Após um acidente que rasga violentamente sua pele, uma mulher adquire uma crescente obsessão com seu próprio corpo, retratada sem nenhuma sutileza na película. Carne e sangue são explorados com calma no filme, em cenas longas e perturbadoras que formam uma apaixonada antítese da violência tradicional.
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Não posso julgar ela, tankar reuniões de trabalho só se mutilando mesmo
Assistir esse filme é uma baita experiência desconfortável. Marina de Van (que aqui brilha como diretora e protagonista) foge do terror convencional para focar em uma obsessão perturbadora e autodestrutiva. A cena do jantar de negócios é um dos momentos mais angustiantes que já vi. O contraste entre a etiqueta social e a barbárie debaixo da mesa é de revirar o estômago. Embora o final seja um pouco anticlimático e perca o fôlego, a atuação e a atmosfera de isolamento são impecáveis.
Depois desse filme, fui correndo tomar um banho
Achei interessante como o filme emula o enfado advindo das reuniões empresariais, a fim de que, também espectatorialmente, a contemplação das feridas da protagonista chega a ser um consolo, respiros em meio à chatice prolongada. É interessante como a diretora, que corajosamente se entrega ao papel principal, estende a duração das seqüências por muito tempo, mas, mesmo assim, ao menos neste primeiro contato, o filme não me fisgou, não funcionou comigo, por mais que eu tenha identificado-me empregaticiamente com o que é apresentado. Achei muito assertivo o uso da câmera subjetiva na seqüência do supermercado, mas senti que a adesão à tela dividida foi desperdiçada. seja como for, é um filme que nos conduz à reflexão. Pressinto que, numa revisão descomprimissada, ele funcione melhor! (WPC>)
Muito bonito, conseguiram fazer um filme de "body horror" com sensibilidade acerca de um tema que envolve saúde mental profunda de maneira delicada, ao mesmo tempo cru e intenso. Achei de muita sensibilidade do filme diversos aspectos como
por exemplo as cenas que o diretor e a câmera conseguem desenvolver uma crise de dissociação e angústia que se desdobra em uma necessidade de se cortar