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Cris, 12 anos, e Peu, seu irmão mais velho, são deixados na beira da estrada por seus pais. Em pouco tempo percebem que o castigo vem a se tornar um desafio ainda maior. “Eles Voltam” acompanha Cris em sua jornada de retorno ao lar. Um caminho feito de encontros, em que realidades distintas serão seus guias. Uma fábula de tons realistas sobre as vivências que farão Cris se revisitar.
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É um drama que não foge muito da realidade.Desenvolve com vagareza a vida particular dos protagonistas,mas consegue deixar tudo bem explicado.
>Assistido em 25 de Abril de 2025
- karma instantâneo para os pais que deixaram as crianças na estrada
- o lado bom é que mostra que o que aconteceu com a menina fez ela ter uma visão de mundo diferente
- aprendeu a olhar pelo ponto de vista dos outros e que o mundo não é todo igual ao condominio de classe média/alta em que vive
“Eles voltam” se inicia com um plano geral impactante: ao longe, filmada de cima, vemos uma estrada, um carro surge, para e duas pessoas são expulsas dele. Em seguida o carro parte. Após alguns segundos, com a câmera mais próxima, somos apresentados a dois adolescentes, Cris (Maria Luiza Tavares) e Peu (Georgio Kokkosi), que acabaram de serem postos para fora do carro de seus pais por estarem brigando, saberemos mais adiante. O irmão a deixa na estrada alegando que sairá em busca dos pais. Enquanto espera a volta do irmão, compartilhamos a mesma agonia da personagem, causada pela solidão e privação, por isso o ritmo lento e a banda sonora um tanto opressora.
O sentimento de impotência e fragilidade da personagem é exposto pelo diretor Marcelo Lordello de maneira cirúrgica e sem pressa. Somos apresentados sem rodeios ao incômodo que a personagem sente.
A partir do momento em que se cansa da espera pela volta do irmão, Cris decide tentar voltar para casa, empreendendo uma jornada por ambientes, pessoas e situações estranhos a ela. Ao conhecer Elayne, filha de uns sem-terra, e Fátima e Cris, que foi criada em uma redoma de segurança, vai tomando contato com um mundo que desconhecia. No entanto o sentimento de identificação ocorre no contato com Pri.
As pequenas transformações da personagem são expostas de maneira extremamente sutil, seja em um olhar, um gesto, no relacionamento com as colegas de escola ou em uma resposta a uma fala do avô.
“Eles Voltam” é forte em sua sobriedade. Um filme feito de olhares, gestos e silêncios eloquentes.
Maria Luiza Tavares com uma atuação impecável!!
Mais um exemplo de Cinema Nacional de qualidade.
O tema é bacana, e as atuações das garotas Maria Luiza Tavares e Elayne de Moura são boas. Mas o filme tem partes tão monótonas e desinteressantes que dificultam um envolvimento maior com a história.