Ronit (Rachel Weisz) precisa voltar para sua cidade natal após a morte de seu pai distante - um rabino. Mas ela causa um rebuliço no pacato local ao recordar uma paixão proibida pela melhor amiga de infância, que atualmente é casada com seu primo.
Muito bom ouvir The Cure nos créditos. Pena que teve todo um filme antes disso...
Desobediência não é um filme ruim, péssimo ou ofensivo. É um filme competente em sua proposta de discutir alguns temas como religião, amor e liberdade. É muito bom em criar uma atmosfera opressora e desagradável o tempo todo, que é o sentimento que a protagonista de Rachel Weisz sente ao voltar para sua antiga comunidade depois de muito tempo, por causa do falecimento de seu pai.
Entretanto, para criar essa a atmosfera desagradável, o filme acaba optando por um ritmo extremamente devagar. Prova disso, é que a "paixão proibida" que está escrita na sinopse demora 50 minutos para começar acontecer em tela. E isso não acontece por o filme querer ser detalhista no contexto da história. Na verdade ele é muito fraco nisso, pois ele dá algumas pequenas informações, e você tem que ficar fazendo as conexões, e completando o que o filme não fala!
Por exemplo, sabemos que Ronit, Esti e Dovid eram bem próximos no passado, e que Ronit e Esti se apaixonaram, e algo aconteceu que fez Ronit ser renegada pela comunidade e ir embora. O que aconteceu nunca fica claro, mas o filme te deixa lacunas em aberto para que você possa completá-las. Não sei se gosto muito desse artificio, pois me sinto mais como um detetive investigando um caso, do que como o espectador de um filme.
Pra piorar, não bastando ter um ritmo devagar, o filme ainda tem uma conclusão
bem desagradável, pois basicamente ele termina do jeito que começou, com Ronit indo embora pra sua vida de antes, separada de Esti, que decidiu continuar vivendo com Dovid, apesar de separados, por causa do bebê.
Como já disse, o filme é muito competente em criar a atmosfera incomoda que Ronit sente em sua cidade natal, um lugar de pessoas frias e um ambiente que causa grande repressão em todos. A cinematografia do filme colabora muito pra isso, com alguns takes longos e cenas onde a câmera se posiciona em lugares diferentes, como se fosse a visão do espectador, um cúmplice escondido e observando, mas com medo de ser flagrado.
Além disso, a atuação do trio principal é excelente. Os três transmitem absoluta veracidade dos sentimentos de seus personagens. Não dá para duvidar que Rachel Weisz e Rachel McAdams sejam um casal que se ama e tenha sido separado por anos. É totalmente crível o desejo reprimido, desde pequenos olhares e sorrisos, até representações mais ativas desse sentimento.
No fim, é um filme que corresponde a sua proposta, porém não consegui sentir conexão pela trama, fazendo eu sentir o tempo perdido, valendo a pena apenas por ver as boas atuações e principalmente Disintegration do The Cure nos créditos. Muito pouco para as expectativas que eu tinha.
Na primeira vez que assisti eu lembro não ter gostado muito da narrativa, mas então tive a curiosidade de ver novamente devido a um corte de um frame da Esti olhando a Ronit enquanto fuma um cigarro e naquele momento eu tive o interesse em rever. Realmente esse tema me pegou muito por ter algo religioso envolta de boa parte da trama. O fato do irmão não poder tocar ou abraçar a própria irmã porque isso é a algo que culturalmente não fazem, todo aquele sentimento reprimido de angústia e dor, de escolhas que foram feitas e culpas "não ditas" por conta da religião. Não posso me adiantar porque senão seria muito spoiller, mas essas características me pegaram muito, principalmente aquele longo final...
Absorver esse filme é ter cuidado com os detalhes. Estudar ele foi bem bom haha.
A capa e a sinopse são puro spoiler.
Resumindo: religião é uma desgraça.
Muito bom ouvir The Cure nos créditos. Pena que teve todo um filme antes disso...
Desobediência não é um filme ruim, péssimo ou ofensivo. É um filme competente em sua proposta de discutir alguns temas como religião, amor e liberdade. É muito bom em criar uma atmosfera opressora e desagradável o tempo todo, que é o sentimento que a protagonista de Rachel Weisz sente ao voltar para sua antiga comunidade depois de muito tempo, por causa do falecimento de seu pai.
Entretanto, para criar essa a atmosfera desagradável, o filme acaba optando por um ritmo extremamente devagar. Prova disso, é que a "paixão proibida" que está escrita na sinopse demora 50 minutos para começar acontecer em tela. E isso não acontece por o filme querer ser detalhista no contexto da história. Na verdade ele é muito fraco nisso, pois ele dá algumas pequenas informações, e você tem que ficar fazendo as conexões, e completando o que o filme não fala!
Por exemplo, sabemos que Ronit, Esti e Dovid eram bem próximos no passado, e que Ronit e Esti se apaixonaram, e algo aconteceu que fez Ronit ser renegada pela comunidade e ir embora.
O que aconteceu nunca fica claro, mas o filme te deixa lacunas em aberto para que você possa completá-las. Não sei se gosto muito desse artificio, pois me sinto mais como um detetive investigando um caso, do que como o espectador de um filme.
Pra piorar, não bastando ter um ritmo devagar, o filme ainda tem uma conclusão
bem desagradável, pois basicamente ele termina do jeito que começou, com Ronit indo embora pra sua vida de antes, separada de Esti, que decidiu continuar vivendo com Dovid, apesar de separados, por causa do bebê.
Como já disse, o filme é muito competente em criar a atmosfera incomoda que Ronit sente em sua cidade natal, um lugar de pessoas frias e um ambiente que causa grande repressão em todos.
A cinematografia do filme colabora muito pra isso, com alguns takes longos e cenas onde a câmera se posiciona em lugares diferentes, como se fosse a visão do espectador, um cúmplice escondido e observando, mas com medo de ser flagrado.
Além disso, a atuação do trio principal é excelente. Os três transmitem absoluta veracidade dos sentimentos de seus personagens. Não dá para duvidar que Rachel Weisz e Rachel McAdams sejam um casal que se ama e tenha sido separado por anos. É totalmente crível o desejo reprimido, desde pequenos olhares e sorrisos, até representações mais ativas desse sentimento.
No fim, é um filme que corresponde a sua proposta, porém não consegui sentir conexão pela trama, fazendo eu sentir o tempo perdido, valendo a pena apenas por ver as boas atuações e principalmente Disintegration do The Cure nos créditos. Muito pouco para as expectativas que eu tinha.
Na primeira vez que assisti eu lembro não ter gostado muito da narrativa, mas então tive a curiosidade de ver novamente devido a um corte de um frame da Esti olhando a Ronit enquanto fuma um cigarro e naquele momento eu tive o interesse em rever. Realmente esse tema me pegou muito por ter algo religioso envolta de boa parte da trama. O fato do irmão não poder tocar ou abraçar a própria irmã porque isso é a algo que culturalmente não fazem, todo aquele sentimento reprimido de angústia e dor, de escolhas que foram feitas e culpas "não ditas" por conta da religião. Não posso me adiantar porque senão seria muito spoiller, mas essas características me pegaram muito, principalmente aquele longo final...
Absorver esse filme é ter cuidado com os detalhes. Estudar ele foi bem bom haha.
É a continuação da história do Shiva Baby só que saiu antes, eu curti acompanhar, também fugiria, eu hein...