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Data de lançamento
19 Dez. 2024Duração
Um diretor de cinema reúne suas atrizes favoritas, aquelas com quem trabalhou e amou. Ele quer fazer um filme sobre mulheres, mas não revela muito: observa-as, busca inspiração, até que sua imaginação as transporta para outra época, um passado onde o barulho das máquinas de costura preenche um ambiente de trabalho gerido e habitado por mulheres, onde os homens têm papéis menores e marginais, e o cinema pode ser contado sob outra perspectiva: a do figurino. Entre solidão, paixões, ansiedades, ausências dilacerantes e laços inquebráveis, realidade e ficção se misturam, assim como as vidas das atrizes e das personagens, a competição e a irmandade, o visível e o invisível.
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Fenômeno de bilheteria na Europa, o novo trabalho do cineasta turco naturalizado na Itália Ferzan Özpetek, de “O primeiro que disse” (2010) e outros 25 curtas e longas, é uma homenagem ao universo da moda visto por dentro do cinema. Retrata duas histórias distintas, mas que se complementam, divididas entre presente e passado, cuja força feminina é a base desse drama de estética vibrante, que exibe com detalhes os bastidores da transformação de tecidos em figurinos elegantíssimos que serão destinados a celebridades que os usarão nas gravações de um filme. O enredo traz um diretor de cinema, no tempo atual, planejando a execução de um longa-metragem com suas atrizes preferidas, pensando no figurino ideal para a obra; isto os transpõe para 50 anos antes, na década de70, em um ateliê comandado por duas irmãs da família Canova, Alberta (Luisa Ranieri, de “A mão de Deus”) e Gabriella (Jasmine Trinca, de “O quarto do filho”), cujas personalidades são conflitantes. Cada uma tem um modo de pensar e agir. Com elas, trabalham funcionárias que enfrentam dilemas universais: violência doméstica, luto, paixões e maternidade. No ateliê, aquele grupo de mulheres trocam segredos em conversas reservadas (um espaço de sororidade), trabalham arduamente com o tempo contado e se unem em torno de um ideal comum: elaborar os figurinos mais bonitos do cinema. Özpetek costura as historietas com referências cinematográficas aos montes, como uma cena da escadaria que remete à “Crepúsculo dos deuses”. O filme também é especial para o cineasta, uma espécie de memórias do seu primeiro trabalho, nas décadas de 70 e 80, como assistente de direção na Sartoria Tirelli, uma antiga casa italiana de figurinos para o cinema. Além de Luisa e Jasmine, no elenco há outras mulheres carismáticas que trazem vivacidade para a história, como Sara Bosi, Elena Sofia Ricci, Anna Ferzetti (filha do falecido ator italiano Gabriele Ferzetti), Paola Minaccioni e participação do ator Stefano Accorsi. Sucesso estrondoso na Itália, onde liderou bilheterias por quase dois anos (o filme é de 2024), passou em cinemas de mais de 40 países, chegando agora ao Brasil pela Pandora Filmes, depois de ter sido exibido no Festival de Cinema Italiano no Brasil. POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspotcom
Apesar dos meus esforços para chegar às 18h40 ao cinema para as sessões que iriam começar nesse horário (o que já é péssimo, pois perdem-se os trailers e a boa acomodação com calma), perdi os filmes que gostaria de ver, e as próximas sessões dos mesmos já estariam muito tarde para mim! Então perguntei à moça da bilheteria qual filme teria a sessão mais próxima, e ela me respondeu apontando: Diamantes. Confesso que o pôster não tinha me chamado atenção, e pensei comigo: “Putz, esse?”. Mas, como boa cinéfila que sou, encarei o desafio e entrei na sala sem ler a sinopse e com expectativas medianas...
Ao longo do filme, expressei a maioria das emoções e sentimentos possíveis: raiva, ansiedade, coração mole, olhos marejados, risadas... E me peguei pensando, em certo ponto, o quanto aquilo me lembrava as mesmas sensações que tive ao assistir Parente é Serpente, também um filme italiano. Fiquei pensando se o cinema italiano era sempre intenso assim, e fiquei maravilhada com a narrativa, as personagens e todo o enredo, que foi costurado tão bem que você não sente as horas do filme passarem.
Como é uma opinião pessoal, tenho para mim que, quando a gente sai da sala de cinema refletindo sobre o filme e tudo o que ele nos fez sentir e pensar = this is absolute cinema. No entanto,
acho que a presença do diretor, por vezes, tira o impacto da obra em alguns momentos, nos tira do clima, mas podem ser apenas impressões minhas mesmo. No mais, belíssimo filme italiano.
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Eu gostei mais da metade pro final. A primeira hora entrega um drama meio simplório, nada muito especial, talvez seja justamente por ser meio NOVELA que o filme engate depois.
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Também não curti o diretor aparecendo tanto (toda hora), esse sabor de “it’s ALL about me” me deixou meio blé.
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Tirando essa coisas, a fotografia é ótima, e as atrizes melhores ainda! Um 8 tranquilo!
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Cine Mio, muito bom. Poxa, 12 pessoas viram e ninguém comenta?!!!!