Doutor Jivago

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Doutor Jivago (1965)
Doctor Zhivago
Média do filme: 4.2 de 5 — baseado em 3592 votos
MÉDIAFILMOW
4.2
3592 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por David Lean
Duração 197 min (3h17)

Dirigido por

Duração

197 minutos
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Sinopse

O filme conta sobre os anos que antecederam, durante e após a Revolução Russa pela ótica de Yuri Zhivago (Omar Sharif), um médico e poeta. Yuri fica órfão ainda criança e vai para Moscou, onde é criado. Já adulto se casa com a aristocrática Tonya (Geraldine Chaplin), mas tem um envolvimento com Lara (Julie Christie), uma enfermeira que se torna a grande paixão da sua vida. Lara antes da revolução tinha sido estuprada por Victor Komarovsky (Rod Steiger), um político sem escrúpulos que já tinha se envolvido com a mãe de Lara, e se casou com Pasha Strelnikoff (Tom Courtenay), que se torna um vingativo revolucionário. A história é narrada em flashback por Yevgraf de Zhivago (Alec Guiness), o meio-irmão de Yuri que procura a sua sobrinha, que seria filha de Jivago com Lara. Enquanto Strelnikoff representa o "mal", Yevgraf representa o "bom" elemento da Revolução Bolchevique.

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Sede de Sangue | Trailer Legendado

Sede de Sangue

Comentários 2
amigos querem ver
gilbertoabreu754
Luan
3 semanas atrás

DOCTOR ZHIVAGO
Direção: David Lean
Ano: 1965
Assistido em: 05/09/2026

Desde março, estou vivendo quase que um caso de hiperfoco na história russa, muito devido ao fato de estar lendo algumas obras icônicas do Ken Follett. E, quando li uma biografia do meu diretor favorito da vida, Christopher Nolasn, descobri que este é um dos longas mais influentes no trabalho dele. Então, decidi que era hora de juntar o útil ao agradável e conhecer esse grande clássico dos anos 60. Mas é aquela história: não é porque é clássico que obrigatoriamente você vai morrer de amores.

Durante a Revolução Russa e a Guerra Civil, o médico e poeta Yuri Zhivago tenta sobreviver às profundas transformações políticas e sociais que devastam a Rússia. Casado com Tonya, ele acaba se envolvendo com Lara, uma enfermeira por quem desenvolve uma paixão intensa, enquanto os conflitos ao seu redor tornam cada vez mais difícil preservar sua família, seus ideais e sua própria vida.

Eu vou começar falando daquilo que não me agradou na obra porque vai ser mais fácil, já que o problema se concentra em apenas dois pontos: primeiro, nos personagens; segundo, no ritmo. Sobre os personagens, a melhor definição que eu consigo achar é que eles são tão carismáticos quanto um muro chapiscado. Honestamente, eu não gostei de ninguém. Nenhum me convenceu, eu não fui encantado por eles. O protagonista é apático, não tem atitude, é simplesmente carregado pelas situações da vida. Honestamente, eu não morro de amores por pessoas que são adúlteras, independentemente do contexto ou da situação, então o Yuri foi alguém que praticamente foi muito maçante de acompanhar. Os demais personagens, esses aí então, pioraram. A mais simpática de todos é a Lara, mas, ainda assim, a questão do adultério me pega demais e não dá para torcer para os dois.

O ponto do ritmo e edição também fica complicado. São 3h20 de duração nada dinâmicos: tudo é arrastado. E olha que ele tem assuntos extremamente relevantes e que, como eu disse, têm minha total atenção, como as revoluções de 1917, a Guerra Civil Russa, todo o contexto geopolítico entre o fim do Império Russo e a ascensão da União Soviética e o estado de caos que se instaurou nos cinco anos entre uma coisa e outra. Ainda assim, é tudo muito devagar. A história se arrasta e, como eu disse lá em cima, os protagonistas não são muito agradáveis. Tudo isso torna a experiência de assistir a Doctor Zhivago bastante enfadonha.

Mas, deixando de lado essa parte, o restante do trabalho é um espetáculo com letras garrafais. A direção é muito boa, os atores em cena são lendários. Por mais que eu ache o Yuri uma água de salchica, é inegável o talento de Omar Sharif, assim como o de Geraldine Chaplin, o da Julie Christie e, é claro, o do lendário Alec Guinness, mesmo ele apareca pouco.

Outro detalhe que faz o queixo cair é a fotografia linda. Ela usa muito bem os cenários, dando uma impressão de grandiosidade à história. A produção, os cenários e os figurinos nos fazem acreditar que estamos mesmo na Rússia do princípio do século XX. A trilha sonora é forte, é marcante, não passa despercebida. Você entende perfeitamente de onde vem o fascínio do Nolan por essa produção, porque, artisticamente falando, é delicioso de observar. É uma pena, infelizmente, que a história não acompanhe.

Para mim, Doctor Zhivago vai ser daqueles filmes de que eu sempre vou me lembrar quando precisar de um exemplo de produção que você consegue reconhecer que é muito caprichada, que foi muito bem feita, mas que, ainda assim, não conseguiu te cativar. Um filme que é justamente reconhecido como um dos maiores de todos os tempos e que tem todos os elementos para isso. Então, não é daqueles que vai me fazer perguntar: “O que diabos os críticos viram nisso?”. Não, muito pelo contrário. É daqueles que eu tenho a mais absoluta certeza de que, ao longo dos anos, vou querer rever. Quem sabe, em outro dia, em outro momento, com outra cabeça, ele consiga se comunicar comigo de uma forma diferente da que foi no dia de hoje.

_pedromachado_
Pedro Machado
3 meses atrás

Este épico dirigido pelo renomado David Lean é até hoje um dos filmes de maior bilheteria da história e foi indicado a dez estatuetas do Oscar (incluindo Melhor Filme) e ganhou cinco: Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Trilha Sonora Original, Melhor Fotografia, Melhor Direção de Arte e Melhor Figurino.

A trama central usa como pano de fundo eventos históricos da Revolução Russa e da Primeira Guerra Mundial. E realmente impressiona o cuidado que o diretor teve na reconstrução de época mostrando com muito realismo Moscou e as paisagens russas do início do século passado.

O filme foi baseado no romance de 1957 de Boris Pasternak. E talvez neste livro seja diferente, mas no filme a construção do romance entre Yuri Jivago e a Lara Antipova não convence, parecendo superficial e desconexa, além da falta de carisma dos atores. E como este romance serve de base para o resto do filme o resultado fica comprometido por não passar a credibilidade e emoção necessárias.

Além disto o contexto histórico da Revolução Russa também é muito simplificado e até banalizado no filme, o que prejudica demais a crítica social que a trama deveria passar. Se o espectador não souber os fatos históricos envolvendo a Revolução de 1917 o filme perderá todo o impacto.

Mas apesar das muitas deficiências de roteiro, na parte técnica a qualidade do filme é indiscutível. Fotografia, figurinos e trilha sonora (tema de Lara) funcionam muito bem e foram responsáveis por tornar o filme este clássico cult que atravessa gerações e continua impressionando pela grandiosidade épica da produção.

Mesmo estando longe de ser essa obra prima que muitos dizem ainda é um filme que tem seu valor e vale a pena conhecer (pra quem tiver paciência de encarar as quase 3 horas e meia de duração)...

Curiosidades: Devido ao fato de o livro ser banido na União Soviética por suas críticas ao regime, o filme não pôde ser rodado na Rússia. David Lean reconstruiu um set gigantesco de Moscou nos arredores de Madri, na Espanha. Os invernos espanhóis foram tão quentes que a produção teve que usar pó de mármore, sal e plástico para simular a neve.

Depois de "E o Vento Levou"(1939), este é o segundo filme mais lucrativo da história da MGM.

medrash
medrash
3 meses atrás

Novelão da revolução russa. Pelo olhar de uma pequena aristocracia que todo americano era, achava que era ou queria ser em 1965.

batistelana
Ana
½
4 meses atrás

O romance ficou em segundo plano para mim diante da força do contexto histórico. O que mais me marcou foi a resiliência do povo russo em meio à guerra, à fome e às injustiças. Em vários momentos, eu só conseguia pensar no cansaço das pessoas e na dificuldade de sobreviver naquele período tão brutal.
Como já li sobre essa fase da história russa, o filme me afetou ainda mais emocionalmente. Ver a miséria e o sofrimento coletivo foi doloroso, porque cada personagem parecia carregar uma luta diferente. Mais do que uma história de amor, achei o filme um retrato profundamente humano de sobrevivência e perda.
além de tudo isso, a beleza visual do filme é impressionante , a fotografia, os cenários e a grandiosidade da produção fazem dele algo surpreendente para 1965.
Não sei como demorei tanto para assistir.

batistelana
Ana
½
4 meses atrás

O romance ficou em segundo plano para mim diante da força do contexto histórico. O que mais me marcou foi a resiliência do povo russo em meio à guerra, à fome e às injustiças. Em vários momentos, eu só conseguia pensar no cansaço das pessoas e na dificuldade de sobreviver naquele período tão brutal.
Como já li sobre essa fase da história russa, o filme me afetou ainda mais emocionalmente. Ver a miséria e o sofrimento coletivo foi doloroso, porque cada personagem parecia carregar uma luta diferente. Mais do que uma história de amor, achei o filme um retrato profundamente humano de sobrevivência e perda.
além de tudo isso, a beleza visual do filme é impressionante , a fotografia, os cenários e a grandiosidade da produção fazem dele algo surpreendente para 1965.
Não sei como demorei tanto para assistir.

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Elenco de Doutor Jivago

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Geraldine Chaplin 8 209

Geraldine Chaplin

(Tonya)
Julie Christie 9 149

Julie Christie

(Lara)
Omar Sharif 27 234

Omar Sharif

(Dr. Yuri Zhivago)
Rod Steiger 7 48

Rod Steiger

(Komarovsky)
Adrienne Corri 0 5

Adrienne Corri

(Amelia)
Aldo Sambrell 2 7

Aldo Sambrell

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