Chicago, 1924. Judd Steiner (Dean Stockwell) e Artie Straus (Bradford Dillman) são dois jovens homossexuais que pertencem a famílias ricas. Os dois crêem serem superiores intelectualmete, além disto se consideram acima da moralidade convencional. Para provar que são superiores, eles assassinam Paulie Kessler sem o menor motivo. Porém logo um pequeno detalhe faz o "crime perfeito" se mostrar falho. Para tentar alterar este quadro, as famílias de Judd e Steiner contratam Jonathan Wilk (Orson Welles), um famoso advogado que tem a fama de dobrar os jurados.
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No geral mediano.
Para mim só comprovou a genialidade de Alfred Hitchcock, que um ano depois lançado Psicose, enquanto esse é essencialmente didático e moralizante, Psicose vem para trabalhar nas ambiguidades, em um cinema muito mais moderno e interessante.
Os dois personagens principais e a dinâmica entre eles, é o ponto alto do filme, uma pena que sejam tão pouco aproveitados.
O diretor é bem-sucedido em criar um thriller convincente que atenha os fatos o mais próximo possível, apesar da falta de detalhes sobre a vítima e sua família. Não achei interessante o discurso de Welles contra a pena de morte, mas sua reação à reação de Artie sobre o veredicto é realmente notável. Mas apesar dos pesares é um grande filme.
Orson Welles.
É isso.
P.S.
Não sei por que esse filme tá com a nota não baixa aqui, no Rotten tá 100% :P
Fleischer era um dos poucos diretores que sabia passear por qualquer gênero na época.Encara um filme diferente daquilo que estava acostumado a realizar e com assuntos que quase nenhum diretor queria filmar.Ótimo elenco.
>Assistido em 22 de Fevereiro de 2023
Boa história que traz boas divagações filosóficas sobre a questão da relativização de crime e castigo.
A exemplo do filme Festim Diabólico do Hitchcock o roteiro a baseia-se de forma mais fiel no polêmico caso conhecido como Leopold e Loebque ocorreu por volta da década de 1920, quando dois estudantes de uma importante universidade de Chicago assassinaram um garoto de 14 anos de idade, sendo sentenciados à prisão perpétua. O assassino Leopold inclusive tentou sem sucesso bloquear a produção do filme, alegando que o livro em que o filme se baseou havia invadido sua privacidade , o difamado e lucrado com a história de sua vida. O juiz argumentou que seria difícil algo conseguir manchar ainda mais a reputação dele...
As atuações da dupla de assassinos é excelente, mostrando bem o comportamento típico de psicopatas e sua falta de empatia com as vítimas. Quando Orson Wells aparece no final do filme consegue roubar a cena com uma atuação impecável do advogado de defesa da dupla.
O que incomoda um pouco foi o discurso final anti pena de morte com argumentos bem rasos do tipo que os réus estavam sendo julgados de forma parcial por serem ricos ou que ao condená-los a morte o juiz estaria se equiparando aos assassinos em termos de crueldade, além de apelar pra um discursinho cristão bem patético e que por incrível que pareça acabando funcionando... Isso acaba tirando um pouco do brilho do filme mas no geral continua valendo a pena assistir.