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Data de lançamento
2 Nov. 2017Duração
Nova adaptação do clássico homônimo de autoria de Jorge Amado. Dona Flor (Juliana Paes) é uma professora de culinária de Salvador que se vê dividida entre o amor de dois homens: o malandro Vadinho (Marcelo Faria) e o correto farmacêutico Dr. Teodoro (Leandro Hassum).
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Após assistir o Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), depois da maravilhosa leitura do clássico de Jorge Amado e assistir pela primeira vez a minissérie que foi exibida em 1998, aproveitei para rever a última adaptação de Dona Flor e Seus Dois Maridos que foi lançada em 2017 para deixar minha opinião. Devo confessar que o remake consegue entregar para o espectador uma fiel ao clássico de Jorge Amado, porém deixou a sensação que sobrevive na sombra do filme original.
Não tem como negar, a responsabilidade de entregar uma produção digna ao filme original e principalmente, a qualidade da obra literária é inevitável. Em particular é um remake que consegue pontos positivos em mostrar os costumes e a ambientação de Salvador nos anos 1940 e trazer algumas cenas que não foram apresentadas no filme original. Um bom exemplo disso é o filme contar de modo fiel ao espectador como Flor conheceu Vadinho durante uma festa que ele havia entrado de penetra com um dos seus amigos e os verdadeiros motivos da mãe de Flor odiar o genro ao ponto de ficar feliz no velório de Vadinho.
Entretanto, o remake peca um pouco quando se trata do Dr. Teodoro. Considero a Juliana Paes uma boa sucessora para Sônia Braga como Dona Flor, mas tratando de Vadinho ainda continuo com José Wilker. Não estou dizendo que Marcelo Faria é ruim interpretando Vadinho. Longe disso. Marcelo Faria consegue mostrar com muita tranquilidade que é ótimo e confortável na pele de Vadinho, porém José Wilker tinha sorriso sarcástico e deixou a sensação que Vadinho foi escrito justamente para ele interpretar. Da mesma maneira, eu considero Mauro Mendonça como Dr. Teodoro. Leandro Hassum contém um humor em sua personalidade natural que amenizou a personalidade séria do personagem.
A dignidade do farmacêutico responsável e autentica de Dr. Teodoro ficou um pouco de lado com excesso de risos do Leandro Hassum que deixou escapar em várias cenas, especialmente a cena que Dr. Teodoro oferece um remédio à Flor e ele acaba tomando o remédio no lugar dela. Compreendo que é uma cena engraçada que foi provocada por Vadinho, mas Dr. Teodoro é um homem sério de alma serena e mesmo sorrindo e satisfeito, não deixava de mostrar sua seriedade. Mauro Mendonça conseguia transmitir essa personalidade de forma natural enquanto Leandro Hassum deixou a sensação que Teodoro foi transformado em uma caricatura divertida.
Enfim, a nova versão de Dona Flor e Seus Dois Maridos não deixa de ser positiva. Não tenho duvidas que se trata de uma obra elegante, mesmo entrando em comparação ao filme original que continua sendo relembrável para aquelas pessoas que gostam de filmes clássicos. Quero relembrar que é uma história com cenas de nudez e conteúdo sexual, da mesma forma das versões anteriores. Então aconselho que seja para maiores de 18 anos. Acho que só o tempo irá dizer se, a versão de Dona Flor e Seus Dois Maridos de 2017 passará despercebida ou será tão memorável quanto à versão de 1976 ou pouco lembrada como a série de 1998.
Por mas absurdo que seja goste do filme são poucos filmes brasileiros que são bons esse aqui em exceção ate que é legalzinho altos níveis de sensualismo e é divertido, o problema e que se arrasta demais os filmes brasileiros tem que evoluir com isso e deixar de ser tão enrolado.
Filme bem divertido e com bastante erotismo. O elenco está perfeito em seus papéis.
Critico apenas o público que fica comparando com a primeira versão. Gente, entendam que cada obra deve ser avaliada por si só.
O problema do nosso "ghost baiano" é que existe o filme de 76, onde as comparações são inevitáveis ainda que os Vadinhos sejam quase equivalentes, com pouca superioridade do personagem de Jose Wilker, os outros dois personagens do remake ficam muito, mas muito atras dos interpretes originais, o que acaba por atrapalhar e muito o desenrolar da trama. Nota 5,5.
Não vi a obra original de 1976. Talvez por isso eu tenha gostado tanto desse. Divertido e sexual!