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Data de lançamento
28 Maio 1919Duração
Paul Körner é um violinista de sucesso, que se apaixona por um de seus alunos. Flashbacks nos mostram como Körner tornou-se ciente de sua orientação sexual e tentou inicialmente modificá-la para, em seguida, compreendê-la. Um chantagista desprezível, porém, descobre e ameaça expor o violinista como homossexual.
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Minha primeira experiência assistindo a um filme mudo e posso dizer que foi excelente, mesmo com alguns aspectos que não envelheceram tão bem. É um longa com muita coragem, à frente de seu tempo e em muitos momentos extremamente atual.
Apesar de sua ingenuidade como cinema mesmo, como construção de roteiro o discurso é certamente muito superior àqueles que vemos hoje em dia.
Fazer uma crítica dessa obra é difícil sabendo que boa parte dela se perdeu e na versão que sobreviveu vários acontecimentos da história são apenas citada e a maior parte do elenco sequer aparece em cena. Ainda assim o filme preserva a sua importância por ter sido pioneiro em tratar do homossexualismo no cinema. O que o prejudicou um pouco foi o excesso de didatismo no tratamento do seu tema. Em boa parte dele o filme parece não se decidir entre a ficção e o documentário prejudicando um pouco o andamento da sua história.
Quando o filme foi exibido na Alemanha, a homossexualidade era criminalizada. Conrad Veidt faz atuação marcante, transmitindo a força do relacionamento e amor sentido entre Paul e Kurt, que foi vítima de um chantagista.
Assisti em live com dois amigos, no mês apropriado pra eles. Os canalhas tentaram, mas a obra sobreviveu, à sua maneira, da forma que pôde. A denúncia é cristalina, sem floreios. Roteiro surpreendente, espetacular. Que coragem! 1919, é inacreditável!
Fico feliz por ter lido a bio do conrad logo depois de ter assistido O Homem que Ri e tive que ir atrás dessa obra obrigatória e sobrevivente, assim como todos da família LGBT.