atinge todo o potencial que tinha no início devido a algumas questões mal explicadas como
o fato de não revelar como a personagem Elisabeth perdeu a vida e por qual razão os espíritos da história precisam de sangue.
Um clássico do Horror gótico com a eterna musa Barbara Steele, Antonio Margheriti dirigiu a maior parte do filme após Corbucci ser desligado no início do projeto.
A cena incial me lembrou a obra "Noite na taverna" de Alvares de Azevedo, quando amigos se reúnem em uma taverna para contar casos sobrenaturais e misteriosos.
SPOILERS:
Alan Foster (Georges Rivière) entra em um pub londrino, e encontra um homem contando um caso sobrenatural, é ninguém menos que Edgar Allan Poe. Alan, um jornalista, pretende entrevistar o escritor, mas é desafiado pelo outro homem da mesa, Lord Thomas, a passar uma noite no castelo de sua família, todos que haviam tentado, não conseguiram e terminaram mortos.
Chegando lá encontra a bela Elizabeth (Barbara Steele, que com sua beleza enigmática e grandes olhos negros, nasceu para ser musa do cinema gótico), assim como outra bela mulher Julia (Margarete Robsahm). Alan acaba se apaixoando por Elizabeth e aparentemente é correspondido, mas lá também encontra o misterioso Dr, Camus (Arturo Dominici), que lhe conta os segredos do castelo.
Em flashbacks vemos os acontecimentos que ocorreram na fabulosa residência, e a esta altura é fácil prever que todos ali, com exceção de Alan, estavam mortos. Não entendi exatamente como Elizabeth morreu, pois a vemos sendo esfaqueada pelo jardineiro, seu amante no passado, no momento que está com Alan mas no flashback ela é atacada pelo amante sendo salva por Julia que mata o agressor, porém Elizabeth, mal agradecida, assassina sua salvadora, aparentemente não correspondendo aos avanços apaixonados de Julia. Não vemos Elizabeth morrendo. Fica o mistério.
Ao final, Alan é atacado por todos os fantasmas da casa, que querem seu sangue para reviver, pelo menos na chamada "noite dos mortos" e é ajudado por Elizabeth, a quem ele arrasta para fora do castelo, até perceber que ela estava realmente morta pois a bela vira um esqueleto diante de seus olhos, mas quando já quase no portão da propriedade, supostamente salvo, uma lança do portão atinge seu pescoço e ele morre, se tornando mais uma vitima do castelo.
Termina com a voz de Elizabeth perguntando se Alan vai ficar com ela e ele responde "sim". Só vai ter que aguentar a ciumenta Julia por toda a eternidade.
Uma narrativa envolvente, que encanta com sua atmosfera sinistra, bela fotografia em preto e branco em ambientação macabra e perfeita, que dá o tom sombrio ao enredo, além das boas atuações de todo o elenco. Realmente a produção é um dos expoentes do cinema gótico italiano.
Como curiosidade, o filme tem muito a morbidez da obra de Poe, e nos créditos iniciais até vemos que foi inspirado no conto "Dança Macabra" do escritor americano, tendo até o escritor entre seus personagens, mas dizem que tal conto não existe. Eu pesquisei e realmente não achei tal narrativa. Alguns afirmarm que para serem levados a sério, roteiristas italianos lançavam mão de pseudônimos em inglês, assim como vários atores. Neste caso, a história e o roteiro foi criado pelo diretor Antonio Margheriti com a colaboração de Sergio Corbucci (criador do personagem Django, aqui não creditado) e Gianni Grimaldi, todos usando pseudônimos e visando o mercado internacional.