Em uma pequena província ocidental do Reino Unido vive um magistrado muito dedicado ao seu trabalho. No entanto, quando o Coronel Joll, famoso por seus "interrogatórios" e torturas, chega da capital para investigar os bárbaros, ele começa questionar a sua lealdade em relação ao Império.
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Um filme muito interessante, apesar de lento, mas que aborda um tema essencial, o colonialismo e a forma de abordagem dos opressores aos povos dominados, com crueldade e soberba.
O único indivíduo com sobriedade para compreender a situação é um juiz, que administra o posto e que sofre as consequências por sua simpatia, e certa proteção, ao povo local. E, ao final, quando haverá uma vingança, o filme acaba. Uma pena.
Parece que essa história tem algo a ver com O Deserto dos Tártaros, de Dino Buzzati - ótimo livro que também virou filme anos atrás -, pelo menos como inspiração. Trata-se de uma alegoria caracterizada por abuso e violência praticados por homens sem nenhum senso de justiça e ou decência, como são os personagens de Depp e Pattinson. Em oposição a eles há um magistrado decente, que também vai sofrer na mente e no corpo a crueldade que os tiranos praticam contra os supostos bárbaros, na verdade, povos nativos do deserto. Vale a pena conhecer essas obras, livros e filmes...
Esperando os Bárbaros. Direção Ciro Guerra. É um filme dramático que conta como egoísmo, poder e dinheiro começa uma guerra sem motivos aparentes ou pelo simples fato de odiar uma raça ou uma nação. O filme vai se deselvolvendo lentamente, mas não é arrastado, ótimo filme. Para quem espera muita ação, não vai ver nesse filme. Tem uma fotografia maravilhosa, cenas no deserto em Marrocos, de tirar o fôlego, de tão bonita . É um ótimo filme, tem ótimos diálogos.
Quem gosta de narrativas dinâmicas, de ação ou mais leves pode não se agradar e até sofrer com sonolência, mas quem se preparar para o que vai assistir e aceitar o ritmo lento do filme não se incomodará com isso, e foi exatamente o que fiz, abracei a proposta, por isso, não o achei cansativo.
Li em alguns lugares que se trata de "um raro caso em que o filme supera o livro".
É incrível, é (sétima) arte! Um filme sobre imperialismo e o colonialismo. Mas não espere ver a ação é um filme contemplativo, simbólico... O livro provavelmente teve mais tempo para gerar mais impacto... Abaixo, meus colegas já falaram tudo de importante.