O filme baseia-se na fome devastadora que atingiu a província de Henan, China, em 1942, ao mesmo tempo que as forças japonesas estavam invadindo o país
Escolhido para representar a China no Oscar do próximo ano, o novo trabalho de Xiaogang Feng reabre feridas antigas da Segunda Guerra Mundial e conta uma, para mim inédita, história de degradação humana e de capitalização sobre a desgraça alheia que assolou a província de Henan depois de um seca devastadora. Por este motivo, mas também graças à invasão em curso do Japão, grande parte da população, dentre ela o senhor de terras Fan (Guoli Zhang) e sua família, migram com toda a comida estocada e tentam sobreviver enfrentando dias e quilômetros de viagem, o inverno implacável e a escassez de comida, os devastadores ataques aéreos japoneses e a negligência criminosa do governo chinês, que considerava os milhões de habitantes como peso morto e só mudou de postura após a publicação na revista Time de fotos tiradas por Theodore (Adrien Brody, escolha curiosa para o papel).
Exaustiva, tanto em função da duração quanto da própria tragédia retratada, a narrativa revela com precisão o resultado finalístico da guera e, por isto, pode incomodar com uma sucessão interminável de desventuras sofridas por um comboio cada vez menor e fragilizado. Em certo momento, terras e mulheres são vendidas em troca de alguns quilos de sementes, noutros, a espiral de sofrimentos transforma a morte em algo melhor do que viver, arrancando o fiapo de esperança que restava. A história somente tropeça na ânsia de retratar tudo e todos, o que a leva a saltar bruscamente cronológica, geográfica e narrativamente, descartando personagens como o padre chinês e o interpretado por Tim Robbins. Nada que macule, se é que é possível, uma página negra da história que pôs um povo contra ele próprio.
A história real é interessante de se ver, mas esse filme é um pouco longo e cansativo
quero ver!!!!
Achei um filmaço , bela fotografia e produção , um filme pouco divulgado o que é uma pena
Mais uma estória chocante da 2ª grande guerra realizado soberbamente por Feng.
Escolhido para representar a China no Oscar do próximo ano, o novo trabalho de Xiaogang Feng reabre feridas antigas da Segunda Guerra Mundial e conta uma, para mim inédita, história de degradação humana e de capitalização sobre a desgraça alheia que assolou a província de Henan depois de um seca devastadora. Por este motivo, mas também graças à invasão em curso do Japão, grande parte da população, dentre ela o senhor de terras Fan (Guoli Zhang) e sua família, migram com toda a comida estocada e tentam sobreviver enfrentando dias e quilômetros de viagem, o inverno implacável e a escassez de comida, os devastadores ataques aéreos japoneses e a negligência criminosa do governo chinês, que considerava os milhões de habitantes como peso morto e só mudou de postura após a publicação na revista Time de fotos tiradas por Theodore (Adrien Brody, escolha curiosa para o papel).
Exaustiva, tanto em função da duração quanto da própria tragédia retratada, a narrativa revela com precisão o resultado finalístico da guera e, por isto, pode incomodar com uma sucessão interminável de desventuras sofridas por um comboio cada vez menor e fragilizado. Em certo momento, terras e mulheres são vendidas em troca de alguns quilos de sementes, noutros, a espiral de sofrimentos transforma a morte em algo melhor do que viver, arrancando o fiapo de esperança que restava. A história somente tropeça na ânsia de retratar tudo e todos, o que a leva a saltar bruscamente cronológica, geográfica e narrativamente, descartando personagens como o padre chinês e o interpretado por Tim Robbins. Nada que macule, se é que é possível, uma página negra da história que pôs um povo contra ele próprio.