Não há nenhuma metáfora, Švankmajer não dialoga por códigos. A domação como violência tornando o domesticador a própria fera, a euforia do último personagem ao criar limites - logo desfeita em azedume por não poder transpô-los - e o cerne de repetição infinita que une as três partes do curta: tudo coincidência. Cobiça, ignorância e paralelos, também.
quanto mais maltratamos menos "humanos" somos e mais "animais". Por mais que tentemos ficar fora/dentro da história, ela sempre estará dentro de nós...
O segundo terço do filme é o melhor de todos: o chicote enquanto elemento definidor da personalidade humana e estabelecedor da diferença de classes ao longo da História. Incrível o quanto este tal de Jan Svankmajer é genial em sua concepção marxiana do mundo!
E, apesar de eu não ter me agradado de todo em relação ao primeiro momento de filme e o último, admito que a subsunção ao título é absolutamente genial! (WPC>)
Não há nenhuma metáfora, Švankmajer não dialoga por códigos. A domação como violência tornando o domesticador a própria fera, a euforia do último personagem ao criar limites - logo desfeita em azedume por não poder transpô-los - e o cerne de repetição infinita que une as três partes do curta: tudo coincidência. Cobiça, ignorância e paralelos, também.
(Primeiro comentário, ai)
quanto mais maltratamos menos "humanos" somos e mais "animais". Por mais que tentemos ficar fora/dentro da história, ela sempre estará dentro de nós...
É....
O segundo terço do filme é o melhor de todos: o chicote enquanto elemento definidor da personalidade humana e estabelecedor da diferença de classes ao longo da História. Incrível o quanto este tal de Jan Svankmajer é genial em sua concepção marxiana do mundo!
E, apesar de eu não ter me agradado de todo em relação ao primeiro momento de filme e o último, admito que a subsunção ao título é absolutamente genial! (WPC>)
vôos cada vez mais longos, domesticação de animais, sedentarismo, etc.