Em Guerra

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Em Guerra (2018)
Média do filme: 3.7 de 5 — baseado em 87 votos
MÉDIAFILMOW
3.7
87 Avaliações
Minha avaliação:
Salvando
Dirigido por Stéphane Brizé
Data de lançamento 16 Maio 2018 Outras datas
País de origem França 🇫🇷
Duração 103 min (1h43)
Classificação indicativa de Em Guerra: 16 - Não recomendado para menores de 16 anos
Status Streaming

Dirigido por

Data de lançamento

16 Maio 2018

Duração

103 minutos Classificação indicativa de Em Guerra: 16 - Não recomendado para menores de 16 anos
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Sinopse

A administração da fábrica Perrin Industrie decide pelo fechamento total da empresa. Tendo o acordo feito dois anos antes desprezado e as promessas não respeitadas, os 1100 funcionários, liderados por seu porta-voz Laurent Amedeo (Vincent Lindon), recusam esta decisão brutal e vão fazer de tudo para salvar seus empregos.

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Comentários 0
amigos querem ver
lipisidro
Isidro
3 anos atrás

Prende a atenção pela temática e pelo desempenho de Vincent Lindon, mas no geral é um filme chato, muito chato.

joaodiegoleie0b6fc34416849b4
João Diego
3 anos atrás

A DÍVIDA DAS LOJAS AMERICANAS E O FILME EN GUERRE
Lembrei do filme do En Guerre (2018), quando ouvi hoje pela manhã a notícia do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, estar reunido com sindicalistas e trabalhadores das lojas Americanas. A situação do filme é diferente da empresa brasileira, mas é semelhante em dois pontos: as ameaças aos empregos e a impunidade dos patrões. No filme, o cineasta Stéphane Brizé, retrata a luta de um sindicalista para impedir a demissão dos funcionários e o fechamento da fábrica Perrin. Interpretado por Vincent Lindon, o sindicalista Laurent Amedeo, não aceita a ruptura dos acordos e das promessas feitas pelos acionistas da empresa. Para ele, não está em jogo apenas a quebra de contrato, mas o fim da vida de muitas pessoas…

Brrizé vai narrar o filme do ponto de vista dos trabalhadores, mas principalmente do sindicalista, Laurent. Ele, diferente dos demais, entendeu o significado das demissões e do fechamento da fábrica. Ao narrar o filme desta perspectiva, toda a forma narrativa coloca o olhar dos espectadores junto aos operários da fábrica. Enxergamos o filme em meio a multidão da assembleia, entre os grevistas no piquete e os trabalhadores na reunião sindical. Em alguns momentos, se utiliza a imagem semelhante às de jornal ou como documentário para acrescentar realismo à cena. Tudo ajuda a elevar a tensão.

O fato de adotar uma posição ao lado dos trabalhadores não significa mostrar o caminho a seguir, mesmo assim, o filme aponta contradições importantes. Brizé, nos faz questionar o significado de justiça e da legalidade ao mostrar as justificativas dos empresários.

Para eles, não importa o definhamento econômico da cidade, após a empresa fechar, nem o fato de muitos trabalhadores não conseguirem mais empregos por estarem velhos. A lei permite, a justiça também, ou seja, em uma democracia capitalista, eles podem fechar a empresa e irem para o leste o europeu. Pode ser cruel, mas não é um crime. Eles podem diminuir a produção para elevar o preço dos produtos, dos quais detém o monopólio. Tudo isso é legal e justo dentro do sistema.

O esforço do sindicalista, que diga-se de passagem, não é nem comunista, nem marxista é exigir o cumprimento do acordo. É garantir os direitos ou achar uma nova saída, qual nenhum acionista deseja. Aqui, cabe mais uma semelhança, Marinho disse hoje pela manhã estar disposto a ouvir. É a única coisa que o governo pode fazer se atua dentro do sistema capitalista. Por mais injusta a situação, ele não vai intervir, pois a propriedade privada é sempre sagrada para o capitalismo e seus defensores, os empregos e as vidas não.

Eles não se importam, como nas Americanas.

Hoje a dívida está em 43 bilhões. Tinha lido 20, agora são 40, daqui uns dias o número aumenta. Esse débito foi adquirido de uma forma legal, por meio de uma operação chamada “risco sacado”. De acordo com o portal de Notícias DW, a operação é simples, você utiliza empréstimos bancários para o pagamento de fornecedores. De acordo com as instituições financeiras, esse serviço é vendido justamente por não ser identificado como dívida. Ou seja, na contabilidade está tudo bem.

Os acionistas perderam bilhões, mas isso não os impedirá de seguir com suas vidas. Lehman vai continuar defendendo a privatização da educação pública com seu instituto. Não sei se as universidades estrangeiras vão solicitar, mas provavelmente ele seguirá com as palestras. Julgo isso, pensando em como a hipocrisia não é um sentimento apenas nacional.

Agora, difícil vai ficar a situação dos empregados das 3.600 lojas físicas e os cerca de 40 mil funcionários, além dos 16 mil credores.

A julgar por aquilo que o cinema nos ensina, não espero compaixão, nem empatia, apenas capitalistas sendo capitalistas. Como no Filme En Guerre, não parece que a situação das Americanas vai terminar bem…

Podem como no filme, parcelar e pagar as indenizações ao demitir os trabalhadores, mas e os empregos?

É interessante sobre como isso é visto, na imprensa, não parece alarmista, nem radical, milhares perderem seus empregos e terem suas vidas imersas em dificuldades ou destruídas, mas é radical propor a expropriação da empresa e manutenção dos empregos. Qual a prioridade dos governos, garantir o direito de alguns empresários ou garantir o emprego de milhares…

A situação pode mudar, o mercado pode arrumar uma maneira de salvar a empresa, mas ainda assim, milhares de pessoas já sofreram pelo caminho, sem que nenhuma nota no jornal, nem ninguém se preocupasse com elas.

gabrielneves96780
Gabriel Neves
½
4 anos atrás

o ar de documentário, com a câmera em movimento, é muito bom... e o final é tão bom

Comentário contando partes do filme. Mostrar.

porque em nenhum momento parece que é isso que vai acontecer

caio_mendes_
Caio_
½
4 anos atrás

Em Guerra (En Guerre) - França - 2019 - visto no dia 14.08.20
Filme fantástico, muito bom mesmo. Quando tem (Vincent Lindon), um ator excelente que descobri que tem uma importância enorme para o cinema francês, o filme se eleva para outro patamar, tornando tudo mais natural, dramático, história com mais veracidade na forma como é contada. O ator carrega bem o filme, traz firmeza, força para um filme com atores em suma maioria desconhecidos e tendo ele como protagonista, cabeça de chave e peça fundamental na obra. Ele brilha muito aqui. A história em si é de um assunto cotidiano, comum para maioria das pessoas mas de extrema importância: condições trabalhistas e o relacionamento entre funcionário e empresa e cita todos os trâmites envolvendo essa relação profissional. O drama bem construído, mostra o atrito de pessoas comuns que

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foram ludibriadas por uma indústria mentirosa que foram lesados

. Nesse contexto os funcionários vão atrás dos seus direitos e aí mostra o drama pessoal, profissional, angústia, sofrimento da luta, desespero, desrespeito das grandes corporações, das pessoas de alta hierarquia profissional perante ao funcionário de nível empregatício abaixo como operacional ou técnico. Mostrou muito bem a luta diária do protagonista, até sutilmente citou a sua vida pessoal que sinceramente tendo ou não no filme, nem faria diferença nenhuma, como não agregou nada mesmo. Os coadjuvantes ou figurantes com menor participação foram citados com mesmos problemas do protagonista, mostra a discordância e desentendimento entre as pessoas perante a situação onde foi algo bem vindo tbm. A parte da produção foi boa, fotografia bem realista e simples captando bem cada momento íntimo e importante da história, câmera subjetiva é sensacional, toda essa filmagem muito bem vinda. O elenco inteiro para mim brilhou, um ou outro personagem merecia mais tempo em tela pela sua participação significativa e pequena. O filme é um soco no estômago onde mostra as consequências de todo esse universo difícil, sacrificante, um símbolo de resistência. Obra atemporal, de qualidade e necessária.
Nota: 9,0

gabrieldealm
Gabriel de Almeida
½
6 anos atrás

Que filme incrível!
Mas o que achei mais incrível é esse casamento perfeito do diretor Stéphane Brizé com o protagonista Vincent Lindon. Os dos juntos brilham demais! Uma dupla que dá mais certo que Romário e Bebeto. Absurda atuação e direção!
Um filme forte, potente, que prende até o final e

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que desfecho....

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