Uma companhia de jovens soldados britânicos encontra um inesperado e aterrorizante inimigo. Se encontram sob todas as possibilidades de uma mina. Uma mina que pode custar uma perna - ou suas vidas.
KAJAKI Direção: Paul Katis Ano: 2014 Assistido em: 18/01/2025
Mesmo gostando bastante de filmes de guerra, não sou muito fã daqueles que retratam a guerra do Afeganistão. Para mim, esses conflitos modernos não têm o componente humano como elemento principal. Tudo é muito focado em máquinas e tecnologias, o que tira muito do meu interesse pelas histórias desses conflitos. Mas, quando surge um filme que chama a minha atenção, eu assisto. Foi por isso que decidi dar uma oportunidade a Kajaki – e não foi nada do que eu esperava.
Um grupo de soldados britânicos em missão no Afeganistão, se vê preso em um campo minado. Lutando contra o calor, a sede e o tempo, eles enfrentam uma batalha desesperada pela sobrevivência enquanto tentam resgatar seus companheiros feridos.
O grande trunfo da obra é também um de seus maiores problemas. Kajaki não é o típico filme de guerra a que estamos acostumados. Não há um herói que salva todo mundo no último minuto, com um close épico com o pôr do sol ao fundo, como fazem os americanos. Pelo contrário, esse aqui é praticamente um semi-documentário, mostrando de forma brutal e selvagem o quão horrível a guerra pode ser, expondo a realidade crua de qualquer conflito. Esses pobres soldados britânicos, em meio ao confronto, descobrem que a suposta superioridade de seu país não significava absolutamente nada no campo de batalha. É nesse aspecto que a trama se sobressai, apresentando a carnificina da guerra de maneira clara e explícita.
Por outro lado, o filme perde muito ao não explorar o fator humano. Eu, particularmente, não consegui decorar o nome de nenhum personagem, porque o roteiro não se esforça em nos apresentá-los de forma satisfatória. Eles estão em tela apenas para serem vítimas da guerra. Nós testemunhamos uma carnificina, mas como não criamos vínculos com as personagens, não sentimos suas desgraças, esses personagens só existem para serem destroçados e terem seus corpos desmembrados. Mesmo sabendo que são inspirados em pessoas reais, essa falta de desenvolvimento humano me desconectou da história.
Talvez, se o filme tivesse mais interesse em desenvolver os personagens, teríamos sentido mais impacto quando cada um deles pisava em uma mina e era mutilado ou morto. Mas isso não aconteceu comigo. O foco do roteiro e da direção parece estar mais em mostrar a carnificina pela carnificina, sem se preocupar em revelar as histórias ou as famílias que esses soldados deixaram para trás. Isso me impediu de criar uma conexão maior com eles, tornando o filme apenas uma exibição de violência, com a mesma banalização de sempre, só que de forma mais gráfica.
KAJAKI
Direção: Paul Katis
Ano: 2014
Assistido em: 18/01/2025
Mesmo gostando bastante de filmes de guerra, não sou muito fã daqueles que retratam a guerra do Afeganistão. Para mim, esses conflitos modernos não têm o componente humano como elemento principal. Tudo é muito focado em máquinas e tecnologias, o que tira muito do meu interesse pelas histórias desses conflitos. Mas, quando surge um filme que chama a minha atenção, eu assisto. Foi por isso que decidi dar uma oportunidade a Kajaki – e não foi nada do que eu esperava.
Um grupo de soldados britânicos em missão no Afeganistão, se vê preso em um campo minado. Lutando contra o calor, a sede e o tempo, eles enfrentam uma batalha desesperada pela sobrevivência enquanto tentam resgatar seus companheiros feridos.
O grande trunfo da obra é também um de seus maiores problemas. Kajaki não é o típico filme de guerra a que estamos acostumados. Não há um herói que salva todo mundo no último minuto, com um close épico com o pôr do sol ao fundo, como fazem os americanos. Pelo contrário, esse aqui é praticamente um semi-documentário, mostrando de forma brutal e selvagem o quão horrível a guerra pode ser, expondo a realidade crua de qualquer conflito. Esses pobres soldados britânicos, em meio ao confronto, descobrem que a suposta superioridade de seu país não significava absolutamente nada no campo de batalha. É nesse aspecto que a trama se sobressai, apresentando a carnificina da guerra de maneira clara e explícita.
Por outro lado, o filme perde muito ao não explorar o fator humano. Eu, particularmente, não consegui decorar o nome de nenhum personagem, porque o roteiro não se esforça em nos apresentá-los de forma satisfatória. Eles estão em tela apenas para serem vítimas da guerra. Nós testemunhamos uma carnificina, mas como não criamos vínculos com as personagens, não sentimos suas desgraças, esses personagens só existem para serem destroçados e terem seus corpos desmembrados. Mesmo sabendo que são inspirados em pessoas reais, essa falta de desenvolvimento humano me desconectou da história.
Talvez, se o filme tivesse mais interesse em desenvolver os personagens, teríamos sentido mais impacto quando cada um deles pisava em uma mina e era mutilado ou morto. Mas isso não aconteceu comigo. O foco do roteiro e da direção parece estar mais em mostrar a carnificina pela carnificina, sem se preocupar em revelar as histórias ou as famílias que esses soldados deixaram para trás. Isso me impediu de criar uma conexão maior com eles, tornando o filme apenas uma exibição de violência, com a mesma banalização de sempre, só que de forma mais gráfica.
O grande trunfo do filme são as cenas quase reais dos ferimentos dos soldados, chocante.
A todo momento eu achava que ia dar merda.
Muito cruel e muito cansativo, não indico pra ninguém.
Excelente, principalmente por se tratar de um caso real. Excelentes atuações!