Dirigido por
Duração
Howard Spence (Sam Shepard) já teve dias melhores: antes um protagonista dos westerns, agora ele só consegue papéis secundários e leva uma vida autocentrada, afogado em álcool, drogas e jovens mulheres. Até que um dia sua mãe revela que ele tem um filho (ou filha, não se sabe ao certo) desconhecido. Howard vê nisso uma razão para remontar ao passado e, a partir daí, conviver melhor com o presente. No seu caminho estarão um velho caso de amor, um jovem casal, uma estranha e desconhecida garota e até mesmo um "caçador de recompensas" enviado pelo estúdio de cinema que ele abandonou no meio de uma filmagem.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Co-produção anglo-franco-teuto-estadunidense indicada à Palma de Ouro de melhor filme no Festival de Cinema de Cannes. Uma das 5 colaborações de filmes de cinema do casal Sam Shepard e Jessica Lange. Os outros são Frances (82), Minha Terra, Minha Vida (84), Crimes do coração (86) e A casa de Kate é um caso (88).
O filho de Sam Shepard, Jesse, substituiu seu pai nas sequências de cavalgada rápida. Shepard cavalgava sozinho, mas não lhe era permitido fazer mais do que um trote. A foto da mãe de Sky é uma fotografia da própria mãe de Sarah Polley, a falecida Diane Polley (1936-1990). Diane era uma grande fã de Sam Shepard. Shepard interpreta o pai da personagem de Sarah no filme.
Sensível, engraçado e honesto. Uma seleção de cenas finas e comoventes, embora desiguais quando finalmente unidas. Incerto quanto à confiança em ser um drama ou uma comédia, mas uma mediação interessante sobre o envelhecimento do Oeste, que se expressa com humor inexpressivo, imagens impressionantes, iconografia ocidental e explosões de emoções fortes. É sempre bom rever a veterana Eva Marie Saint (atualmente com 100 anos) em mais um filme após estrelar alguns clássicos do cinema passado.
Achei bem exagerado o papel de Gabriel Mann, que mais parecia um sujeito desequilibrado e temperamental sem muito motivo pra isso.
Sou mais um que percebeu a semelhança entre Estrela Solitária e Paris, Texas, tanto na estética quanto no enredo. O mais curioso é que são mais de vinte anos de diferença de um filme para o outro.
Todavia, ao contrário dos outros comentários desta página, eu preferi Estrela Solitária. Não sei bem o porquê. Talvez porque Paris, Texas foi minha primeira experiência com o diretor e eu não sabia bem o que esperar, então fui pego de surpresa. Já em Estrela Solitária, fui assistir ao filme sabendo mais ou menos o que esperar, então consegui apreciar mais.
25/03/2021
achei legal
Como revi recentemente "Paris, Texas", assisti agora esse "Estrela Solitária" e não tem como não associar um filme ao outro. As histórias têm muito entre si, a do homem de "meia idade" que tem crise de identidade e volta ao passado para tentar se reencontrar. Até nos detalhes técnicos os filmes são parecidos, fotografia, aquela paisagem bucólica nos confins dos Estados Unidos, o estilo da narrativa, enfim, mesmo com um ritmo lento, é prazeroso acompanhar o filme. Só que "Paris, Texas" é muito mais filme, enquanto "Estrela Solitária" foi mais irregular (achei que o final poderia ter sido melhor).
Queria ter gostado mais, fotografia linda, bem produzido, mas cansativo e os personagens masculinos uns porreh...fiquei quase uma hora no aguardo de Jessica Lange entrar em cena rs o que deu um up no filme,,, enfim tão árdua quanto o deserto do filme foi a labuta pra chegar no seu final...