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Data de lançamento
19 Out. 2025Duração
Cleo, astrônoma de 43 anos e grávida, é surpreendida pela visita de sua meia-irmã Nalu, de 27 anos, de origem indígena, que revela um segredo perturbador, despertando memórias fragmentadas em Cleo. Com uma estranha conexão com uma onça, Nalu quer e irá desestabilizá-la. Semanas depois, Cleo descobre atividades suspeitas no computador do marido, Tony. Com habilidades tecnológicas adquiridas ao ajudar seu antigo chefe a espionar celulares de funcionários em uma fazenda, Nalu ajuda Cleo a investigar Tony, que esconde um passatempo sombrio, enquanto mergulham nas entranhas da Deep Web.
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- gosto da atuação e da direção da djin, aqui e definitivamente indo para um estilo bem diferente de cinema dos pais
- o tema tratado também é bem importante e tem momentos muito bons, com vários gatilhos bem pesados
- mas invoca muitos elementos que acabam sendo desnecessários e que incham muito o filme, poderia ser mais focado
Filha do casal de cineastas Helena Ignez (também atriz) e Rogério Sganzerla (mente por trás do Cinema Marginal), Djin Sganzerla construiu sua carreira entre atuação, direção, produção cinematográfica e roteiro, além de ter sido apresentadora do Canal Brasil por muito tempo. Fez mais de 20 filmes como atriz e dirigiu dois longas, “Mulher oceano” (2020) e “Eclipse” (2025), esta uma obra densa, complexa, que mistura diversos gêneros e é tão boa e original quanto o primeiro trabalho atrás das câmeras – e em ambos ela interpreta a protagonista. “Eclipse” estreou nos cinemas brasileiros na semana passada, e é um filme de narrativa ousada, que desafia convenções. Estrutura-se como um mosaico de imagens que se entrelaçam em torno de uma mulher em constante deslocamento e desintegração. Essa personagem é a astrônoma Cleo (Djin Sganzerla), que está grávida, e no turbilhão das emoções causadas pelo desafio de ser mãe, é surpreendida com a chegada de Nalu (Lian Gaia), sua meia-irmã bem mais nova, de origem indígena. Distantes, Cleo e Nalu iniciam uma fase de reconexão familiar, tomadas por memórias perturbadoras que as levam para uma jornada humana até então desconhecida. No meio disso tudo, Cleo suspeita que o marido, Tony (Sergio Guizé), esteja envolvido com hackers e crimes digitais. Com mistura de sonhos e realidade, o filme independente (produzido pela Mercúrio Produções, com codistribuição da Pandora Filmes) traz para a tela questões importantes da atualidade por meio de uma obra que vai além do drama familiar: fala-se do patriarcado, das falsas aparências no casamento, da violência doméstica e o uso da deep web para aliciamento de crianças. Há subtramas para cada um desses assuntos que se conectam com sobriedade (apesar de serem distantes). O eclipse do título é uma metáfora sobre as inúmeras dualidades do filme: da ciência e ancestralidade (envolvendo as crenças das duas irmãs), e do silenciamento da mulher contra o protagonismo que elas assumem quando passam ao controle de suas vidas. Exibido na 49ª Mostra de Cinema Internacional de São Paulo, o filme conta com ótima atuação de Djin e participação no elenco de Sérgio Guizé, Selma Egrei, Helena Ignez, Luís Melo, Clarisse Abujamra, Gilda Nomacce, Pedro Goifman e Julia Katharine. POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspotcom
"Tem que botar pra fora essa raiva que eu vejo dentro dos teus olhos. "
Eclipse (Brasil, 2025)
Direção: Djin Sganzerla.
Com: Djin Sganzerla, Sergio Guizé, Lian Gaia, Selma Egrei, Helena Ignez, Luís Melo, Clarisse Abujamra, Gilda Nomacce, Pedro Goifman.
Acaba de entrar em cartaz um filme magnífico da diretora, roteirista e atriz Djin Sganzerla.
O longa acompanha Cleo, uma astrônoma que está grávida e é surpreendida pela visita de sua meia-irmã Nalu, de origem indígena, que revela um segredo perturbador, despertando memórias fragmentadas em Cleo.
Semanas depois, Cleo descobre atividades suspeitas no computador do marido, Tony. Com habilidades tecnológicas adquiridas ao ajudar seu antigo chefe a espionar celulares de funcionários em uma fazenda, Nalu ajuda Cleo a investigar Tony, que esconde um passatempo sombrio, enquanto mergulham nas entranhas da Deep Web.
Um thriller sufocante que discute temas importantes e urgentes. Cinema nacional imperdível!!!
Nos cinemas!!
Incrível como a Djin está fisicamente parecida com a mãe, aqui. Mas, diferentemente dela, enquanto diretora, parece querer trilhar um caminho mais convencional, no que tange ao flerte narrativo com gêneros como o melodrama ou o suspense. A trilha musical de Gregory Slivar simplesmente não deixa o filme respirar, sendo executada quase ininterruptamente e eliminando qualquer ambigüidade nos comportamentos dos personagens, o que só piora pela maneira caricatural com que é concebido e interpretado o personagem de Sérgio Guizé. A própria diretora está bem coo protagonista, mas o roteiro abusa das pistas falsas, das metáforas que não se sustentam, de um feminismo hipercodificado, que desemboca na oportuna execução de uma canção da Elza Soares, mas de maneira tão óbvia quanto anticlimática, naquele desfecho precipitado e pouco convincente. Ainda assim, o filme e exitoso em instaurar a nossa curiosidade acerca do que está acontecendo e em estimular as espectadoras a desconfiarem de relaciona mentos pretensamente perfeitos. A acumulação de maus comportamentos masculinos é sufocante (até mesmo o Pedro Goifman surge como vilão!) e gostei de ver a mestra Selma Egrei em cena, ainda que a sua personagem seja mal desenvolvida. Algo na participação de Lian Gaia não funciona bem, o que só piora pelo modo como ela some, no desfecho. Desgostei do filme, em termos gerais, e lamento que a diretora tenha desistido de seguir um caminho autoral, como o restante da família conceituadíssima, mas o filme é contundente, mesmo que por vias exageradas, naquilo que ele denuncia. Serve, minimamente! (WPC>)
49° Mostra Internacional de Cinema São Paulo Int'l Film Festival
#4 Eclipse
É, sem dúvidas alguma, um filme de extrema importância. É sobre sair do cativeiro em que te foi imposto, é sobre a força e o poder feminino, é sobre ser uma onça quando necessário. Eclipse demora um pouco pra encontrar seu ritmo, mas é tão sincero e profundo que eleva sua importância em meio a tantos filmes que tentam falar sobre o mesmo tema.
De fato, muito difícil não se influenciar pela presença do Pedro Goifman e da Helena Ignez na sessão, tirar foto com eles foi o ponto alto do meu dia.