Em Stip, uma pequena cidade da Macedônia, sempre no mês de janeiro o padre local joga uma cruz de madeira no rio e centenas de homens mergulham atrás dela. Quem recuperar o objeto tem garantia de boa sorte e prosperidade. Desta vez, Petúnia mergulha na água por um capricho e consegue agarrar a cruz antes dos outros, deixando os concorrentes furiosos: ‘como ousa uma mulher participar do ritual’? Todo o inferno se abre, mas Petúnia mantém o seu chão. Ela ganhou a cruz e não vai desistir.
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Pode conter spoiler gordinha braba...
Que filme foda...por ter um enredo bem simples, porem direto e diz muita coisa, outra odeio essa militância atual que joga no mesmo saco tudo por pura histeria, ate essa gente nao deve ter entendido bulhufas, uma vez que tem varias criticas aqui, homem isso ,homem aquilo, misógino, tipo, típica galerinha do fora fascista...
Petúnia representa uma mulher que passou a vida sendo diminuída pela sua condição, pelo seu corpo, por ser mulher em uma cidadezinha com costumes medievais comandada pela igreja ortodoxa, que segue tradições mesmo que elas matem alguém por uma turba idiota, o filme e um microverso de avanços culturais e enfrentamento que milhares de mulheres tem que vencer e ainda lutam em muitos lugares do mundo real ,e nao esse feminismo de ocasião que defende quando convém e se cala quando nao vale o esforço..
A repórter é o símbolo do bom senso , a luz em meio as trevas de uma escalada perigosa e violenta por nada, absolutamente nada demais, uma mulher burlou o dogma, para se provar e sentir viva, muitos momentos realmente são de dar nojo, e saber que existe ainda Países exatamente assim, e pessoas, homens e mulheres assim, o padre e exatamente a omissão em nome de sí mesmo...E se deus fosse mulher...
O final é maravilhoso...pela primeira vez ela enxergou que no final das contas a cruz, só carregava a hipocrisia, quem precisava de toda sorte eram todos ali...a boa sorte de uma luz que nunca teriam..Uma obra simples que diz muito...
Que roteiro, e quanta verdade!
Toda mulher é um tanto de Petúnia, todos os dias.
Se Deus voltasse em qualquer forma que não um homem-branco-cis ia ser tudo o que esse filme mostra mesmo. Dependendo da forma, pior. Esse filme deu muito o que pensar.
Há muita coisa sendo dita por este filme e, por vezes, justamente por causa desse excesso, o filme fica confuso, desorganizado quanto às suas intenções. Mas é tudo brilhantemente clarificado na meia-hora final, quando o título é pronunciado e explicado em prática. Para tanto, a personagem da repórter é tão importante quanto a protagonista, em suas ações convertidas em protestos, apenas por ser mulher. Muito bom que, quando a jornalista está em cena, a câmera assume a perspectiva televisiva, como se estivéssemos assistindo aos bastidores de uma reportagem, através de um filtro ideológico privilegiado. Os diálogos são alvoroçados na maior parte das vezes (vide as participações do padre, por exemplo), mas isso tem a ver com a própria indefinição moral dos personagens institucionalizados. A cena do assédio durante a entrevista de emprego é sufocante. Inusitadamente bom! (WPC>)
"Eu não preciso dela, vocês precisam"