Dirigido por
Data de lançamento
21 Set. 1975Duração
Quando o inexperiente criminoso Sonny Wortzik lidera um assalto a um banco em Brooklyn, as coisas rapidamente dão errado e uma situação de refém se desenvolve. Sonny e seu cúmplice, Sal Naturile, tentam desesperadamente permanecer em controle, mas a mídia vai à loucura e o FBI chega, criando uma tensão ainda maior. Gradualmente, os verdadeiros motivos para o roubo são revelados.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Reassistido. 20/09/2026
uma obra-prima que equilibra tensão dramática e crítica social por meio de uma narrativa realista e sufocante.
Um filme de amor? Tóxico, mas amor. Al Pacino esta um sabor, só isso ja vale as 2h de filme.
**Um Dia de Cão** (1975), de Sidney Lumet, disseca a desesperança americana com uma crueza visceral. O assalto ao banco, longe de ser um plano profissional, torna-se um pesadelo burocrático e existencial quando as motivações de Sonny para o crime — nascidas de uma urgência desesperada por provisão em um sistema excludente se chocam com a realidade da sua incompetência. Al Pacino entrega uma atuação febril, personificando um homem acuado por circunstâncias que, ao tentar forçar seu lugar no mundo, acaba se tornando o protagonista involuntário de um evento que a mídia devora vorazmente.
O crime é rapidamente transmutado em um espetáculo circense. A multidão, atraída pela espetacularização da violência, aglomera-se diante do banco transformando a tragédia em entretenimento de massas, enquanto as câmeras alimentam o frenesi de um público sedento pelo bizarro. O carisma de Sonny é o elemento subversivo dessa engrenagem: ao interagir com reféns e autoridades, ele humaniza sua causa e gera uma empatia desconfortável, transformando o assalto em um palco de vaidade e drama público.
O ápice dessa rebelião ocorre quando Sonny, percebendo-se um performer de sua própria queda, solta o grito de "Attica!", canalizando a revolta contra um sistema opressor e convocando a multidão como plateia de seu protesto. O banco torna-se o centro de um picadeiro onde a marginalidade expõe as feridas de uma nação. Lumet não glorifica o crime, mas utiliza o confinamento para denunciar uma sociedade que ignora as necessidades humanas até que elas se transformem em um show de desespero. O filme permanece atemporal ao forçar o espectador a questionar quem são os verdadeiros vilões quando a ruína de um homem é consumida como entretenimento por uma plateia que clama por mais.
Al Pacino nos anos 70 era tudo de bom. Queria ele roubando um banco por mim também!!!