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Data de lançamento
21 Março 2014Duração
Josh Wheaton (Shane Harper) é um estudante que tem sua fé desafiada por seu professor de Filosofia, Mr. Radisson (Kevin Sorbo), que acredita que Deus não existe. Gira em torno da vidas de várias pessoas que também são desafiadas por um mundo que acredita que Deus não existe.
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IMPRIMATUR - visto no DVD em 2014:
Desde sua estreia nos Estados Unidos, o título sempre me pareceu sugestivo, justamente por a trama ser ambientada no ambiente universitário. Apostava até em uma erudição plausível em meio ao teor evangelizador, fundamentada em histórias que se conectam por meio da fé. No entanto, o roteiro se mostra frágil e traz uma teologia excessivamente romantizada — o que, de praxe, já é esperado nesse tipo de produção. Isso fica evidente, principalmente, na construção extremista do professor interpretado por Kevin Sorbo. Apesar disso, não se pode desmerecer a direção sensível de Harold Cronk. Recomendo o filme não pelo seu proselitismo disfarçado, mas sim por abordar o ateísmo como um erro passional — uma espécie de desvio interpretativo com o qual concordo.
Avaliação em nota: 5.7
Deus Não Está Morto é, sem exagero, uma das mais grotescas peças de propaganda já produzidas no cinema contemporâneo. Um panfleto açucarado, cínico e desesperado, travestido de “filme edificante”, cuja sutileza é comparável à de um tanque passando por cima de um jardim de infância. A desonestidade intelectual aqui não é acidental: é a espinha dorsal da narrativa.
No universo paralelo desse filme, todo ateu é uma caricatura digna de vilão de desenho animado dos anos 50: um professor de filosofia autoritário, frio, maligno, que aparentemente só dá aula para humilhar jovens cristãos e impor uma ditadura do pensamento crítico. Enquanto isso, os cristãos são retratados como seres puros, bondosos e iluminados, perseguidos por não crentes histéricos, violentos e cruéis. A mensagem é cristalina e rasteira: intelectuais e cientistas são o mal encarnado, enquanto a fé cega é a única virtude possível.
E não para por aí. O filme transborda xenofobia e ódio explícito a outras religiões. Muçulmanos são retratados como monstros autoritários e violentos, enquanto qualquer pessoa que não professe a fé cristã é tratada como moralmente inferior. A ideia é clara: só há bondade possível dentro de um único credo, e todo o resto do mundo existe para servir de antagonista. É uma pregação travestida de drama adolescente barato.
O ponto mais delirante vem na cena em que um estudante cristão, armado com meia dúzia de frases de efeito dignas de adesivos de para-choque, consegue converter toda a turma de filosofia em cristãos fervorosos assim, de uma vez só, como quem aperta um botão de “salvar almas em massa”. É tão ridículo que beira a paródia involuntária, não fosse a convicção patética com que é filmado.
E aí chega o grand finale: Deus, na lógica distorcida do roteiro, decide presentear um ateu com um atropelamento, só para que ele, agonizando na rua, possa finalmente “aceitar Jesus” antes de morrer. A cena, que deveria ser trágica, é tratada com um tom quase triunfal. Um personagem, sorrindo, solta a pérola: “isso que vimos agora foi muito bom, a dor durou pouco, pensem na felicidade eterna do paraíso.” É de embrulhar o estômago.
Sem sombra de dúvidas, uma das maiores atrocidades já filmadas.
#DeusNãoEstáMorto #GodsNotDead #Cinema
ruim demais até para mim que sou cristã, muitas coisas irreais e exageradas
A proposta do filme atinge um objetivo explícito: a glorificação do cristianismo. Os inimigos do filme são expostos com muita facilidade: ateus, pessoas de outras religiões e a imposição de omitir sua crença pessoal.
ruinzaral