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François e os demais amigos professores se preparam para enfrentar mais um novo ano letivo. Tudo seria normal se a escola não estive em um bairro cheio de conflitos. Os mestres têm boas intenções e desejo para oferecer uma boa educação aos seus alunos, mas por causa das diferenças culturais - microcosmo da França contemporânea - esses jovens podem acabar com todo o entusiasmo. François quer surpreender os jovens ensinando o sentido da ética, mas eles não parecem dispostos a aceitar os métodos propostos.
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Fiquei impressionada que o ator principal (que escreveu o livro e roteiro do filme) não era ator antes e não fez quase nada depois, atuação dele é impecável
Filmes sobre embate alunos x professores remontam desde 1933 com "Zero de Conduta" do também francês Jean Vigo, passando por sua refilmagem britânica "If..." (1968) e versões mais descontraídas como "Pìcardias Estudantis" (1982), isso para mencionar obras mais antigas, e vermos que é um assunto desde sempre. "Entre os Muros da Escola" é junto com "A Sala dos Professores" (2024), um dos filmes sobre o tema mais tensos que assisti (não confundir com os filmes americanos ao estilo "Ao Mestre com Carinho"), e tudo isso mostrando apenas o cotidiano comum do ensino de adolescentes, essa idade tão afeita a desafiar, e o faz muito bem.
PS- o filme sendo de 2008 já mostra uma preocupação com o uso de celulares, que no máximo tiravam uma foto ruim e mandavam SMSs, imagina hoje quando os smartphones ultrapassaram o uso dos computadores dentre os mais jovens.
Maravilhoso. Mesmo sendo uma escola francesa, se aproxima muito da nossa realidade brasileira, eu sendo professora, percebo o misto de culturas na sala de aula, onde até mesmo a condição social implica na vida dele.
Muitos deles não gostam da escola, pois vêem como obrigação, e sabemos o que á casos que não conseguem compreender o que lêem ou escutam, desde que o mundo é mundo existem os Transtornos, que hoje são tratados, e essa é uma das causas que justamente fazem as médias mais baixas existirem. Recomendo.
Filme mediano apenas e, honestamente falando, para ganhar a Palma de Ouro em Cannes, com certeza, os concorrentes deveriam ser bem fracos.
Incrivel como mesmo sendo uma escola francesa, ela se parece com as nossas brasileiras. Até mesmo os alunos, com suas brincadeiras, sua sagacidade. Passei raiva com os professores, me lembrou de alguns que tive. Assisti por causa da faculdade e achava que o protagonista seria o ponto fora da curva, lutando contra o sistema falho de ensino em favor dos alunos. Que nada, ele até tentou ser didático muitas vezes, não vou mentir, mas era autoritário em sala de aula, sempre com respostas irônicas que ofendiam os alunos, desmerecendo seus conhecimentos. Sabe aquela música do Pink Floyd? Another Brick in the Wall? Esse protagonista me lembrou o professor dessa música.
E se eu já estava com um pé atrás por causa dessa arrogância toda, passei a odiá-lo no clímax. Foi imperdoável. Não só ele chamar duas meninas, adolescentes de 14 anos que estavam sob sua responsabilidade para serem educadas, de vagabundas, como ainda tentou manipular a situação para dizer que não tinha falado, ocultou isso do relatório do evento, tentou evitar adimitr isso quando questionado por uma colega de trabalho e a cereja do bolo, foi tirar satisfação com as meninas por denunciá-lo, como se não soubesse que estava errado. Me pareceu um show de horrores. Quando uma das alunas se recusou a ler um maldito livro em voz alta na sala, ele a obrigou a se desculpar várias e várias vezes, mas agora que ELE insultou duas estudantes com palavras de baixo calão, nem um simples "desculpe, eu errei" ele dá. E pior é que o aluno que tentou defendê-las foi expulso. O garoto errou, com certeza, mas ali ele não carregou só a própria punição, mas a do professor também, que não levou nem uma advertência.
E não era só ele não, o resto do corpo docente também era puro descaso. Reuniões e mais reuniões onde falavam, falavam dos problemas e depois deixavam por isso mesmo. Acho magnífico a forma como o filme mostrou que eles sempre preferiam não lidar com os problemas, sempre havia um debate, mas então mudavam de assunto e nunca retornavam naquilo de novo. A "revelação" do final de que 12 de cada 12 vezes que foi feito um conselho o aluno era expulso é o melhor exemplo disso, pois mostra claramente que eles sempre esclhiam o caminho mais fácil para lidar com o "problema": lavar as mãos e enviá-lo para outra escola. Que gentinha egoísta viu..