Dias Perigosos: Realizando Blade Runner

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Dias Perigosos: Realizando Blade Runner (2007)
Dangerous Days: Making Blade Runner
Média do filme: 4.3 de 5 — baseado em 156 votos
MÉDIAFILMOW
4.3
156 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Charles de Lauzirika
Data de lançamento 3 Dez. 2007 Outras datas
Duração 214 min (3h34)
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

3 Dez. 2007

Duração

214 minutos
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Sinopse

Um documentário sobre a criação e o legado do clássico da ficção científica 'Blade Runner'. Inclui entrevistas e imagens inéditas do filme e das gravações.

Gênero:
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A Bola Preta | Trailer Legendado

A Bola Preta

Comentários 0
amigos querem ver
jdragon66
Marcio Araujo
5 anos atrás

Muito bom e detalhado documentário sobre o filme que mais revi na vida. Tenho a caixinha com os blurays do 30º aniversário que até com uma miniatura do carro de Deckard. E o interessante é que o início do filme como o roteirista original escreveu não foi aproveitado no filme, mas foi feito no blade runner 2049. Nâo sabia disso. Mas concordo com a maioria, sobre o pouco tempo destinado a trilha do Vangelis, que acho uma das melhores da história do cinema. Fiquei até achando que estavam deixando pro final pra fazer aquela homenagem. Mas não teve quase nada. Erro gravíssimo. Tirei uma estrela por isso.

editado
jockerwarrior
Gabriel Danius
½
8 anos atrás

O que acho mais foda desse doc. é que a gente acompanha toda a produção nascendo diante de nossos olhos e depois vemos como ele quase foi um fracasso para depois ressurgir nos vhs.

A primeira vez em que assisti a Blade Runner eu ainda era adolescente. Achei o longa entediante e não entendi muito bem. Depois, já mais velho, vi novamente. Mais maduro, peguei as nuances e fiquei boquiaberto com aquele universo sujo, úmido e vivo. Adorava o longa porém detestava aquele final feliz. Me perguntava: se Los Angeles em 2019 se encontra naquelas condições como diabos Deckard foge para um lugar de natureza abundante!? Ainda bem que Ridley Scott corrigiu essa imposição idiota dos engravatados e ai sim transformou seu filme numa obra-prima, com um final em aberto cujas perguntas ainda vivem no imaginário dos cinéfilos.

Nesse final de semana, no aquecimento para a estréia do Blade Runner 2049, conferi o filme de 1982 em sua edição "Final Cut" e na sequência assisti a esse ótimo documentário sobre os bastidores da produção.

Bastante interessante, longo, e cheio de informações relevantes, Dias Perigosos narra desde a criação do primeiro esboço do roteiro, baseado no romance de Phillip K Dick, até o renascimento da obra como cult já nos anos noventa. Todos os percalços da produção são abordados, escolha de diretor, elenco, forma de abordagem e o melhor de todos: a concepção daquele universo ainda hoje tão fascinante e palpável. Blade Runner é talvez o filme de ficção cientifica mais bem construído nesse sentido, tanto que praticamente deu origem ao cyberpunk, gênero tão presente na cultura pop desde os anos 80. De defeito apenas destaco a falta de um maior aprofundamento no que diz respeito a trilha sonora de Vangelis (uma verdadeira obra-prima).

sem_registro
Jonathan Silva
½
9 anos atrás

MUITA BELEZA E ALGUMA COVARDIA

Faz poucos dias que vi os documentários/making offs excelentes que o diretor Charles de Lauzirika produziu para a quadrilogia Alien, pra que fossem lançados como extras no pack de DVDs de 2003. São todos muito bons, especialmente o "Wreckeage & Rage", relacionado ao "Alien 3", que chegou até a ser mutilado em 30 minutos a menos pela Fox antes de ser distribuído em vídeo, tamanha a importância de ordem política que aquele filme tinha ao mexer num vespeiro antigo de Hollywood: a contenda entre os artistas e o estúdio sobre a montagem final dos filmes no cinema comercial estadunidense.

Os magnatas da Warner viram esses making offs da série "Alien", todos muito bem editados, detalhados e caprichados. Resolveram então chamar Lauzirika para rodar um documentário ainda mais extenso que os da quadrilogia Alien, para contar os bastidores de "Blade Runner". Pra se ter ideia, com o tempo de projeção de "Dangerous Days" dá pra assistir quase duas vezes o próprio filme no qual ele se baseia! Apesar disso, o documentário - que foi lançado como extra do filme em 2007 - não chega a ser cansativo, pelo menos para quem é fã do filme (como eu sou) e é curioso em descobrir cada um dos vários detalhes e curiosidades narrados ali.

Há riqueza de entrevistas, uma edição muito bem feita e uma melhora tecnica da captação das imagens (agora bem mais nítidas) dos entrevistados, na comparação com os documentários da série Alien, além de uma infinidade de fotografias em ótima resolução dos bastidores e takes que acabaram ficando de fora da edição final. Dá pra sentir que Rutger Hauer era mesmo um talento ainda maior do que se supunha na pele de seu Roy Batty, tendo grande responsabilidade na criação da fala, hoje famosa, das 'lágrimas na chuva'. É dito bem de relance, mas me chamou a tenção, que a também holandesa Monique van de Ven (a qual fez dois filmes com Hauer, dirigidos por Paul Verhoeven, nos anos setenta) chegou a ser cogitada, aparentemente, para o papel de Pris (que acabou ficando com Daryl Hannah). O próprio Harrison Ford não era a primeira opção para Deckard. Chegaram a cogitar Dustin Hoffmann e, pasmem, até Al Pacino!

A parte técnica relacionada à direção de arte (inspirada no autores de quadrinhos Enki Bilal Moebius) e fotografia é explorada com imensa profundidade. Ridley Scott (visivelmente orgulhoso, quase arrogante, do resultado de sua obra) e o roteirista também aparecem em várias das entrevistas, além de imagens do próprio Scott dirigindo o filme no começo dos anos oitenta, logo após o lançamento de "Alien", ao passo que Harrison Ford foi sondado para o papel enquanto ainda filmava "Caçadores da Arca Perdida". O hoje falecido Jordan Cronenweth, diretor de fotografia que depois teria que interromper a carreira por mal de Parkinson durante "Alien 3" (conforme narrado no já citado "Wreckeage & Rage"), também é mencionado com (merecido) enaltecimento pelos entrevistados, incluindo seu filho. Parece que ele já tinha a doença degenerativa na época, mas em grau menor.

Feitos todos esses elogios, não posso deixar de registrar aqui certa frustração com três limitações que considero graves no documentário.

A primeira é relacionada à pouca importância que o escritor Philip K. Dick (autor do livro que baseia o filme) e principalmente o compositor musical Vangelis tiveram na duração total do filme. No caso de Dick, chamaram a filha dele pra conversar um pouco e mencionam o que ele achou dos copiões que assistiu, já que morreu antes do filme ser lançado - mas é muito pouco para uma peça tão fundamental na essência de "Blade Runner". Já Vangelis é lembrado por uns 10 minutos (num documentário que tem mais de 3 horas e meia!) principalmente em relatos de Scott sobre sua contribuição, no entanto não é pessoalmente entrevistado e nada é aprofundado acerca de como se inspirou para a partitura que, na minha opinião, é a melhor da história do cinema. Lauzirika arranjou tempo para mostrar o que outros cineastas (principalmente Guillermo Del Toro) e os parentes de Ridley Scott acharam do filme, chegando até a ter a auto-indulgência de entrevistar a si mesmo para o documentário, mas o tempo de projeção para Dick e Vangelis ficou bem curtinho. Mancada imperdoável.

Em segundo lugar, acho que fez falta explorarem mais o conceito 'noir' do filme, tanto no roteiro quanto no aspecto técnico. Lauzirika ficou tão deslumbrado discorrendo umas duas horas quase exclusivamente sobre a cenografia e a fotografia (de fato belíssimas), que acabou falando quase nada do figurino, cujas vestimentas dos personagens 'detetivescos' de Harrison Ford e Edward James Olmos remetem claramente aos film-noir clássicos dos anos 40/50. Além, claro, do próprio teor do filme, principalmente na versão do diretor, ser pessimista e tender ocasionalmente para o cinismo dos grandes centros urbanos.

Mas o defeito mais grave, a meu ver, foi que a edição deu pouco valor e não teve culhão de explorar pra valer a questão da edição do clímax, nas versões do estúdio e do diretor, bem como toda a polêmica envolvendo a possibilidade do protagonista ser ou não replicante conforme essas edições. E logo Lauzirika, que cutucou essa ferida com tanta coragem no caso de "Alien 3"! Aqui sequer ouvimos, por exemplo, de Scott ou Ford se eles acham que o personagem é replicante - e como a versão do estúdio (que acabou sendo a que estreou no cinema em 1982) se acovarda totalmente de fazer essa sugestão presente no final da versão de Scott. Ficou pra mim a impressão que Lauzirika amarelou e não quis mexer nesse vespeiro de novo, talvez por cagaço de ver a distribuidora cortar seu making off como aconteceu antes. Mas o fato é que essa polêmica fez falta sim. Aliás, todo o clima entre os entrevistados no documentário ficou 'pacifiquinho' demais, sem mostrar muita discordância entre as opiniões deles, diferente dos documentários produzidos para os bastidores da série "Alien", que sempre revelavam altas tretas.

De qualquer forma, no saldo final, "Dangerous Days" é muito acima da média. Ainda tiveram a inteligência de chamar para entrevista Paul Sammon, o autor do livro "Future Noir", sobre os bastidores de Blade Runner - livro cuja existência eu já conhecia, mas ainda não li e o documentário só aguçou minha curiosidade. Só que não dá pra negar que, se o elogiadíssimo making off de Charles de Lauzirika expõe a beleza técnica do filme em todo o seu esplendor com riqueza de detalhes, ficou também a impressão de alguma covardia de versar sobre assuntos mais polêmicos.

omnail
YsraeU
10 anos atrás

Como fã incondicional de BR só posso dizer: Te amo, Scott

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½
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3
4
5

Listas com o filme

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Elenco de Dias Perigosos: Realizando Blade Runner

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Charles de Lauzirika 0 3

Charles de Lauzirika

Daryl Hannah 22 391

Daryl Hannah

Dennis Muren 1 0

Dennis Muren

Douglas Trumbull 1 7

Douglas Trumbull

Edward James Olmos 3 70

Edward James Olmos

Frank Darabont 35 606

Frank Darabont

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