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Data de lançamento
9 Março 1972Duração
O musicólogo Howard Bannister viaja até São Francisco com a noiva, Eunice Burns, para tentar obter uma bolsa de 20 mil dólares oferecida por Frederick Larrabee. Porém suas chances parecem diminuir bruscamente,quando encontra uma jovem, Judy Maxwell, que transforma em caos qualquer lugar que passe. Além disto há um caso de uma bagagem trocada, que provoca mais confusão com o sumiço de documentos secretos e jóias.
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Que filme divertido! É um filme com uma pegada de screwball comedy, mas como uma cara mais moderna para a época. A cena da perseguição é boa demais e eu simplesmente não esperava que o desfecho dela seria aquele hahahaha
A pobre da Eunice, coitada!
Impressionante como a Streisand sabe fazer tudo, né. Ela canta, atua, dirige, escreve, faz drama, faz comédia... a mulher é boa demais.
A cena do quarto/banheiro também é ótima. Nunca pensei que fosse dizer isso, mas o Ryan O'Neal (o pai da Bones!!) só de gravata borboleta e boxers! Rapaz... 😏
Definição de filme conforto com um casal carismático, cenas marcantes, torta na cara e uma história caótica e engraçada. Parece uma novela escrita por Walcyr Carrasco
Ri demais.
A cena do juiz é memorável! O que um bom texto, aliado a um bom "time", tanto em atuação quanto em direção não fazem! Transforma um personagem que aparece do nada, apenas uma vez, em quase um outro protagonista, roubando a cena de todos é incrível! Magia do cinema bem feito. Poderia ter muito mais do cara, mas é respeitoso com seu material/historia, e não exagera o seu uso, sabiamente fazendo a gente querer mais, em vez de achar cansativo, muito bom! Mas antigamente tinha-se uma confiança na arte, em "seu taco", leia-se, capacidade, bom senso e criatividade. "Peter Bogdanovich" estava em excelente forma, muito inspirado e a vontade na época, ponto pra ele. Mantem essa confiança e mão firme a todo momento, plenamente seguro no material que possui, seu andamento, ritmo, tom e coesão com as esquetes. Escalando a trama gradativamente de forma equilibrada, sem ser afobado, apressado ou atrapalhado, e sem deixar ela arrastada, cansativa ou espalhafatosa, de forma bem orgânica.
O tom do filme você vê logo de cara. Como o amigo disse abaixo; homenageia as "comedias malucas dos anos 30" (20 e 40 também), isso englobando de tudo em inspirações, do teatro, TV, rádio, outros filmes, e até desenhos da "Hanna Barbera" (Tom e Jerry), "Warner Brothers" (Pernalonga, Hortelino, Frajola, Patolino, etc.). Inclusive, quem via esses desenhos, pode se familiarizar rapidamente com a "cena do vidro" e várias outras coisas, comédia física, com exageros típicos delas, mas que não se levam a sério, se respeitam e não saem de seu tom divertido e descontraído, se assumindo no que são e no seu contexto. Quem gosta de "Chaves", talvez possa vir a gostar. Não sei.
Tem um tom muito gostoso, gracioso, leve e descontraído. É bobo e refinado com consciência, ao mesmo tempo que é sutilmente charmoso. Alguma coisinha aqui ou ali, que pode pesar um pouquinho, mas nada que atrapalhe.
"Barbra Streisand" ela está linda, encantadora, carismática, sedutora, debochada, engraçada sem ser forçada, com uma atuação precisa e ao ponto.
"Ryan O Neal", sinto falta desse "Ryan" dos anos 70, que era interessado, ainda estava com gás por Hollywood e sua carreia, antes de desandar e se perder em álcool, drogas e problemas pessoais diversos. Aqui está bem legal, no ponto e prendendo a atenção, fazendo "Howard", um personagem todo esquisito, travado, afetado, cheio de cacoetes e de manias peculiares, que só quer ser deixado em paz com suas (tese de) pedras. A química entre os dois é impecável/excelente! (e eles sabem disso!). Estão super a vontade, não deixando a "peteca cair" em momento nenhum, e mantendo todo o tom correto do filme. Ponto pra eles!
Os outros atores não fazem muito, mas todos estão muito bem com seus personagens, e foram muito bem dirigidos, exatamente no contexto proposto da trama, dentro das suas excentricidades amalucadas, parecendo umas crianças desmioladas em corpos de adultos, fazendo besteiras e se atrapalhando em situações estranhas da forma mais natural possível. Bem bacana! Com direito até a perseguições! Muito bem montadas/filmadas. Lembrando, o filme é de 72.
Achei que tudo se apoia muito bem em fortes alicerces, funciona muito bem, flui muito bem, e sustenta sua descompromissada trama muito bem. Comecei a ver esperando uma bobagem romântica pastelona, e fui surpreendido com algo muito criativo, inventivo e divertido. Vi em uma tacada só e fiquei muito feliz com isso.
Mas não espere algo espetacular. É muito simples, porém, há um trunfo as vezes, no "bobo que finge que é bobo" por vontade própria, de caso pensado, de cenário armado, totalmente consciente, mas também não é alarmista, nem presunçoso ou pretencioso. Ele é o que é, e gosta do que é. Agora, gostar dele vai de cada um. ^^
Eu gostei demais! Para quem gosta do "Ryan O Neil", ou da "Barbra Streisand", ou do diretor "Peter Bogdanovich", pode vir a gostar. Eu indicaria. Claro, se gostar de comedias nesse estilo também...
Ah! Uma coisa que ninguém falou é, o nome do filme original é "What's Up, Doc?". Que é a expressão original "do nosso" conhecido, "O que que há, velhinho?", proferida pelo personagem "Pernalonga" várias vezes, como bordão em seus desenhos. O que já diz muito sobre o tom do filme e seus absurdos, mas não esperem algo como "Uma Cilada Para Roger Rabbit" ou "Space Jam", não é pra tanto. hehe
Visto em: 19-11-2025
[Gostei tanto quando "Lua de Papel", com cada um em seu quadrado/gênero, claro].
Boas sessões!
O filme cumpre bem sua proposta de homenagear as comédias malucas dos anos 30. Tudo funciona perfeitamente, a história é interessante, o elenco é talentoso e o ritmo alucinante não deixa nunca o filme cair no tédio.
Porém, mesmo não sendo o tipo de filme para ser levar a sério, a trama abusa da inteligência do público ao se basear em uma ideia absurda de que a troca de malas de malas em um hotel pudesse ocorrer com os hóspedes entrando e saindo de quartos alheios sem qualquer restrição...
Mas deixando de lado esses detalhes, o filme se destaca mesmo pela cenas perseguições alucinantes e perfeitamente coreografadas pelas ruas de São Francisco. Estas sequências custaram sozinhas cerca de US$ 1 milhão (um quarto do orçamento total), levaram 19 dias para serem filmadas e usaram 32 dublês.
Outro bom momento é a parte do tribunal com o juiz à beira de um ataque de nervos onde a comédia pastelão corre solta (tomo a pílula verde pra lembrar de tomar a azul!).
Pra quem curte este tipo de comédia maluca é um filme imperdível. Tudo acontece de forma tão caótica que parece ter saído de desenhos animados. Essa inspiração inclusive fica clara na cena final onde a abertura dos Looney Tunes aparece e também no próprio título "What's Up, Doc?" que faz referência à famosa frase do Pernalonga.
Curiosidades: Sylvester Stallone faz figuração no filme, ele pode ser visto passando na cena onde a Judy está telefonando e comendo cenouras no hotel.
O diretor Peter Bogdanovich não obteve permissão da cidade de São Francisco para dirigir carros pelas escadarias do Alta Plaza Park. Durante as cenas elas foram gravemente danificadas e exibem as marcas até hoje. Devido aos danos causados durante as filmagens deste filme, São Francisco agora exige que as produções forneçam uma descrição detalhada, cena por cena, de tudo que será filmado.
A teoria de Howard Bannister sobre rochas musicais tem base geológica. No Parque Estadual Ringing Rocks existem rochas que quando golpeadas com um martelo emitem diversos tons.