Os habitantes de um bairro miserável que está prestes a ser demolido se revoltam contra a situação. O proprietário dos terrenos locais envia um homem de sua confiança, Pedro, para acabar com o problema. Pedro, acidentalmente mata um dos moradores e acaba por se refugiar, ironicamente, na casa da filha da vítima. Conversando ele descobre que o grande vilão da história é seu próprio chefe e resolve que vai matá-lo. Pedro, El Bruto, está apaixonado pela moça pobre, do lugar onde se escondera, e agora nada poderá detê-lo. Mais uma bela obra-prima de mestre do surrealismo, Buñuel.
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Pouco se salva deste conto bem novelesco e maniqueísta sobre um homem brutal atendendo às necessidades de seu patrão, exceto por uma fotografia digna de nota. Certamente está longe do Bunuel contestador ainda que possua uma crítica social, bem rasa diga-se de passagem.
Buñuel é Buñuel
Buñuel conduz um melodrama social enxuto e com atuações eficientes: Pedro Armendariz faz um capanga que, apesar de inicialmente repulsivo, consegue mostrar alguma humanidade; já Katy Jurado faz uma verdadeira Lady MacBeth, influenciando o marido e o amante e arrastando-os para a destruição. Mesmo assim ela também mostra um lado até sensível na forma como cuida do sogro.
Mais um olhar instigante de Buñuel sobre uma parcela da sociedade mexicana. É ainda mais interessante porque o recorte feito aqui parece muito com a realidade brasileira, em que o coronelismo e o mandonismo ainda existem em muitas cidades pequenas. Claro que aqui ainda há o mérito de humanizar o capanga, “O Bruto”, tornando a trama mais complexa e fugindo da representação caricata que se insinua em um primeiro momento.
Ótimo Melodrama com comentário social do mestre Buñuel estrelado pelos "Hollywoodianos" Armendáriz e Kate. O velhinho pai do vilão locatário roubou a cena!