Joji Shimaki é um ex-boxeador impossibilitado de lutar; Saeko é uma cantora que teve a voz comprometida por uma doença. Os dois se conhecem por acaso e aproximam-se devido às suas frustrações. Mas Shimaki tem sua vida limitada pela angústia do desaparecimento do irmão, e terá de mergulhar no submundo do crime para descobrir o que aconteceu com ele.
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No final dos anos 1950 no cinema japonês surgiu alguns bons filmes noir lançados pela Nikkatsu, nascendo aí um gênero próprio, o Nikkatsu Noir, intimamente ligado ao processo de renovação do cinema japonês que logo foi chamado de "Nuberu Bagu".
Desertores da Vida é um classicão, da fase embrionária da Nuberu Bagu, um dos primeiros Nikkatsu Noir que em muito ajudou a estabelecer o formato. Uma maravilha ver Yûjirô Ishihara dando o tom certo ao seu personagem, perdido na vida. Um filme de personagens renegados.
Filme com estilo forte e moderno. Chega a impressionar saber que esse filme foi lançado apenas 3 anos depois de Sete Samurais (Kurosawa) e 4 anos após Era Uma Vez em Tóquio (Ozu) e Contos da Lua Vaga (Mizoguchi).
Não que eu tenha nada contra esses filmes, pelo contrário, sou apaixonado pelos três, mas é interessante notar como na época que o cinema japonês estava em seu auge com vias mais tradicionais, muito bem estabelecido inclusive no exterior, e mesmo assim havia espaço para surgir filmes com uma proposta totalmente diferente como Desertores da Vida.