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Island of the Ghouls - Estados Unidos da América
Sinopse
Após um acidente químico, a água ao redor de uma ilha fica contaminadas e as pessoas que comem peixe, principal método de subsistência da região, tornam-se deformadas e violentas com os visitantes que chegam a ilha.
Doomwatch de 1972, lançado no Brasil como A Ilha do Segredo Sinistro, é um filme simples, na maior parte do tempo cansativo, e essa sensação acaba sendo um dos seus maiores problemas. Eles demoram muito a revelar as mutações nas pessoas, e quando isso finalmente aparece, tem pouco tempo de tela, o que frustra qualquer expectativa de algo mais impactante ou perturbador. Mesmo sendo um filme curto, a impressão é a de que o tempo passa muito mais devagar do que deveria, como se a narrativa se arrastasse sem oferecer recompensas à altura da espera.
É um filme sobre uma ilha isolada e sobre a ignorância que paira sobre eles, moradores que vivem praticamente à margem do mundo, doutrinados por padres e completamente avessos a qualquer pensamento científico.
Eles rejeitam a ciência, não creem em nada que venha de fora e veem qualquer interferência externa como uma ameaça direta ao modo de vida que escolheram seguir. Esse conflito entre razão e fanatismo religioso é o principal tema do filme e sustenta toda a sinopse, já que a investigação que leva os personagens até a ilha esbarra o tempo todo nessa barreira ideológica.
A história começa até prendendo, com o mistério envolvendo o comportamento estranho dos habitantes e a suspeita de algo errado acontecendo ali, mas aos poucos vai ficando cansativa. O filme parece girar em círculos, insistindo mais no clima de isolamento e na teimosia dos moradores do que em desenvolver melhor suas consequências. Quando os desdobramentos finalmente apontam para algo mais concreto, já é tarde demais para recuperar o interesse perdido ao longo do caminho.
Eles estão dispostos a morrer com suas ignorâncias, e isso muitas vezes irrita, porque o filme faz questão de mostrar como a recusa à ajuda e ao conhecimento é quase uma escolha consciente. Muitos teriam deixado eles se foderem, já que não aceitam ajuda: apodreçam do jeito em que estão. Essa sensação de impotência diante da estupidez coletiva é intencional, mas também contribui para tornar a experiência pouco atrativa, já que o espectador acompanha tudo com mais irritação do que envolvimento.
No fim, Doomwatch levanta temas interessantes, mas falha em transformá-los em algo realmente envolvente ou memorável.
Nunca tinha ouvido falar sobre a Série de qual o filme é derivado, e até que o filme não é ruim. É aquele passatempo com poucos recursos, mas que não chega a fazer feio. Vale ser conhecido.
Produção inglesa da Tigon de mistério, ficção e suspense dirigida pelo húngaro Peter Sasdy, que realizou apenas 10 filmes em sua carreira (todos de horror), sendo que a maior parte de seus trabalhos foram episódios de seriados. "Doomwatch" é uma agência governamental encarregada de monitorar ameaças ao meio ambiente. Houve outra versão feita para a TV, também inglesa: Doomwatch: Winter angel (99). As filmagens em locações aconteceram em torno de Polkerris, Mevagissey e Polperro na Cornualha, bem como no Heliporto de Londres em Battersea.
Baseado em uma série inglesa de TV da BBC em produção de 3 temporadas - Doomwatch (70-72), que teve 38 episódios -, este longa usou 4 dos frequentadores regulares do programa na TV, mas em grande parte os marginaliza em papéis de destaque, tendo um novo personagem interpretado por Ian Bannen (1928-1999) como protagonista ao lado da professora local de Judy Geeson, que o ajuda em Balfe. Simon Oates (1932-2009) estava trabalhando em outro lugar quando o filme foi discutido e, originalmente, recusou. A produtora Tigon voltou para ele com uma oferta de pagamento maior, e ele concordou em participar. Posteriormente, ele rejeitou o filme, sentindo que havia aceitado mais por consideração financeira do que por mérito artístico.
No geral, aplaudo o filme por sua sutileza em não revelar muito a princípio o mistério que ronda a trama. Esse tipo de abordagem nunca sai de moda enquanto as advertências do filme sobre o meio ambiente e contra a ignorância ainda são tão necessárias quanto quando o filme foi feito, o que também pode ser visto como uma espécie de tragédia, suponho. Não chega a ser tão ruim, mas não é tão memorável como poderia ser.
Doomwatch de 1972, lançado no Brasil como A Ilha do Segredo Sinistro, é um filme simples, na maior parte do tempo cansativo, e essa sensação acaba sendo um dos seus maiores problemas. Eles demoram muito a revelar as mutações nas pessoas, e quando isso finalmente aparece, tem pouco tempo de tela, o que frustra qualquer expectativa de algo mais impactante ou perturbador. Mesmo sendo um filme curto, a impressão é a de que o tempo passa muito mais devagar do que deveria, como se a narrativa se arrastasse sem oferecer recompensas à altura da espera.
É um filme sobre uma ilha isolada e sobre a ignorância que paira sobre eles, moradores que vivem praticamente à margem do mundo, doutrinados por padres e completamente avessos a qualquer pensamento científico.
Eles rejeitam a ciência, não creem em nada que venha de fora e veem qualquer interferência externa como uma ameaça direta ao modo de vida que escolheram seguir. Esse conflito entre razão e fanatismo religioso é o principal tema do filme e sustenta toda a sinopse, já que a investigação que leva os personagens até a ilha esbarra o tempo todo nessa barreira ideológica.
A história começa até prendendo, com o mistério envolvendo o comportamento estranho dos habitantes e a suspeita de algo errado acontecendo ali, mas aos poucos vai ficando cansativa. O filme parece girar em círculos, insistindo mais no clima de isolamento e na teimosia dos moradores do que em desenvolver melhor suas consequências. Quando os desdobramentos finalmente apontam para algo mais concreto, já é tarde demais para recuperar o interesse perdido ao longo do caminho.
Eles estão dispostos a morrer com suas ignorâncias, e isso muitas vezes irrita, porque o filme faz questão de mostrar como a recusa à ajuda e ao conhecimento é quase uma escolha consciente. Muitos teriam deixado eles se foderem, já que não aceitam ajuda: apodreçam do jeito em que estão. Essa sensação de impotência diante da estupidez coletiva é intencional, mas também contribui para tornar a experiência pouco atrativa, já que o espectador acompanha tudo com mais irritação do que envolvimento.
Assistido em 13/12/2025
Metáfora sobre a ignorância em filme que envelheceu mal: A ilha da radiação (1972) https://youtu.be/Apr3hW3mbTo?si=twAUJYFZVUAOvOX2
Um canto cansativo. Esperava mais, até pelo ano em que foi feito.
Nunca tinha ouvido falar sobre a Série de qual o filme é derivado, e até que o filme não é ruim. É aquele passatempo com poucos recursos, mas que não chega a fazer feio. Vale ser conhecido.
Produção inglesa da Tigon de mistério, ficção e suspense dirigida pelo húngaro Peter Sasdy, que realizou apenas 10 filmes em sua carreira (todos de horror), sendo que a maior parte de seus trabalhos foram episódios de seriados. "Doomwatch" é uma agência governamental encarregada de monitorar ameaças ao meio ambiente. Houve outra versão feita para a TV, também inglesa: Doomwatch: Winter angel (99). As filmagens em locações aconteceram em torno de Polkerris, Mevagissey e Polperro na Cornualha, bem como no Heliporto de Londres em Battersea.
Baseado em uma série inglesa de TV da BBC em produção de 3 temporadas - Doomwatch (70-72), que teve 38 episódios -, este longa usou 4 dos frequentadores regulares do programa na TV, mas em grande parte os marginaliza em papéis de destaque, tendo um novo personagem interpretado por Ian Bannen (1928-1999) como protagonista ao lado da professora local de Judy Geeson, que o ajuda em Balfe. Simon Oates (1932-2009) estava trabalhando em outro lugar quando o filme foi discutido e, originalmente, recusou. A produtora Tigon voltou para ele com uma oferta de pagamento maior, e ele concordou em participar. Posteriormente, ele rejeitou o filme, sentindo que havia aceitado mais por consideração financeira do que por mérito artístico.
No geral, aplaudo o filme por sua sutileza em não revelar muito a princípio o mistério que ronda a trama. Esse tipo de abordagem nunca sai de moda enquanto as advertências do filme sobre o meio ambiente e contra a ignorância ainda são tão necessárias quanto quando o filme foi feito, o que também pode ser visto como uma espécie de tragédia, suponho. Não chega a ser tão ruim, mas não é tão memorável como poderia ser.